Internationaler Tag der Muttersprache: Riograndenser Hunsrückisch (Hunsriqueano Riograndense) als lebendiger Teil der brasilianischen Sprachkultur

Heute ist der Internationale Tag der Muttersprache.

Dieser Tag erinnert uns daran, dass jede Sprache Wert hat – auch regionale und historische Sprachen wie das Riograndenser Hunsrückisch, in Brasilien auch bekannt als Hunsriqueano Riograndense. Seit fast zweihundert Jahren ist diese Sprache Teil der brasilianischen Realität.

Heit, meine liewe Leit, spreche ma’ üwer uns,
ei unser Moddersproch.

Das Riograndenser Hunsrückisch iss jo en Tehl von der bräsiljoonische sprochlich unn kulturool Mosaik.
Es iss hier gewachs.
Es iss dohie geblieb.
Es weerd jo dohier weiter gesproch.

Alswie Inwannrungssproch mit deitsche Hearkunneft hot sich das Hunsriqueano Riograndense in Bräsilje eichenstännich entwickelt. Es iss net enfach „altes Deutsch“, awer en lewendiche, gewachsne Sprochforrem mit sein eichne Geschicht, eichne Identität unn eichne kulturool Bedeitung.

Früher woard die Sproch vom bräsiljoonische Stoot verfollicht unn starrek unnerdrückt.
Ma’ wollt se aus dem öffentliche Lewe verdränge.
Ma’ wollt, dass sie verschwinne tät.

Awer sie iss net verschwunn.

Sie lebt noch.

In unsre Familje.
In unsre Erinnrunge.
In user Stross, Zung unn Lippe.
In unsre Lieder, traurich unn froh.
In unsre Gespräche.
In unsre Gedanke.

Schon zeit verschiedne Älter, verschiedne Scheneratione weerd das Riograndenser Hunsrückisch in Bräsilje weitergeb – oft nuar mündlich, oft im Verborchne, awer immer mit Herz.

Heit lewe ma’ in ene Demokratie.
Dodrum könne ma’ unsre Moddersproch ganz uff verzähle, freilich spreche unn dass ohne Bang, sichtboor mache.

Net nuar helich Derheem.
Net nuar im privat, wech von annre.
Awer ooch uff der Strosse.
In Público.
Im Internetz – zum Beispiel in Weihnachtsblume.
In Bücher – z.B. in Hunsrückisch em Prosa e Verso.
In Bildungsprojekte.
In kulturol Initiative.

Unser Moddersproch muss neemeh versteckelt sin.

Das Riograndenser Hunsrückisch gehöart jo zu der reiche sprochliche Dieversität von Bräsilje.
Es iss Tehl von der bräsiljoonische Sprochkultuar.
Es iss Tehl von der bräsiljoonische Geschicht.
Unn es iss Tehl von unser Identität.

Heit feire für etwas wichtiches:

Für Erinnrung.
Für Weard.
Für sprochliche Freiheit.
Für kulturool Kontinuität.
Für die Zukunft von unser Hunsriqueano Riograndense in Bräsilje.

Dreimol Hoch!

Hoch!
Hoch!
Hoch!

Lang lew unser liewe Moddersproch!
Lang lewe das Riograndenser Hunsrückisch!
Lang lewe, viva o Hunsriqueano Riograndense!


Dia Internacional da Língua Materna: Hunsriqueano Riograndense como parte viva da cultura linguística brasileira

Hoje é o Dia Internacional da Língua Materna.

Este dia nos lembra que toda língua tem valor — inclusive línguas regionais e históricas como o Hunsriqueano Riograndense, também conhecido como Riograndenser Hunsrückisch. Há quase duzentos anos, essa língua faz parte da realidade brasileira.

Hoje vamos falar de nós.

O Hunsriqueano Riograndense é parte íntegra do riquíssimo mosaico linguístico e cultural do Brasil.
Ele cresceu aqui.
Permaneceu aqui.
Continua vivo aqui.

Como língua de imigração, de herança, de origem germânica, desenvolveu-se de forma própria em território brasileiro, fazendo parte da histórica jornada de formação do país. Não é simplesmente um “alemão antigo”, uma língua estrangeira, mas uma forma linguística viva, com história, identidade e significado cultural próprios.

No passado, essa língua foi metódicamente perseguida e agressivamente reprimida pelo Estado do Brasil.
Tentaram retirá-la da vida pública.
Tentaram fazê-la desaparecer.

