Der Kolonist (1852): jornal em língua alemã, pioneiro no Brasil e na América Latina

O Der Kolonist (1852) foi um important marco local, e também um jornal pioneiro em língua alemã de toda a América Latina. Ele nasceu em Porto Alegre — em uma época em que o Rio Grande do Sul ainda era uma província com apenas cinco municípios e o português longe de ser a única língua falada no cotidiano dos brasileiros. E talvez surpreendente: essa iniciativa partiu de um homem sem ascendência germânica!

Der Kolonist (O Colono) — 1852

  • O Jornal: Teve sua primeira edição circulando em 10 de agosto de 1852, na capital gaúcha.
  • O Idealizador: Foi uma iniciativa de José Cândido Gomes, jornalista e tipógrafo luso-brasileiro.
  • A História por Trás: Atento ao crescimento das colônias de imigrantes desde 1824, Gomes percebeu a necessidade de integrar essa população ao comércio e à política provincial. Como não falava alemão, contratou imigrantes letrados para redigir e traduzir os artigos.

Curiosidade Histórica: Anos antes, em 1836 (durante a Revolução Farroupilha), circulou em Porto Alegre o periódico O Colono Alemão. No entanto, ele era escrito em português para explicar à população a situação dos colonos no conflito. O título de pioneiro impresso em língua alemã pertence legitimamente ao nosso Der Kolonist de 1852!


Auf Deutsch

Der Der Kolonist (1852) war die pionierhafte deutschsprachige Zeitung ganz Lateinamerikas, entstanden in Porto Alegre — zu einer Zeit, als Rio Grande do Sul noch eine weitgehend dünn besiedelte Provinz war. Das Überraschende daran? Die Initiative zu diesem historischen Meilenstein stammte von einem Mann, der selbst keinerlei deutsche Abstammung hatte!

Der Kolonist (O Colono) — 1852

  • Die Zeitung: Die Erstausgabe erschien am 10. August 1852 in der Hauptstadt Porto Alegre.
  • Der Gründer: Das Projekt war das Werk von José Cândido Gomes, einem brasilianischen Journalisten und Buchdrucker.
  • Die Hintergrundgeschichte: Gomes erkannte das stetige Wachstum der Kolonien seit 1824 und die Notwendigkeit, die Einwanderer in das wirtschaftliche Leben der Provinz einzubinden. Da er selbst kein Deutsch sprach, engagierte er gebildete deutsche Einwanderer für die Redaktion und Übersetzung.

Historische Besonderheit: Bereits 1836 (während der Farroupilha-Revolution) erschien die Zeitung O Colono Alemão. Diese war jedoch auf Portugiesisch verfasst. Der Titel als erste echte deutschsprachige Zeitung gebührt somit allein dem Der Kolonist von 1852!

Viva o Dia do Patrimônio Cultural — inclusive nossa língua regional Riograndenser Hunsrückisch

RI0GRANDENSER HUNSRÜCKISCH — DEITSCH

Herzliche Glückwunsch zum bräsiljoonische Nationaltooch vom kulturelle Erwe, wo jäehrlich am 17 August gefeiert weerd

Mear wolle ooch an die Sproochdiversitet von unserm Land erinnre: an die viele uaralte inheimische Sproche, awer ooch an Sprooche, wo durch die historische Kolonisationsprozesse ins Land komm sinn unn sich hie weiterentwickelt honn — wie unser eechne Riograndenser Hunsrückisch (Hunsriqueano Riograndense), wo mear selwer ganz oft unn ähnlich nuar Deitsch nänne.

Etwas ganz Neies unn Wichtiges iss die nei Plattform vom Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) vom IPHAN. Do iss jetz ooch unser Sprooch dokumentiert:


PORTUGUÊS

Parabéns pelo Dia Nacional do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto! Vale lembrar também a diversidade linguística do país: as muitas línguas autóctones e também línguas alóctones resultantes dos processos históricos de colonização, como a nossa, o Hunsriqueano Riograndense (Riograndenser Hunsrückisch; Deitsch, na própria língua).

Uma grande novidade é a nova plataforma do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), do IPHAN, onde nossa língua também está documentada:

Projeto ALMA-H no YouTube: registros sobre o Hunsrückisch na Bacia do Prata

Este texto está disponível em quatro versões: português, alemão, hunsriqueano e inglês.

