202 Johre deitsche Inwannrung in Bräsilje

Unn en deitsch Sproch, wos norre in Bräsilje gebt:
RShrx / Riograndenser Hunsrückisch / Hunsriqueano Riograndense / Deitsch

Am 25. Juli 2026 feiert ma’ 202 Johre deitsche Inwannrung in Bräsilje.

Das iss en Gelehenheit, Dankbarkeit se zeiche für all die Froohleit unn Mannsleit, wo zusammer, awer mannichmoh ooch allen, mit Mut ihre Heimat hinnich sich geloss honn unn mit ihrer Oorweit, mit ihrem Gloowe, net alle fromm, unn ihre Lewenswese mitgehollef honn, unser Bräsiljeland uffsebaue.

Das Jubiläum sollt awer net bloss en Blick retuar sin. Es sollt uns doch ooch wie en Erinnrung diene, dass unser Kultuar net von sich sellebst weiter lewe kann. Meine liewe Leit, sie lebt jawohl, doch nuar wenn ma’ sie schätze tut unn sie weitergewe tut an die kommende Juchend unn Kinnercher, wolle ma’ soohn, wenn es deitlich ausgedacht gemacht geb weerd.

Unn grood in dem Weidergewe hot unser Sproch en ganz wichtiches Platz. Wenn es um Kultuar unn Identität geht, ei unser Sproch geheart jo völlich unn gründlich dozu. Sie iss en lewendicher Tehl von dem Erb, wo mear jo von unsre Voarfoohre krieht honn. Jedes Mol, wenn ma’ unser Sproch benutzt, wenn ma’ Deitsch verzählt, wenn ma’ es schreibt, lernt unn weitergewe tut, do tut ma’ jo sicherlich en üwerschöne Stück, wie ich es meene, die schönste von unsrer Geschicht lewendich behalle.

Wolle mear all hoffe unn wünsche, dass die 202 Johre net bloss en Grund zum Feiere sinn, awer ooch en Oonstoss, unser kulturooles Erb mit Stolz, Respekt unn Verantwortung für uns sellebst unn dann ooch für alle dene, wo mear umherum uns honn, in der Richtung von en immer besser Zukunneft se troohn.

Unn losse ma’ uns heit schon dodamit oofänge: unser Sproch verzähle, sie schweibe, sie lese unn se weitergewe — jeder so gut wie ear orrer sie ’s kann, awer immer so gut wie möchlich.

Alles Gutes zum 202-Joahr deitsche Inwannrung in Bräsilje!!!

Português / Bräsiljoonisch

202 Anos da Imigração Alemã no Brasil

Uma língua brasileira de matriz germânica celebra sua trajetória

No dia 25 de julho de 2026, celebramos os 202 anos da imigração alemã no Brasil.

Esta é uma oportunidade para expressarmos nossa gratidão a todas as mulheres e homens que, juntos e, por vezes, também sozinhos, deixaram sua terra natal com coragem e ajudaram a construir o Brasil com seu trabalho, sua fé — nem todos religiosos — e seu modo de viver.

Esta celebração, porém, não deve servir apenas para olharmos para o passado. Ela também deve nos lembrar de que a cultura não continua viva por si só. Ela permanece viva quando é valorizada e transmitida às novas gerações.

E é justamente nesse ato de transmitir que a nossa língua ocupa um lugar central. Ela faz parte do legado vivo que recebemos de nossos antepassados. Cada vez que usamos a nossa língua no cotidiano — falando, escrevendo, lendo e a compartilhando — mantemos viva uma das partes mais bonitas da nossa história.

Que os 202 anos da imigração alemã no Brasil não sejam apenas motivo de celebração, mas também um incentivo para carregarmos esse legado cultural com orgulho, respeito e responsabilidade, por nós mesmos e por todos aqueles que vivem ao nosso redor, construindo um futuro cada vez melhor.

E que comecemos hoje mesmo: falando, escrevendo, lendo e compartilhando a nossa língua — cada um à sua maneira, mas sempre da melhor forma possível.

Feliz 202º aniversário da imigração alemã no Brasil!!!

Klammern als Lesehilfe – warum ich sie bewusst benutze

Riograndenser Hunsrückisch (RShrx) unser Deitsch (Hunsriqueano Riograndense)

Wenn ich meine Texte uff RShrx schreiwe, benutze ich mannichmol Klammer, wie zum Beispiel dohie:

  • 0 °C (Null Zentigrood)
  • die 7. (siebte) Oktoberfest
  • 16 (sechzehn) – 60 (sechzich)

Manche Leit tärre sich vielleicht froche: “Waroom tut ear das so mache?”

Der Grund iss ganz enfach: Unser Sproch iss jo jetzt schon lang üwer Scheneratione nächts nuar gesproch geb, net geschrieb. Viele RShrx-Sprochler honn nie gelernt, Zoohl, Ordnungszoohl orrer annre Schriftezeiche direkt mit ihrer Moddersproch se verbinne.