Mas ela não sumiu.

Ela continua viva.

Em nossas famílias e comunidades.
Em nossas nossas mentes e na memória coletiva.
Em nossas canções alegres e melancólicas.
Em nossas conversas, nas nossas piadas e preces.
Em nossos pensamentos e esperanças.

Por gerações, o Hunsriqueano Riograndense foi transmitido no Brasil … muitas vezes invisibilizado, somente de forma oral, muitas vezes de maneira extra discreta, mas sempre com afeto.

Hoje vivemos em uma democracia.
Por isso podemos falar no aberto e deixar visível a nossa língua materna.

Não apenas dentro de casa, no fundo do quintal.
Também na rua, no supermercado, no transporte coletivo.
Em público, em qualquer lugar.
Na internet.
Em livros.
Em projetos educacionais.
Em iniciativas culturais.

Nossa língua materna não precisa ser mais escondida.

O Hunsriqueano Riograndense faz parte da diversidade linguística brasileira, isso é inquestionável.
Faz parte da história do Brasil.
E faz parte da nossa identidade.

Hoje não celebramos contra algo, mas sim …
Celebramos a favor:

Da memória.
Da dignidade.
Da diversidade linguística.
Da continuidade cultural.
Do futuro do Hunsriqueano Riograndense no Brasil.

Três vezes viva,
Minha gente amada!

Viva!
Viva!
Viva!

Viva nossa querida língua materna!
Viva o Riograndenser Hunsrückisch!
Viva o Hunsriqueano Riograndense!

Estrela, RS — 150 Anos de História | Stadt Strelle, RS: 150 Johre Geschicht

Die Stadt Estrela/Strelle, RS, Bräsilje, feiert 150 Jahre – Arbeit, Kultur, Gemeinschaft und unsere Moddersproch.

Heit feiert ma’ die 150. Johre Gründung von der Stadt Strelle in der Altkolonie Reschion von Rio Grande do Sul. En fröhliche stolze Tooch für unser Gemeind! Dreimol Hoch für unser alt beliebte Moddersproch!!!

Hoje comemoramos os 150 anos de fundação da nossa querida Estrela, na região das Colônias Velhas, no Rio Grande do Sul. Uma trajetória marcada pelo trabalho, pela cultura e por uma comunidade vibrante.

Parabéns pelo seu 150º aniversário, Estrela, RS! Três vivas pra nossa preciosa língua materna, nosso alemão regional Riograndenser Hunsrückisch!!!

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Schick hieder Beitrooch/Text weiter on dene, wo unser Deitsch verzähle, gell?!

Licht- und Klangshow in den Jesuitenruinen: São Miguel das Missões, RS – Brasilien

São Miguel das Missões – „Espetáculo Som e Luz“ (Ton- & Lichtspektakel)

En koortz Üwerblick

Platz / Ort: Ruine von São Miguel Arcanjo (UNESCO-Welterbe), Stadt São Miguel das Missões, Bundesstoot Rio Grande do Sul / RS; Neikolonie-Reschion / Missione-Reschion. 
Orischinool-Titel: Espetáculo Som e Luz.
Wann: Tächlich, Omends. 
Thema: Geschicht von der Jesuit-Guarani-Missione – ihrer Entstehung, Blüt unn Enn. 
Oonfang / Start: 1978; gilt alswie ens von der ältste loofende Spektakle von seiner Oort in Bräsilje. 
Sprecher-Ensemble: unner anre sinn Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Paulo Gracindo, Juca de Oliveira, Rolando Boldrin, Maria Fernanda, Armando Bogus. 
Dauer: ca. 48 Minute. 

Was ma’ do erlebt

Das Ton- unn Licht Spektakel projekziert Licht, Ton unn Erzählung uff der barock Reduktions-Keerrich. Die Sprecher-Stimme führe enem alswie Zuschauser doorrich die Geschicht von der Missione, inklusive ihrer tächlich Lewe, ihrer Konflikte unn ihrer Ufflösung. 

Platz & Roohm

Ufführungsplatz iss das Sítio Histórico São Miguel Arcanjo – die berühmte Ruine von der Jesuit-Reduktion, en UNESCO-Welterbe. Also das macht joo die Show zugleich zu en Geschichtsstund unnich freiem Himmel. 

Entstehung & Kontinuität

Die Show looft zeit 1978 nächst täglich unn gilt in ihrem Show-Genre alswie speziool traditionsreich. 