PORTUGUÊS

Para quem ainda não conhece, vale a pena visitar o canal do Projeto ALMA-H — Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata (Hunsrückisch) — no YouTube.

O ALMA-H está ligado a um amplo trabalho de pesquisa e documentação das variedades de Hunsrückisch faladas no sul do Brasil e em áreas de continuidade linguística na Argentina e no Paraguai. Entre os materiais produzidos e preservados pelo projeto encontram-se registros de fala, entrevistas e outros documentos de interesse para quem procura conhecer melhor a história, a distribuição geográfica e a diversidade interna dessa língua regional.

Esses registros têm um valor que vai além do meio acadêmico. Para falantes e descendentes de falantes, eles permitem ouvir pessoas de diferentes localidades falando naturalmente; comparar palavras, pronúncias e modos de dizer; reconhecer semelhanças entre regiões; e perceber a dimensão geográfica que o Hunsrückisch adquiriu ao longo de sua história na América do Sul.

Também são materiais importantes para professores, pesquisadores, estudantes, genealogistas e qualquer pessoa interessada na história linguística e cultural das comunidades de origem alemã da região platina.

Parte desse acervo continua disponível publicamente no canal do Projeto ALMA-H no YouTube. Mesmo materiais publicados há alguns anos continuam tendo valor documental e merecem permanecer circulando e sendo redescobertos.

Canal do Projeto ALMA-H no YouTube:
https://www.youtube.com/@projetoalma-h6682

DEUTSCH

Wer noch nicht so oft Hochdeutsch liest, dem sei gesagt: Hier kommt ein kurzer, unkomplizierter Text — kein Grund zur Sorge.

Wer das Projekt noch nicht kennt: ALMA-H hat Hunsrückisch in verschiedenen Orten in Südbrasilien, Argentinien und Paraguay erforscht und dokumentiert.

Auf dem YouTube-Kanal findet man Aufnahmen und anderes Material aus dieser Arbeit. Dort kann man Sprecher aus verschiedenen Regionen hören und Unterschiede und Gemeinsamkeiten in der Sprache kennenlernen.

Auch ältere Aufnahmen sind heute noch wertvolle Dokumente unserer Sprachgeschichte.

YouTube-Kanal:
https://www.youtube.com/@projetoalma-h6682

RIOGRANDENSER HUNSRÜCKISCH

Wenn dear mol höre möcht, wie Leit an annre Plätzer unser Deitsch verzähle, ei dann guckt mol dohie ren (https://www.youtube.com/@projetoalma-h6682).

Also, beim ALMA-H Projekt dort drüwe bei der Fedrool Universität von Rio Grande do Sul, do sinn jo Leit raus an viele Plätz sellebst hingang unn honn dort unser Sproch uff Videos schön grawiert.

Do doorrich kann ma’ dann Leit aus verschiedne Gechend laustre wie se Derheem Deitsch verzähle unn das dann mol vergleiche: Was für Worte soohn die genau wie mear, wenn se am spreche sinn? Was soohn se, wo sich vielleicht en bissche annerster oonhöre tut? Wohne die Leit weit wech von eich, vielleicht leht ihre Stadt orrer Munizip in en Reschion, wo eich ganz unbekannt voarkommt? Orrer wohne se newich bei eich, dicht in eire eichne Reschion?

Die Videos, wo dear in hieder Internetz-Verbinnung (https://www.youtube.com/@projetoalma-h6682) könnt finne, die setze schon en Zeitlang dodren, awer die sinn doch immer noch seahr interessant für se gucke.

Das sinn dann Sache, wolle ma’ soohn echte Stücker von unser Sprooch-Geschicht, wo ma’ sich dann immer wieder oongucke kann unn an annre zeiche unn weiter verteile.

ENGLISH

For readers outside the Portuguese- and German-speaking communities: the ALMA-H Project documented Hunsrückisch varieties spoken across southern Brazil and neighboring areas of Argentina and Paraguay. Its YouTube channel preserves publicly accessible recordings and other material that may be of interest to researchers in German dialectology, language contact, migration, heritage languages and multilingualism in South America.

YouTube channel:
https://www.youtube.com/@projetoalma-h6682