Wenn so en Leser 7. sieht, kann es passiere, dass ear erst siewe lese tut, anstatt siebte. Wenn ear 0 °C sieht, lest ear vielleicht net gleich die deitsche Worte Null Zentigrood. Orrer 16 unn 60 werre im Kopp verwechselt.

Dodrum benutz’ ich die Klammer net alswie Erklärung, awer wie Lese-Hellef. Sie zeiche, wie etwas soll in RShrx gedacht unn geles gewe.

Ich hoffe, dass das Hellef mit Klammer sich mit der Zeit immer wenicher notwennich macht. Wenn Leser sich an die Schriftsproch droon gewöhne, könne viele von dene Klammer wieder verschwünne. Awer am Oonfang könne se jo sicher helwe, dass niemand schon im Voaraus denke tut: „Oh weh, oh weh, oh weh, ich kann das schriftlich Deitsche leider net lese.“

Die Klammer sinn also net do, weil die Leser zu wenich wisse. Sie sinn do, damit der Wech von der gesprochne Sproch zu en tächlich geschriebne Sproch en bissche leichter weerd.


Português nossa língua nacional (Bräsiljoonisch / Portogäsisch)

Ao escrever textos em RShrx, às vezes uso parênteses, por exemplo:

  • 0 °C (Null Zentigrood)
  • die 7. (siebte) Oktoberfest
  • 16 (sechzehn) – 60 (sechzich)

Talvez algumas pessoas se perguntem por que faço isso.

O motivo é simples: durante gerações, nossa língua foi usada quase exclusivamente de forma oral. Muitos falantes de RShrx nunca aprenderam a associar automaticamente números, ordinais e outros símbolos escritos à forma como eles são falados na língua materna.

Quando alguém vê 7., pode ler primeiro siete (“sete”), em vez de sétimo. Ao ver 0 °C, talvez não pense imediatamente nas palavras em seu idioma materno: Null Zentigrood. Da mesma forma, 16 e 60 podem ser confundidos por quem ainda está desenvolvendo essa leitura.

Por isso, os parênteses na verdade não servem como explicação, mas sim como apoio à leitura. Eles mostram como aquele símbolo deve ser lido e compreendido no contexto do RShrx.

Espero que, com o tempo, esse recurso seja cada vez menos necessário. À medida que os leitores se acostumarem com a escrita da língua, muitos desses parênteses poderão desaparecer. Mas, neste momento, eles ajudam a evitar que alguém trave logo de saída, pensando algo como: “Ah não, nem adianta, eu não sei ler alemão.”

Os parênteses não existem porque os leitores sabem menos. Eles existem para tornar mais fácil a passagem de uma língua tradicionalmente falada para uma língua também usada corriqueiramente na escrita.

Uma nova fase para as línguas do Brasil

Você cresceu ouvindo seus pais, avós ou vizinhos falarem uma língua além do português?

Talvez você mesmo fale uma segunda língua, ou falava, mas há muito ela deixou de fazer parte de seu cotidiano. Talvez hoje em dia apenas a compreenda.

Se a resposta for sim, você faz parte de uma realidade que durante muito tempo recebeu pouca atenção oficial no Brasil.

No dia 23 de junho de 2026, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) lançou a nova plataforma digital do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o IPOL e outras instituições.

Inventário Nacional da Diversidade Linguística – INDL

À primeira vista, a notícia pode parecer distante da realidade da maioria das pessoas. Afinal, trata-se de uma plataforma apresentada em Brasília por representantes de órgãos públicos, universidades e instituições culturais. No entanto, o assunto está diretamente relacionado à vida de milhões de brasileiros que cresceram ouvindo, falando ou convivendo com mais de uma língua.

Durante muito tempo, os brasileiros aprenderam na escola que o Brasil era um país de uma única língua: o português.

Na prática, porém, essa nunca foi toda a realidade.

Além do português, que somente superou a Língua Geral de base Tupi em meados do século XIX, o país sempre abrigou centenas de línguas indígenas. Também vieram as línguas africanas e formaram-se as línguas resultantes da imigração, sem deixar de mencionar o lugar especial da língua de sinais e outras formas de expressão linguística desenvolvidas ao longo de sua história.

Entre autóctones e alóctones, mais de duzentas continuam sendo faladas hoje em famílias e comunidades, raramente aparecendo nos livros escolares, nos meios de comunicação ou nas políticas públicas.

Ao longo do século XX, predominou a ideia de que o progresso e a modernização passavam pela adoção cada vez mais ampla da língua nacional. Em muitas regiões, isso contribuiu para que línguas comunitárias fossem gradualmente abandonadas. Pais deixaram de transmiti-las aos filhos. Crianças aprenderam que falar a língua da família era algo menos importante do que falar o português. Em muitos lugares, a língua dos avós passou a ser vista como um vestígio do passado, algo destinado a desaparecer com o tempo.