Stimme & Dramaturschie

Der Text von Henrique Grazziotin Gazzana weard von bekannte bräsiljoonische Aktorinne unn Aktore, also hoche Kaliber Schauspielerinnen unn Schauspieler gesproch (wie schon uwe erwähnt, mit Fernanda Montenegro u. a.), was der Erzählung en starrek, cineastische Weerkung gebt. 

Dauer & Sproche

Die Voarstellung dauert ungefäehr 48 Minute. Newe das Bräsiljoonische (also Portugiesisch) gebt ‘s je noh Temporada Saison-Termine uff Kastilhoonisch (also Spanisch) unn Englisch (das iss dann immer Programm-abhängich). 

Tickets / Bilhetts & praktische Dikas / Hinweise / Tipps

Tickets: Im Platz zu abkoofe; reschionoole Portale unn die Stadt/RS-Turismo publiziere die Zeite unn Preise. 

Museum: Das Museu das Missões am Gelände vertieft jo der historische Kontext – ideal voar orrer noh der Show.  Zeitpläne ännre sich noh dem Joahrzeit / Saison. Prüf die genau was die Uahrzeite sinn uff der offizioolle Web-Seit von der Stadt / Munizip bzw. von der RS-Turismo. 

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São Miguel das Missões – Espetáculo Som e Luz (PT-BR)

Visão geral

Local: Ruínas de São Miguel Arcanjo (Patrimônio Mundial UNESCO), município de São Miguel das Missões, RS.  Nome oficial: Espetáculo Som e Luz, apresentado diariamente ao anoitecer.  Conteúdo: Narrativa da experiência Jesuítico-Guarani – origem, auge e desfecho.  Desde: 1978; um dos mais antigos do gênero em exibição contínua no Brasil.  Narração: vozes de Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Paulo Gracindo, Juca de Oliveira, Rolando Boldrin, Maria Fernanda e Armando Bôgus.  Duração: aprox. 48 minutos. 

O que se vê e se ouve

Luzes, trilha e narração transformam a fachada da antiga igreja em um palco de memória viva. A dramaturgia percorre o cotidiano missioneiro, conflitos e a posterior dissolução das reduções. 

Onde acontece

No Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, conjunto arqueológico icônico e Patrimônio da Humanidade. A ambientação a céu aberto potencializa a experiência. 

Trajetória

Criado em 1978, o espetáculo mantém estrutura clássica e apresenta-se diariamente há décadas. 

Elenco de vozes

Texto de Henrique Grazziotin Gazzana, interpretado por nomes de peso do teatro e da TV, conferindo alta qualidade artística à narrativa. 

Duração e idiomas

A sessão dura cerca de 48 minutos. Além do Português, há programações sazonais em Espanhol e Inglês (consulte a agenda). 

Ingressos e dicas

Ingressos: normalmente vendidos no local; confira canais oficiais e anúncios locais para horários/preços atualizados. 

Museu: o Museu das Missões no próprio sítio complementa a visita com acervo e contexto histórico.  Horários variam por estação. Verifique a programação na página da prefeitura/RS Turismo antes da visita. 

SEO (PT-BR):

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Observação: Informações (ano de criação, elenco de vozes, duração, local e horários) confirmadas em páginas oficiais/locais e do museu; horários e venda de ingressos podem mudar conforme a temporada.

Quando “saber uma língua” significa coisas diferentes: notas sobre comunicação entre brasileiros e europeus

Pessoas de países grandes e que geralmente se imaginam como monolíngues, como os Estados Unidos e o Brasil, quando interagem com europeus muitas vezes dizem coisas como “Eu sei inglês mais ou menos” ou “Me viro no alemão!”. Um suíço provavelmente vai pedir esclarecimentos, talvez querendo saber se você domina só a fala ou também a escrita. Já ouvi holandeses dos Países Baixos dizerem que gostavam de ler romances em alemão, mas que falar eles não sabiam de jeito nenhum; além disso, qualquer sotaque regional de alemão já os fazia se perder na compreensão.

Resumo: vale a pena a gente se preparar para ser mais específico.

Na mesma linha, o costume de simplesmente dizer que algo — digamos, uma comida — é “típica” não faz muito sentido para muitas pessoas na Europa. A palavra “cultura” também pode causar mal-entendidos. Muita gente usa “cultura” para se referir a trabalhos manuais, folclore etc. Já para outros, “cultura” significa especificamente museus, artes visuais, orquestra sinfônica e assim por diante.

