Heute ist der Internationale Tag der Muttersprache.
Dieser Tag erinnert uns daran, dass jede Sprache Wert hat – auch regionale und historische Sprachen wie das Riograndenser Hunsrückisch, in Brasilien auch bekannt als Hunsriqueano Riograndense. Seit fast zweihundert Jahren ist diese Sprache Teil der brasilianischen Realität.
Heit, meine liewe Leit, spreche ma’ üwer uns,
ei unser Moddersproch.
Das Riograndenser Hunsrückisch iss jo en Tehl von der bräsiljoonische sprochlich unn kulturool Mosaik.
Es iss hier gewachs.
Es iss dohie geblieb.
Es weerd jo dohier weiter gesproch.
Alswie Inwannrungssproch mit deitsche Hearkunneft hot sich das Hunsriqueano Riograndense in Bräsilje eichenstännich entwickelt. Es iss net enfach „altes Deutsch“, awer en lewendiche, gewachsne Sprochforrem mit sein eichne Geschicht, eichne Identität unn eichne kulturool Bedeitung.
Früher woard die Sproch vom bräsiljoonische Stoot verfollicht unn starrek unnerdrückt.
Ma’ wollt se aus dem öffentliche Lewe verdränge.
Ma’ wollt, dass sie verschwinne tät.
Awer sie iss net verschwunn.
Sie lebt noch.
In unsre Familje.
In unsre Erinnrunge.
In user Stross, Zung unn Lippe.
In unsre Lieder, traurich unn froh.
In unsre Gespräche.
In unsre Gedanke.
Schon zeit verschiedne Älter, verschiedne Scheneratione weerd das Riograndenser Hunsrückisch in Bräsilje weitergeb – oft nuar mündlich, oft im Verborchne, awer immer mit Herz.
Heit lewe ma’ in ene Demokratie.
Dodrum könne ma’ unsre Moddersproch ganz uff verzähle, freilich spreche unn dass ohne Bang, sichtboor mache.
Net nuar helich Derheem.
Net nuar im privat, wech von annre.
Awer ooch uff der Strosse.
In Público.
Im Internetz – zum Beispiel in Weihnachtsblume.
In Bücher – z.B. in Hunsrückisch em Prosa e Verso.
In Bildungsprojekte.
In kulturol Initiative.
Unser Moddersproch muss neemeh versteckelt sin.
Das Riograndenser Hunsrückisch gehöart jo zu der reiche sprochliche Dieversität von Bräsilje.
Es iss Tehl von der bräsiljoonische Sprochkultuar.
Es iss Tehl von der bräsiljoonische Geschicht.
Unn es iss Tehl von unser Identität.
Heit feire für etwas wichtiches:
Für Erinnrung.
Für Weard.
Für sprochliche Freiheit.
Für kulturool Kontinuität.
Für die Zukunft von unser Hunsriqueano Riograndense in Bräsilje.
Dreimol Hoch!
Hoch!
Hoch!
Hoch!
Lang lew unser liewe Moddersproch!
Lang lewe das Riograndenser Hunsrückisch!
Lang lewe, viva o Hunsriqueano Riograndense!
Dia Internacional da Língua Materna: Hunsriqueano Riograndense como parte viva da cultura linguística brasileira
Hoje é o Dia Internacional da Língua Materna.
Este dia nos lembra que toda língua tem valor — inclusive línguas regionais e históricas como o Hunsriqueano Riograndense, também conhecido como Riograndenser Hunsrückisch. Há quase duzentos anos, essa língua faz parte da realidade brasileira.
Hoje vamos falar de nós.
O Hunsriqueano Riograndense é parte íntegra do riquíssimo mosaico linguístico e cultural do Brasil.
Ele cresceu aqui.
Permaneceu aqui.
Continua vivo aqui.
Como língua de imigração, de herança, de origem germânica, desenvolveu-se de forma própria em território brasileiro, fazendo parte da histórica jornada de formação do país. Não é simplesmente um “alemão antigo”, uma língua estrangeira, mas uma forma linguística viva, com história, identidade e significado cultural próprios.
No passado, essa língua foi metódicamente perseguida e agressivamente reprimida pelo Estado do Brasil.
Tentaram retirá-la da vida pública.
Tentaram fazê-la desaparecer.
Mas ela não sumiu.
Ela continua viva.
Em nossas famílias e comunidades.
Em nossas nossas mentes e na memória coletiva.
Em nossas canções alegres e melancólicas.
Em nossas conversas, nas nossas piadas e preces.
Em nossos pensamentos e esperanças.
Por gerações, o Hunsriqueano Riograndense foi transmitido no Brasil … muitas vezes invisibilizado, somente de forma oral, muitas vezes de maneira extra discreta, mas sempre com afeto.
Hoje vivemos em uma democracia.
Por isso podemos falar no aberto e deixar visível a nossa língua materna.
Não apenas dentro de casa, no fundo do quintal.
Também na rua, no supermercado, no transporte coletivo.
Em público, em qualquer lugar.
Na internet.
Em livros.
Em projetos educacionais.
Em iniciativas culturais.
Nossa língua materna não precisa ser mais escondida.
O Hunsriqueano Riograndense faz parte da diversidade linguística brasileira, isso é inquestionável.
Faz parte da história do Brasil.
E faz parte da nossa identidade.
Hoje não celebramos contra algo, mas sim …
Celebramos a favor:
Da memória.
Da dignidade.
Da diversidade linguística.
Da continuidade cultural.
Do futuro do Hunsriqueano Riograndense no Brasil.
Três vezes viva,
Minha gente amada!
Viva!
Viva!
Viva!
Viva nossa querida língua materna!
Viva o Riograndenser Hunsrückisch!
Viva o Hunsriqueano Riograndense!






