Muitas pessoas ainda sentem os efeitos desse processo. Há quem lamente não ter aprendido a língua dos avós. Há quem a compreenda, mas não consiga mais falá-la. Há também quem tenha crescido ouvindo que determinadas línguas eram inadequadas para a escola, para a cidade ou para a vida moderna.

Nas últimas décadas, porém, uma mudança importante vem ocorrendo em diversas partes do mundo.

Cada vez mais países, universidades, comunidades e organismos internacionais passaram a reconhecer que a diversidade linguística faz parte do patrimônio cultural da humanidade. A ideia não é substituir as línguas nacionais nem criar divisões artificiais, mas compreender que diferentes línguas podem coexistir e enriquecer a vida cultural das sociedades onde são faladas.

O Brasil também passou a participar desse movimento, por meio da adesão a tratados internacionais e da criação de políticas públicas voltadas à diversidade linguística.

A criação do Inventário Nacional da Diversidade Linguística foi um passo importante nesse sentido. Seu objetivo é identificar, documentar e valorizar as diversas línguas presentes no território brasileiro. O lançamento da nova plataforma representa mais um avanço, tornando informações e materiais mais acessíveis tanto para pesquisadores quanto para as próprias comunidades.

O evento de lançamento reuniu representantes do IPHAN, da Universidade de Brasília, do IPOL e de diversas comunidades linguísticas. Entre os participantes estavam gestores públicos, pesquisadores, especialistas em políticas linguísticas e representantes de línguas já inventariadas ou em processo de reconhecimento. Mais do que apresentar um novo portal na internet, as falas deixaram clara a percepção de que se trata do resultado de muitos anos de trabalho e colaboração.

O que está sendo construído é um importante arquivo digital, uma infraestrutura que poderá facilitar o acesso a informações, pesquisas, registros históricos, materiais audiovisuais e documentação produzida ao longo dos anos sobre as diversas línguas faladas no Brasil.

Para as comunidades locais, isso pode ter consequências bastante concretas.

Uma maior visibilidade da diversidade linguística pode favorecer a produção de materiais educativos, a formação de professores, a documentação da história local, a realização de projetos culturais, o fortalecimento de museus e arquivos comunitários, além da criação de novas parcerias entre municípios, universidades e organizações culturais.

Em outras palavras, trata-se de um assunto que não interessa apenas a pesquisadores ou órgãos governamentais. Ele pode influenciar diretamente a maneira como comunidades registram sua história, valorizam sua cultura e transmitem seus conhecimentos às futuras gerações.

O nosso Riograndenser Hunsrückisch (Hunsriqueano Riograndense) faz parte dessa realidade.

Seu processo de inventário junto ao INDL mobilizou pesquisadores, instituições e comunidades, resultando em extensa documentação e em parecer técnico favorável à sua inclusão no Inventário Nacional da Diversidade Linguística. Entre os envolvidos nesse trabalho estiveram pesquisadores da UFRGS e do IPOL, instituições que continuam desempenhando papel importante nas discussões sobre diversidade linguística no Brasil.

Na verdade, o Brasil não está descobrindo sua diversidade linguística, pois ela sempre esteve aqui.

O que está mudando é a forma como essa diversidade é reconhecida, documentada e valorizada.

Nenhuma plataforma preserva uma língua por si só. Línguas continuam existindo porque pessoas as falam, as ensinam aos filhos e as utilizam em sua vida diária. Ainda assim, iniciativas como esta ajudam a criar condições para que esse trabalho seja mais conhecido, mais valorizado e mais acessível.

Por isso, o lançamento da plataforma do INDL merece toda a nossa atenção.

Ele não representa apenas um ponto de chegada, mas mais um passo em um processo maior: o reconhecimento de que as línguas faladas pelas comunidades brasileiras não pertencem apenas ao passado. Elas também podem fazer parte do futuro.


Was das alles uns betreft, hier koorz uff Deitsch, meine liewe Leit:

Viele von unser Leit sinn uffgewachs mit meh wie en Sproch in der Familje, in der Gemeind orrer sogoor in ihre ganze Reschion. Zeit Jouhre schon hot ma’ immer so getun, als ob das en Sach von der Vergangheht wäer. Awer heitztooch denkt ma’ üwerall uff der Welt ganz annerster dodrüwer.

Der Artikel do uwe beschreibt en wichtige Schritt, wo grood in Bräsilje gemacht geb iss. Jou, es geht um Pesquisadorer, Unnersucher / Forscerer, Instituitione unn grousse Universitäte von unser Land. Es geht awer ooch um die Gemeinschafte, wo ihre Sproche, Geschichte unn Erinnrunge lewendich behalle wolle.