Aprender um idioma vai bem além das palavras, mas a boa comunicação depende em grande parte do compromisso de querer compreender o outro lado durante o diálogo.

Detalhe: uma das vantagens de aprender um idioma é que aprender um terceiro fica bem mais fácil. No caso de quem cresce falando um regionalismo alemão sul-brasileiro — mesmo que só na informalidade e apenas na oralidade — a pessoa já tem “as manhas”, por assim dizer, ao entrar em contato com uma nova língua. E, ao aprender inglês, já vem com uma imensa bagagem terminológica (apesar dos falsos cognatos — mas isso é outra história).

Halt eich gesund unn munter!

— Paul

Nota: as quatro habilidades fundamentais no uso de uma língua são ouvir, falar, ler e escrever. Ouvir e ler são habilidades receptivas, enquanto falar e escrever são habilidades produtivas.

Die Freinde von Schiller

Hiedas Poem von Schiller verzählt uns von zwooi Freinde, wo sich völlich vertraue. Ene will en bös Könich kaputt tun, weerd awer gefang, doch därreft drei Tooche frei bleiwe, um etwas ganz wichtiches fertich kriehn. Sein Freind bleibt im Gefängnis beim Könich bis der anner zurück kommt — wenn net, soll ear sterwe. 

Trotz Stoorrem, Flut unn Räuber hält der Mann sein Versproch unn kommt im letzt Moment retuar. Der König iss dodamit tief bewecht, ei der iss dann von so en echte Freindschaft seahr beindruckt unn tut dann die zwooi noch begnädiche.

Botschaft: Woohre Freindschaft unn Treu könne sellebst das Herz von en Tyrann veränner. 

Zum heutigen 266. Geburtstag von
Friedrich Schiller, geboren am
10. November 1759, gestorben 09.Mai 1805. Er war deutscher Dichter, Philosoph, Historiker und Arzt
:

Die Bürgschaft

Zu Dionys, dem Tyrannen, schlich
Möros, den Dolch im Gewande;
Ihn schlugen die Häscher in Bande.
»Was wolltest du mit dem Dolche, sprich!«
Entgegnet ihm finster der Wüterich.
»Die Stadt vom Tyrannen befreien!«
»Das sollst du am Kreuze bereuen.«

»Ich bin«, spricht jener, »zu sterben bereit
Und bitte nicht um mein Leben,
Doch willst du Gnade mir geben,
Ich flehe dich um drei Tage Zeit,
Bis ich die Schwester dem Gatten gefreit,
Ich lasse den Freund dir als Bürgen,
Ihn magst du, entrinn ich, erwürgen.«

Da lächelt der König mit arger List
Und spricht nach kurzem Bedenken:
»Drei Tage will ich dir schenken.
Doch wisse! Wenn sie verstrichen, die Frist,
Eh du zurück mir gegeben bist,
So muß er statt deiner erblassen,
Doch dir ist die Strafe erlassen.«

Und er kommt zum Freunde: »Der König gebeut,
Daß ich am Kreuz mit dem Leben
Bezahle das frevelnde Streben,
Doch will er mir gönnen drei Tage Zeit,
Bis ich die Schwester dem Gatten gefreit,
So bleib du dem König zum Pfande,
Bis ich komme, zu lösen die Bande.«

Und schweigend umarmt ihn der treue Freund
Und liefert sich aus dem Tyrannen,
Der andere ziehet von dannen.
Und ehe das dritte Morgenrot scheint,
Hat er schnell mit dem Gatten die Schwester vereint,
Eilt heim mit sorgender Seele,
Damit er die Frist nicht verfehle.

Da gießt unendlicher Regen herab,
Von den Bergen stürzen die Quellen,
Und die Bäche, die Ströme schwellen.
Und er kommt ans Ufer mit wanderndem Stab,
Da reißet die Brücke der Strudel hinab,
Und donnernd sprengen die Wogen
Des Gewölbes krachenden Bogen.

Und trostlos irrt er an Ufers Rand,
Wie weit er auch spähet und blicket
Und die Stimme, die rufende, schicket,
Da stößet kein Nachen vom sichern Strand,
Der ihn setze an das gewünschte Land,
Kein Schiffer lenket die Fähre,
Und der wilde Strom wird zum Meere.