Die neie Plattform vom Inventário Nacional da Diversidade Linguística kann mit der Zeit uns helwe, Matriool dodofoar zusammersetze, Pesquisas leichter mache unn Kultua-Projekte unnersteetze. Solliche Sache passiere net nuar in Bräsilje sein Hauptstadt, ei in Brasília. Mit der Zeit kenne se Iinfluss honn uff Schule, Vereine, Musee’e, Gemeinde-Administratione unn Kultua-Initiative bei uns Derheem, in der Plätzer wo mear wohne.

Unser Deitsch, mit dem meh formool Noome Riograndenser Hunsrückisch, uff Bräsiljoonisch Hunsriqueano Riograndense, iss jo en wichticht Tehl von dodem grössrer Bild.

Dodrum lohnt es sich, dass mear wisse, was dodamit grood am passiere iss, was ma’ do uwe eich ausgeleht honn.

Halt eich schön woorrem unn gesund, weil die schlimme Kält do, ei die bleibt net für immer do …

-Paul Beppler

A língua é de quem mesmo?

Wem gehöert unser Sproch?
Etwas zum Nohdenke …

Die deitsch Sproch gehöert zu dene Mensche, wo se spreche, rede, verzähle, babble, schwetze, quatsche …

Also net nuar zu dene Leit, wo en bestimmte Herkunft orrer Ethnia honn. Wear en Sproch lernt, sprecht unn se alswie en Tehl von seinem Lewe oonnemme tut, gehöert sicherlich zu der Sprochgemeinschaft von der Sproch. En Sproch lebt jo immer weiter doorrich ihre Sprecher.

Meine liewe Leit, ich will hier etwas seahr Intressantes mit eich tehle (ich kriehn awer keh Geld orrer nichts dodamit, gell?!). Es iss jo en neies Leahrbuch für unser Riograndenser Hunsrückisch Deitsch, geschrib von Estevam Fortunato, online im Internetz besser bekann alswie „Glossonauta”; unn dabei im Buchprojekt iss ooch Piter Keo – also die zwooi sinn jo weit unn breit in der Online-Sprochkreise bekannt. Also, wear meh do drüwer wisse möcht, kann sich hiedas Video dann mol oonschaue:

Viel Spass beim lerne!

Noch en Voartehl, wo ma’ sich im Sinn behalle kann: Das Lerne helleft dem Mensch jung bleiwe.

Meine liewe Leit, bittschen, verzählt jo Deitsch so oft wie möchlich mit eire klene Kinnercher, Enkelkinnercher unn mit all dene Leit, wo sich dodafoar intressiere.

Unn vergess net: Unser Deitsch bleibt bloos lewendich, wenn mear es verzähle – dodrüwer verzähle hesst leider net, dass ma’ es echt am verzähle iss, ijo gell net?!

Unn noch en letzletzte Gedank: Ei wie es schon oft doorrich die Zeite gesooht geb iss, en gute Mensch sin hesst net, dass ma’ en Tabbes iss.

Halt eich gesund unn munter.

–Paul Beppler

Wem gehöert unser Sproch?
Etwas zum Nohdenke …

O nosso alemão, o Hunsriqueano Riograndense, pertence às pessoas que o falam, o utilizam e o incorporam ao seu cotidiano.

Ou seja, uma língua não pertence apenas a quem possui determinada ascendência ou etnia. Quem aprende um idioma, passa a falá-lo e o torna parte de sua vida também passa a integrar essa comunidade linguística. As línguas permanecem vivas e seguem adiante por meio de seus falantes.

Pessoa, gente amada, quero compartilhar aqui algo muito interessante com vocês (mas não ganho nada com isso, nem dinheiro nem qualquer outra coisa, viu?!). Saiu um novo livro didático para o nosso Riograndenser Hunsrückisch, escrito por Estevam Fortunato, conhecido on-line como “Glossonauta”, e que conta também com a participação do Piter Keo no projeto — os dois são bem conhecidos nos círculos linguísticos on-line. Quem quiser saber mais, pode ver no vídeo acima.

Divirta-se aprendendo!

Mais uma vantagem que vale a pena lembrar: aprender ajuda a manter a mente jovem.

Meus amigos, por favor, falem alemão com seus filhos, netos e com todas as pessoas que se interessam pela língua.

E não se esqueçam: o nosso Riograndenser Hunsrückisch só permanece vivo quando é falado. Falar sobre a língua, infelizmente, não é a mesma coisa que falar a língua, não é mesmo?

E mais um último pensamento: como já foi dito tantas vezes ao longo dos tempos, ser uma boa pessoa não significa ser um tolo.

Fiquem bem e com saúde.

– Paul Beppler

Liewe Leit, wenn dear woll, hie sinn jo meh Dings üwer unser Deitsch, ei das Riograndenser Hunsrückisch / Pessoal, se quiserem, aqui tem mais conteúdos sobre Hunsriqueano Riograndense, nosso Deitsch:
Facebook: https://www.facebook.com/100064671042749/
Instagram: https://www.instagram.com/rs_hrx/
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Zum Moddertooch 2026

Meine liewe Leit,

heit feiert ma’ wieder der jährliche Moddertooch. Also wünsche ma’ dann alle Moddre herzlich en fröhliche schöne Moddertooch.

Träneendes Herz — En Blumm vom nördliche Früjoahr (“Bleeding Heart” — uma flor da primavera nórdica)

Unn dann nochwas, in etliche Fälle denkt ma’ dann net nuar an die, wo von Geboart die Modder iss, vielleicht hot ma’ jo an en Modder doorrich Adoption krieht orrer annre solche ungewöhnliche Situatione in Lewe. Mamma iss Mamma, unn weerd es für immer sin.

Wildblümmcher — klen awer fein (Flores silvestres — miudinhas mas lindas)

Das is en Tooch, wo ma’ Dankbarkeit, Ehre unn Lieb tief Herz speart unn im Sinn voarweerts bringt. Also dass ma’ das dann ooch all Joahrlang im Herz unn Sinn eahrlich behalle kann.

Halt eich mutich, gesund unn munter!

Paul Beppler / Riograndenser Hunsrückisch Grupp Admin. im ‘Fratzbuck’

Riograndenser Hunsrückisch: Deitsch vom Gedächtnis zur digitalisierten Dokumentation

Hunsriqueano Riograndense: Língua Materna, Língua do Coração

Da Memória à Salvaguarda Digital

por Paul Beppler

A língua que falamos em casa, o nosso Deitsch, é mais do que um meio de comunicação; é uma língua brasileira, de matriz germânica, sui generis e um verdadeiro monumento vivo de mais de dois séculos de história em solo brasileiro. Para muitos de nós, crescer em regiões como a “Altkolonie”, a “Neikolonie” ou muitas outras interligadas, significa viver imerso em uma oralidade rica, mas que por muito tempo foi ignorada, silenciada, ou mesmo vilificada nos registros oficiais e desestimulada pelas políticas de Estado que deixaram sequelas até os dias de hoje.

Minha trajetória com o Hunsriqueano Riograndense — termo que propus em 2006 ao criar o verbete da língua na Wikipedia — tem sido uma busca constante por transformar essa memória em patrimônio tangível. Morando fora do Brasil, o distanciamento geográfico não enfraqueceu o laço com o idioma; pelo contrário, serviu de motor para uma reconstrução paciente.

A Prova da Escrita: Um Diálogo entre Gerações

Um dos pilares do meu trabalho é a sistematização de uma escrita que seja, ao mesmo tempo, fiel à nossa fonética e funcional para o mundo moderno. A validação definitiva desse sistema não veio de gabinetes acadêmicos, mas da minha própria casa.

Ao longo de anos, mantive uma correspondência intensa com minha mãe, uma falante nativa de base puramente oral. Escrevendo em nossa língua sobre temas que vão da gestão financeira e religião à introdução de neologismos tecnológicos, recebi de volta áudios que confirmavam: ela me entendia plenamente. Essa troca prova que nossa língua não é um dialeto limitado ao passado, mas uma ferramenta capaz de expressar qualquer conceito contemporâneo.

Convergência e Consenso Ortográfico

Minha escrita é fruto de uma evolução orgânica ao longo de décadas. Embora tenha se desenvolvido de forma independente, encontrou um paralelo acadêmico rigoroso nos Fundamentos para uma escrita do Hunsrückisch falado no Brasil (Altenhofen et al., 2007). Vejo essa convergência entre o uso prático e a pesquisa da UFRGS como um “consenso ortográfico” essencial: um sistema que prioriza as raízes históricas germânicas da língua em vez de reestilizações fonéticas artificiais. Minha obra busca ser essa ponte necessária entre a intuição do falante nativo e o rigor da pesquisa linguística formal.

Reconhecimento e Futuro

Hoje, este trabalho de vida está integrado a esforços maiores de preservação:

IPHAN: Minha produção literária e poética faz parte do dossiê para o reconhecimento do Hunsrückisch como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, citada em obras como o Inventário de uma Língua do Brasil (2018).

Documentação Técnica: Atualmente, utilizo ferramentas como o software ELAN para transcrever e traduzir esse tesouro de mensagens e áudios, garantindo que a fala autêntica seja preservada com rigor científico.

Este blog continuará sendo um espaço para compartilhar esses avanços. O objetivo é simples, mas ambicioso: garantir que o Hunsriqueano deixe de ser visto apenas como uma “herança do passado” para ocupar seu lugar de direito como uma língua brasileira de cultura, escrita e futuro.

Hunsriqueano Riograndense: Almiro Fritzen verzählt uff Deitsch (fala + escrita) – Vídeo #02

Gon Tooch, liewe Leit!
Bom dia, minha gente!