Da sinkt er ans Ufer und weint und fleht,
Die Hände zum Zeus erhoben:
»O hemme des Stromes Toben!
Es eilen die Stunden, im Mittag steht
Die Sonne, und wenn sie niedergeht
Und ich kann die Stadt nicht erreichen,
So muß der Freund mir erbleichen.«

Doch wachsend erneut sich des Stromes Wut,
Und Welle auf Welle zerrinnet,
Und Stunde an Stunde entrinnet.
Da treibt ihn die Angst, da faßt er sich Mut
Und wirft sich hinein in die brausende Flut
Und teilt mit gewaltigen Armen
Den Strom, und ein Gott hat Erbarmen.

Und gewinnt das Ufer und eilet fort
Und danket dem rettenden Gotte,
Da stürzet die raubende Rotte
Hervor aus des Waldes nächtlichem Ort,
Den Pfad ihm sperrend, und schnaubet Mord
Und hemmet des Wanderers Eile
Mit drohend geschwungener Keule.

»Was wollt ihr?« ruft er, für Schrecken bleich,
»Ich habe nichts als mein Leben,
Das muß ich dem Könige geben!«
Und entreißt die Keule dem nächsten gleich:
»Um des Freundes willen erbarmet euch!«
Und drei mit gewaltigen Streichen
Erlegt er, die andern entweichen.

Und die Sonne versendet glühenden Brand,
Und von der unendlichen Mühe
Ermattet sinken die Kniee.
»O hast du mich gnädig aus Räubershand,
Aus dem Strom mich gerettet ans heilige Land,
Und soll hier verschmachtend verderben,
Und der Freund mir, der liebende, sterben!«

Und horch! da sprudelt es silberhell,
Ganz nahe, wie rieselndes Rauschen,
Und stille hält er, zu lauschen,
Und sieh, aus dem Felsen, geschwätzig, schnell,
Springt murmelnd hervor ein lebendiger Quell,
Und freudig bückt er sich nieder
Und erfrischet die brennenden Glieder.

Und die Sonne blickt durch der Zweige Grün
Und malt auf den glänzenden Matten
Der Bäume gigantische Schatten;
Und zwei Wanderer sieht er die Straße ziehn,
Will eilenden Laufes vorüberfliehn,
Da hört er die Worte sie sagen:
»Jetzt wird er ans Kreuz geschlagen.«

Und die Angst beflügelt den eilenden Fuß,
Ihn jagen der Sorge Qualen,
Da schimmern in Abendrots Strahlen
Von ferne die Zinnen von Syrakus,
Und entgegen kommt ihm Philostratus,
Des Hauses redlicher Hüter,
Der erkennet entsetzt den Gebieter:

»Zurück! du rettest den Freund nicht mehr,
So rette das eigene Leben!
Den Tod erleidet er eben.
Von Stunde zu Stunde gewartet’ er
Mit hoffender Seele der Wiederkehr,
Ihm konnte den mutigen Glauben
Der Hohn des Tyrannen nicht rauben.«

»Und ist es zu spät, und kann ich ihm nicht
Ein Retter willkommen erscheinen,
So soll mich der Tod ihm vereinen.
Des rühme der blutge Tyrann sich nicht,
Daß der Freund dem Freunde gebrochen die Pflicht,
Er schlachte der Opfer zweie
Und glaube an Liebe und Treue.«

Und die Sonne geht unter, da steht er am Tor
Und sieht das Kreuz schon erhöhet,
Das die Menge gaffend umstehet,
An dem Seile schon zieht man den Freund empor,

Da zertrennt er gewaltig den dichten Chor:
»Mich, Henker!« ruft er, »erwürget!
Da bin ich, für den er gebürget!«

Und Erstaunen ergreifet das Volk umher,
In den Armen liegen sich beide
Und weinen für Schmerzen und Freude.
Da sieht man kein Auge tränenleer,
Und zum Könige bringt man die Wundermär,
Der fühlt ein menschliches Rühren,
Läßt schnell vor den Thron sie führen.

Und blicket sie lange verwundert an.
Drauf spricht er: »Es ist euch gelungen,
Ihr habt das Herz mir bezwungen,
Und die Treue, sie ist doch kein leerer Wahn,
So nehmet auch mich zum Genossen an,
Ich sei, gewährt mir die Bitte,
In eurem Bunde der Dritte.«

Äppel-Walnuss Kuche

Safticher Äppel-Nuss Kuche

Ingrediente:

5 Ooier

220 Gramm Zucker

Schäämich kläppre.

200 Gramm geriebne Walnüss

250 Gramm geraspelte Äppel

80 Milliliter Öl

150 Gramm Mehl

½ Päckche Backpulver

½ Teelöffelche Zimt

Nochmol alles schen zusammer in en gross Schüssel rendun unn gut vermische.

Dann der flüssiche Tooich in en gefettde Backform orrer Backblech renschütte.

Bei 180° Grad Heissluft noh deinem Backuwe, ungefäehr 45 Minute backe.

Loss eich’s gut schmecke!

Guten Appetit!

Bolo úmido de maçã e noz

Ingredientes:

5 ovos

220 g de açúcar

Bata bem até espumar.

200 g de nozes raladas

250 g de maçãs raladas

80 ml de óleo

150 g de farinha de trigo

½ pacote de fermento químico em pó

½ colher (chá) de canela em pó

Misture tudo novamente em uma tigela grande até ficar homogêneo.

Despeje a massa (mole, tipo daquelas de panqueca) em uma forma untada ou numa assadeira.

Asse em forno ventilado a 180 °C por cerca de 45 minutos.

Sirva e aproveite,

bom apetite!

Blutwoorscht = Morcilha

In der zwooisproichige Gechende von Rio Grande do Sul unn Santa Catarina, in Südbräsilje, ei do nennt ma’ die “morcilha de sangue” die Blutwoorst. Sie weerd mit Schweinblut, Speck unn Geweerze gemacht. Nh dem Koche iss sie fest, kann geschnitt werre unn gehöert zu der kalte Woorstsorte Kategorie.

Awer net nur hier kennt ma’ so etwas: Viele Esskulture in der Welt honn ihre eichne Version davon. Von der Hunsrück-Gebeerche unn die Palz in Deitschland bis Katalonje, in Spanje, von der Britische Insle bis Osteuropa zeicht sich, wie Mensche üwerall mit Kreativität alles vom Tier nutze unn in gutes Esse verwännle.

Blutwoorst unn Lewerwoorst uff Sauerkraut (der Mut anderer, CC BY-NC-SA 4.0).
Bild aus dem Digitalen Wörterbuch der Deutschen Sprache (DWDS).
Kataloonische Blutwoorst
(RSlastic, CC0)
Bild aus dem Digitalen Wörterbuch der Deutschen Sprache (DWDS).

Nas zonas bilíngues de alemão-português do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, no sul do Brasil, a antiga morcilha de sangue é conhecida pelo nome alemão “die Blutwoorst” (“Blutwurst” no alemão padrão). Esse embutido tradicional é feito com sangue suíno, toucinho e temperos, passando por um processo de cozimento até se tornar firme, pronto para ser fatiado e apreciado como um frio.

Não se trata apenas de uma herança local: muitas culturas gastronômicas ao redor do mundo têm sua própria versão desse preparo. Da região montanhosa do Hunsrück e do Palatinado, na Alemanha, à Catalunha, na Espanha, das Ilhas Britânicas ao Leste Europeu, a ideia de aproveitar todos os ingredientes, mesmo os miúdos, do animal e transformá-los numa comida saborosa mostra como a criatividade culinária das pessoas é de fato universal.

Theaooter in unser Sproch?!

LÍNGUA – Theooter alswie Widerstann unn Feier von der klenre Sproche (Minderheitensprachen)

Das Festival LÍNGUA in Portugal

Das LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias iss en zwooijähriches Theooterfestival im Theatro Gil Vicente in Barcelos, Portugal. Die zwette Ausgab hot vom 7. bis 10. Juni 2024 statt gefunn.

Die zentroole Idee: Wenn en Sproch verschwinndt, verliert ma’ net nuar Wörter, awer en ganzes kulturoolles Erbe. Theooter weerd so zu en’m Weerrekzeich von der Erinnrung, vom Widerstann unn von der Lewenskraft – sei es in earnste Stücke orrer im Humoar.

Meh Informatione unn Hinnergrund:

Inspiration für Bräsilje: Riograndenser Hunsrückisch

Das internationoole Beispiel feshrt uns zu der Froch: Wie könne mear Theooter nutze, um unser Riograndenser Hunsrückisch (hunsriqueano riograndense) se stärke?

Mear sinn mit der Sproch mündlich uffgewachs, reich on Geschichte, Sprüche unn Humoar, awer meahrst ohne Schrift. Die Bühne kann dann ganz uff das Platz im Publikum sin, um Sichtbarkeit unn Stolz se schaffe unn zeiche.