Dando continuidade, segue aqui mais um YouTube Short (de cerca de um minuto), filmado em Hunsriqueano Riograndense, o nosso Deitsch, com Almiro Fritzen, carinhosamente apelidado de “Rote Fritz”. Nascido em São José do Inhacorá (RS), mudou-se ainda jovem com sua família para Vila Candeia, na cidade de Maripá (PR, Brasil).

Este é o segundo vídeo desta série, que passo a publicar com a devida autorização do Almiro, sempre em uma nova edição com sua fala devidamente transcrita na própria língua, como registro escrito fiel do que está sendo dito.

Obs.: A transcrição apresentada não é tradução, mas um registro escrito fiel (verbatim) do que está sendo falado, respeitando as características da variante regional — não corresponde ao alemão padrão.

BOM HUMOR! Neste vídeo, o “Rote Fritz” mostra mais uma vez seu jeito característico — grande contador de estórias, de fala rápida, espontâneo, sempre positivo e muito engraçado. Entre lembranças de infância — como o fato de ele e seu irmão terem sido os primeiros da família a nascer no hospital — e crianças correndo atrás de arco-íris, suas histórias revelam uma origem humilde, marcada por trabalho árduo, mas também por vidas que foram se moldando com a modernização. Mesmo quando se mostra perplexo diante das reclamações das gerações mais jovens, no fim sempre surge uma boa piada.

A proposta segue a mesma: dar também forma escrita a uma língua que, no uso cotidiano, permanece majoritariamente na oralidade.

Como já mencionei anteriormente, ainda não foi possível incluir uma faixa adicional com tradução para a língua nacional — mas isso segue como objetivo para as próximas etapas.

Sei que vocês vão gostar do vídeo. Quem já não lembra bem a língua, ou parou de falar muito cedo, vale a pena pedir para alguém escutar e ajudar com a compreensão.

Curtam a postagem — sua generosidade será muito bem-vinda. Comentem e compartilhem bastante. Sua participação é fundamental para dar visibilidade a esse tipo de conteúdo.

Halt eich froh unn gesund!

Alemão Hunsriqueano: Deitsch com Almiro Fritzen (fala + escrita) – Vila Candeia (Maripá, PR) – Vídeo #01

Gon Tooch, meine liewe Leit!
Olá, minha gente! Bom dia!

Segue um vídeo YouTube Short (de cerca de um minuto), gravado em nossa variante regional do idioma alemão, com o saudoso Almiro Fritzen, o “Rote Fritz”, natural de São José do Inhacorá (RS, Brasil). Há anos, porém, está radicado em Vila Candeia, em sua amada cidade de Maripá (PR), também no sul do Brasil.

Obs.: A transcrição apresentada não é tradução, mas um registro escrito fiel (verbatim) do que está sendo falado, respeitando as características da variante regional — não corresponde ao alemão padrão.

Neste primeiro vídeo da série, Almiro nos apresenta um breve registro de sua própria rua, em Vila Candeia — um espaço que ele percorre com a câmera, mostrando as transformações ao longo do tempo e evocando memórias de uma vida inteira. É ali que ele vive há décadas, onde cresceu, viveu experiências marcantes e construiu sua relação afetiva com o lugar.

Trata-se de um registro simples, mas de grande valor: não apenas pelo conteúdo, mas por ser uma afirmação pública de sua língua materna.

NOVIDADE: Esta é a primeira publicação de uma série em que passo a disponibilizar esses registros — com a autorização do Almiro — em uma segunda edição, agora com transcrição/letreiro na própria língua, refletindo exatamente o que está sendo falado.

A proposta é dar também forma escrita a uma língua que, em geral, permanece apenas na oralidade, sobrevivendo com uso escrito ainda bastante limitado, sendo o português normalmente utilizado no registro. Como é bem sabido, línguas sem uma tradição escrita consolidada estão sempre sob risco de desaparecimento mais acelerado.

Por razões técnicas, ainda não foi possível incluir uma faixa com tradução para a língua nacional — mas isso fica como objetivo para as próximas etapas.

Um dos grandes legados culturais de nossos antepassados é justamente esse idioma, que surgiu como resultado natural de suas trajetórias e experiências neste pedaço da Terra Brasilis.

Espero que vocês gostem do vídeo. Curtam a postagem, comentem e compartilhem bastante. Sua participação e apoio são fundamentais — entrem no jogo, não fiquem só observando de longe!

Karfreitachstee

Karfreitachstee aus der Wild
Serra Gaúcha,
Munizip São José dos Ausentes, RS
Bräsilje / Brasil.

Gon Tooch, liewe Leit!


Hot dear heit ganz früh Mooints schon eire jährliche Quantie Karfreitachstee geerndt?

Gester woor jo Gründonnerstach; unn so looft jo bei uns weiter die Heiliche Woch hiedas Joahr, die Semana Santa, gell?!


Die Bilder do honn ich sellebst letzt Joahr mit mein Zellular-Kamera gemacht. Do harre ma’ jo nei Estrada da Rocinha in Santa Catarina rufzus mit en gemiedt Auto gefoohr, ei bis ma’ ganz uwe hin sinn komm —also jetz woor ich endlich wieder in meinem Rio Grand zurück!!!

Net weit wech von São José dos Ausentes, ganz dort uwe in der Höch von Gebeerche honn ich dann hiedie Karfreitachstee Bilder, wo ich eich do am zeiche sin, geknipst … doch es woor leider net Karfreitach an dem Tooch.

Das Sträissche könnt ich nocher leider ooch net mit mear zurück hie Heem in die Vereinichte Stoote von Amerika doorrich Zoll üwer der Grenz bringe. Der Karfreitachstee honn ich dann schön meine Modder geb, ei mit meine Mama Derheem geloss.


Ich wünsche eich all Schöne Ostre, gell?!


Feliz festas pascoalinas pra todo mundo aí!


-Paul Beppler

Karfreitachstee in der Wild
Serra Gaúcha,
Munizip São José dos Ausentes, RS
Bräsilje / Brasil.

Riograndenser Hunsrückisch: Sprache und Identität

Riograndenser Hunsrückisch: Sprache und Identität

Also, warum unsere Sprache für uns wichtig ist

Mear tun dann zum Oonfang hier user Blog-Post in unser eichne Sproch schreiwe; donoh uff Hochdeitsch, dann uff Bräsiljoonisch, unser nationool offiziool Sproch.

Jedem Mensch sein Moddersprooch iss en wichtiche Tehl von seine tiefste Identität. Das muss jo do erwäht werre, weil viele Mensche enfach mit norre en Sproch uffwachse tun unn brauche dodrum sich nie dodrüwer speziool se uwerlehn. Also, mit der Moddersprooch zeicht ma’, von wo ma’ kommt unn wear ma’ iss.

Viele Leit in Bräsilje siehn ihre Hunsrickisch net bloss alswie en informoole Gebappel awer die wisse es jo, dass es en Tehl von ihrer Geschicht iss.

Sprooch als Verbinnung zur Vergangheit
Viele Familje honn die Sprooch von Scheneration zu Scheneration weidergeb. Die Sprooch verbindt se mit ihre Pionier-Vorfoohre, wo von eerchennwo aus Deitschland in Bräsilje renkomm sinn.

Wenn en Sprooch verloar geht, geht ooch en Tehl von der Geschicht verloar.

Sprooch im tächlich Lewe: Genau wie voar zwooi-hunner Joahr zurück, so weard das Hunsrickisch in viele Familje heitztooch noch ohne Froche weiter verzählt. Es is die Sprooch von Deheem, von Gespräche mit der Grosseltre unn mit der Nochbarsleit. Wenn was schönes passiert, ei do muss es uff Deitsch gefeiert werre, wenn entwas schlimmes, trauriches passiert, von tiefstem Herz kommt alles uff Deitsch aus enem seinem Mund raus … Do werre oft freche Geschichtcher weiter vezehlt, en bissche geratscht, beklooht, unn mannichmo en bissche üwertreibt unn sogoor geloh.

Awwer oft weerd unser Sproch net geschrieb.
Dodrum iss es so wichtig, dass do Texte geschrieb werre unn das se dann ooch weite getehlt werre.

Warum schreiwe wichtich iss?
Wenn mear unser Sprooch bloss spreche, kann se viel leichter unn schneller verloar gehn. Das iss net etwas was ich meene: akkademische, wissenschaftliche Studje unn Unnersuchunge zeiche dass so iss, ganz kloor, ei dass das echt so iss. Awer wenn mear unser Sprooch schreiwe, unner Druck (wie es domols uns in der Vargas Zeite passiert iss), bleibt se länger do, also do weerd es viel schwiericher dass es aus der Welt verschwindt.

Texte uff Deitsch, wie mear unser Platt vezähle, im Internetz verteilt helwe dann dodamit, dass meh unn meh Leit die Sprooch siehn, es net so schnell verlerne, unn ooch nei lerne könne.

Unser Sprooch iss en Schatz
Wenn mear unser Moddersproch benutze, verezähle unn schreiwe, bleibt se lewendich in der Welt.
So könne ooch die nächste Scheneratione sie kenne unn benutze.

Riograndenser Hunsrückisch: Sprache und Identität

Also, warum unsere Sprache für uns wichtig ist

Wir schreiben hier unseren Blogbeitrag zuerst in unserer Sprache, dann auf Hochdeutsch und danach auf Brasilianisch, unserer nationalen Amtssprache.