Hier sinn zwooi lokale Beispiele im Süd von Bräsilje

Hier en Froch on die Leser

Hot jemand von eich schon emmol en Theooterstück in unsrem Dialekt gesiehn?


O Festival LÍNGUA em Portugal

O LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias é um evento bienal realizado no Theatro Gil Vicente, em Barcelos (Portugal). A segunda edição aconteceu de 7 a 10 de junho de 2024.

A proposta do festival é clara: quando uma língua desaparece, não se perde apenas a fala, mas todo um patrimônio cultural. O teatro, nesse contexto, é uma ferramenta de memória, resistência e vitalidade, seja em peças dramáticas ou no humor.

Mais informações e histórico:

Inspiração para o Brasil: Riograndenser Hunsrückisch

Esse exemplo internacional nos leva a refletir: como podemos usar o teatro para valorizar o nosso Riograndenser Hunsrückisch (hunsriqueano riograndense), língua regional do Sul do Brasil?

Crescemos com esse idioma na oralidade, rico em histórias, ditos e humor, mas quase sempre sem tradição escrita. O palco pode ser o espaço ideal para dar visibilidade e orgulho a essa herança linguística.

Exemplos locais no Sul do Brasil

Aqui vai uma pergunta final ao leitorado deste blog:

E você, já assistiu a uma peça ou apresentação em Riograndenser Hunsrückisch? Comente!

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Mein Löwezoohn-Saloot

Hier iss en Foto von mein noh dem berühte französische Kochmeister Jacques Pépin–Salat mit Löwezoohn, inspiriert von Lyon, Frankreich awer mit mein eichner Idee.

Mein Löwezoohn-Saloot | Minha salada de dente-de-leão

Jedes Mol sin ich üwerrascht, wie gut der Löwezoohn-Saloot schmeckt!

Das Mol honn ich der Speck doorrich portugääsische Woorst gewächselt, klen geschnitt unn im Airfryer nächstwie knusprig geloss. Ich honn Sardelle in Öl gehol (hier in der USA seahr leicht se finne unn ooch günstig!) …. awer die rote Schlott-Zwiwwelcher, ei die honn ich leider hiedas Mol vergess rentun.

Wie immer viel frischer Knuwloch rdngetun, gut Oliveöl aus Spanje unn Rotweinessig unn en dunkler grober Senf benutzt. Dann statts Croutons (unser Brotbrochsle) honn ich frisch gelwe Bobbacher in Weerfelcher geschnitt unn im Airfrier rengetun unn gebrot…. ei das Kürbische honn ich dann noch direkt aus unsrem Gemüse-Goorte ewe geerndt, genau sowie der Löwezoohn-Blätter.

Oh Mensch nochmole… es hot jo so gut geschmeckt, ei enfach himmlich!!!

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Toda vez que preparo essa salada (já fiz até com ovo frito), fico impressionado com o seu sabor! Dessa vez troquei o velho toucinho (que hoje em dia virou moda chamar de “bacon” no Brasil) por linguiça portuguesa …. picada e deixada quase crocante na airfryer. Usei anchovas comuns em óleo (tão fáceis e baratas de achar aqui nos EUA!) — mas só que desta vez acabei me esquecendo da cebolinha vermelha tipo chalota.

Aqui está minha salada de dente-de-leão inspirada na do chef de cozinha Jacques Pépin e na tradição de Lyon, região de origem dele na França …… mas é claro com meu próprio toque, neste caso.

Como sempre, coloquei bastante alho fresco, usei meu bom azeite espanhol, vinagre de vinho tinto e mostarda integral escura. No lugar dos croutons (os mesmos Brotbrochsle que se usa na Schmier de óvos), entrou abobrinha amarela fresquinha, que cortei em cubinhos e assei no airfrier…. aliás abobrinha colhida direto na nossa horta, assim como o dente-de-leão que utilizei.

Nossa, mas que delícia … ficou assim de um outro mundo!!!

Kritik, Macht und historische Asymmetrie

Über Bücher wie L’imposture décoloniale

Vor kurzem erschien auf Französisch das Buch L’imposture décoloniale: Science imaginaire et pseudo-antiracisme (2020, neue Ausgabe 2023). Geschrieben wurde es von Pierre-André Taguieff, einem Philosophen und Ideenhistoriker, bekannt für seine Arbeiten über Rassismus, Antisemitismus und politische Ideologien. Das Werk versteht sich als scharfe Kritik am sogenannten „dekolonialen Denken“, das der Autor als imaginäre Wissenschaft und als Pseudo-Antirassismus beschreibt. Eine portugiesische Übersetzung, sowei ich weiss, ist bisher nicht erschienen.