Jede Muttersprache ist ein wichtiger Teil der tiefsten Identität eines Menschen. Das muss man sagen, weil viele Menschen einfach mit nur einer Sprache aufwachsen und deshalb nie besonders darüber nachdenken müssen. Mit der Muttersprache zeigt man, woher man kommt und wer man ist.
Viele Menschen in Brasilien sehen ihr Hunsrückisch nicht nur als informelles Gerede, sondern sie wissen, dass es ein Teil ihrer Geschichte ist.

Sprache als Verbindung zur Vergangenheit
Viele Familien haben die Sprache von Generation zu Generation weitergegeben.
Die Sprache verbindet sie mit ihren Pionier-Vorfahren, die aus Deutschland nach Brasilien gekommen sind.

Wenn eine Sprache verloren geht, geht auch ein Teil der Geschichte verloren.

Sprache im täglichen Leben
Genau wie vor zweihundert Jahren wird das Hunsrückische in vielen Familien auch heute noch ganz selbstverständlich weitergegeben. Es ist die Sprache von zu Hause, von Gesprächen mit den Großeltern und mit den Nachbarn. Wenn etwas Schönes passiert, dann wird es auf Deutsch gefeiert; wenn etwas Schlimmes oder Trauriges passiert, kommt alles aus dem tiefsten Herzen auf Deutsch aus dem Mund heraus. Da werden oft freche Geschichten weitererzählt, ein bisschen getratscht, geklagt und manchmal ein bisschen übertrieben und sogar gelogen.

Aber oft wird unsere Sprache nicht geschrieben.
Deshalb ist es so wichtig, dass Texte geschrieben und auch weiter geteilt werden.

Warum Schreiben wichtig ist
Wenn wir unsere Sprache nur sprechen, kann sie viel leichter und schneller verloren gehen. Das ist nicht nur eine persönliche Meinung: wissenschaftliche Studien und Untersuchungen zeigen ganz klar, dass das so ist. Wenn wir unsere Sprache aber auch schreiben, selbst unter Druck (wie es uns in der Zeit von Vargas passiert ist), bleibt sie länger bestehen und es wird viel schwieriger, dass sie aus der Welt verschwindet.

Texte auf Deutsch, in denen wir unsere Mundart erzählen, helfen im Internet dabei, dass immer mehr Menschen die Sprache sehen, sie nicht so schnell verlernen und sie auch neu lernen können.

Unsere Sprache ist ein Schatz
Wenn wir unsere Muttersprache benutzen, sprechen und schreiben, bleibt sie lebendig in der Welt.
So können auch die nächsten Generationen sie kennenlernen und benutzen.

Hunsriqueano Riograndense: língua e identidade

Ou seja, por que a nossa língua é importante para nós

Aqui escrevemos o nosso texto primeiro na nossa língua, depois em alemão padrão e, por fim, em português brasileiro, a nossa língua oficial nacional.

A língua materna de cada pessoa é uma parte fundamental da sua identidade mais profunda. Isso precisa ser dito, porque muitas pessoas crescem com apenas uma língua e por isso nunca precisam refletir sobre isso. É através da língua materna que mostramos de onde viemos e quem somos.
Muitas pessoas no Brasil não veem o Hunsriqueano apenas como uma fala informal, mas sabem que ele é parte da sua história.

A língua como ligação com o passado
Muitas famílias transmitiram a língua de geração em geração.
A língua as conecta com seus antepassados pioneiros que vieram da Alemanha para o Brasil.

Quando uma língua se perde, uma parte da história também se perde.

A língua na vida cotidiana
Assim como há duzentos anos, o Hunsriqueano ainda hoje é transmitido naturalmente em muitas famílias. É a língua de casa, das conversas com os avós e com os vizinhos. Quando algo bom acontece, é em alemão que se comemora; quando algo ruim ou triste acontece, tudo sai do fundo do coração em alemão. Ali muitas vezes são contadas histórias atrevidas, há um pouco de fofoca, reclamações e, às vezes, um certo exagero e até mentiras.

Mas muitas vezes a nossa língua não é escrita.
Por isso é tão importante que textos sejam escritos e também compartilhados.

Por que escrever é importante
Quando usamos a língua apenas na fala, ela pode se perder muito mais facilmente e rapidamente. Isso não é apenas opinião: estudos e pesquisas acadêmicas mostram claramente que é assim. Mas quando também escrevemos a nossa língua, mesmo sob pressão (como aconteceu conosco na época de Vargas), ela permanece por mais tempo e se torna muito mais difícil que desapareça do mundo.

Textos em alemão, nos quais expressamos a nossa variedade linguística, ajudam na internet a fazer com que cada vez mais pessoas vejam a língua, não a esqueçam tão rapidamente e também possam aprendê-la.

A nossa língua é um tesouro
Quando usamos a nossa língua materna, falamos e escrevemos, ela continua viva no mundo.
Assim, as próximas gerações também poderão conhecê-la e utilizá-la.