Wenn ich solche Bücher lese, sehe ich sofort ein Muster. Sie sind sehr stark darin, die Übertreibungen, Widersprüche und Schwächen sogenannter „dekolonialer“ Bewegungen zu zeigen. Es gibt tatsächlich Fälle von überhitzter Rhetorik oder vereinfachter Theorie – und ein Teil der Kritik ist leicht nachvollziehbar.

Doch was mir auffällt, ist die historische Asymmetrie: Als früher der Status quo galt, in dem Minderheiten nicht als vollwertige Bürger gesehen wurden, sondern nur in benachteiligten Positionen existieren durften, hörte man selten eine so scharfe Kritik. Strukturelle Ausgrenzung, institutioneller Rassismus und kulturelles Schweigen galten als Normalität, fast nie als „Betrug“ oder „Impostur“.

Heute aber, wenn diese bisher unsichtbaren Stimmen Raum und Anerkennung fordern, nennt man sie radikal, gefährlich oder pseudowissenschaftlich. Das frühere Schweigen wurde als neutral akzeptiert; der heutige Protest dagegen gilt als Bedrohung.

Das zeigt weniger etwas über das Wesen der dekolonialen Bewegungen, sondern mehr über die Schwierigkeit des dominanten Denkens, eine unbequeme Wahrheit zu akzeptieren: Der klassische „Universalismus“ war nie wirklich universell. Er spiegelte vor allem die Sicht derjenigen wider, die die Machtposition hatten.

Wenn also Bücher wie dieses von „Impostur“ sprechen, dann zeigen sie vielleicht ungewollt etwas anderes: das Unbehagen gegenüber jenen, die nicht länger unsichtbar bleiben wollen. Die Irritation liegt nicht nur in den Übertreibungen, sondern auch darin, dass diese Stimmen endlich hörbar sind.

Schlusswort:

Am Ende ist das Wort „Impostur“ vielleicht nur die Reaktion derer, die fürchten, ihr Monopol auf die Stimme zu verlieren.

Sobre livros como A impostura decolonial

Recentemente foi publicado em francês o livro L’imposture décoloniale: Science imaginaire et pseudo-antiracisme (2020, nova edição 2023), escrito por Pierre-André Taguieff, filósofo e historiador das ideias conhecido por seus estudos sobre racismo, antissemitismo e ideologias políticas. A obra se apresenta como uma crítica contundente ao chamado “pensamento decolonial”, que o autor classifica como ciência imaginária e pseudo-antirracismo. Até o momento, que eu saiba, não há tradução em português.

Quando me deparo com obras desse tipo, noto logo um padrão. Elas são bastante eficazes em mostrar exageros, contradições e falhas de certos discursos chamados “decoloniais”. O leitor percebe que há, de fato, casos de retórica inflamada, simplificações teóricas e ativismos que beiram a caricatura. É fácil concordar com parte dessa crítica.

Mas o que me chama a atenção é a assimetria histórica: quando vigorava o status quo em que minorias não eram reconhecidas como agentes plenos dentro do Estado democrático, mas apenas toleradas em posições desfavoráveis, raramente víamos esse mesmo tom de denúncia. Naquele contexto, a exclusão estrutural, o racismo institucional e o apagamento cultural eram tratados como normalidade, quase nunca como “fraude intelectual” ou “impostura moral”.

Agora, quando vozes historicamente silenciadas reivindicam espaço e reconhecimento, essas tentativas passam a ser descritas como ameaça, radicalismo ou pseudociência. O que antes era silêncio imposto era aceito como neutro; o que agora é contestação ruidosa é tachado de perigoso.

Isso revela menos sobre a essência dos movimentos decoloniais e mais sobre a dificuldade que o pensamento dominante tem em admitir um fato incômodo: o chamado “universalismo” clássico nunca foi de fato universal. Ele refletia, sobretudo, a visão do grupo que ocupava a posição central de poder.

Portanto, quando obras como esta falam de “impostura”, talvez estejam revelando, sem o querer, o desconforto diante de quem já não aceita permanecer invisível. O incômodo não está apenas nos exageros das novas vozes, mas no simples fato de que essas vozes finalmente se fazem ouvir.

Conclusão:

No fundo, chamar de “impostura” aquilo que nasce das margens pode ser apenas a reação de quem teme perder o privilégio de falar sozinho.