{"id":1531,"date":"2014-08-09T11:57:58","date_gmt":"2014-08-09T11:57:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/?p=1531"},"modified":"2014-08-09T11:57:58","modified_gmt":"2014-08-09T11:57:58","slug":"minnerheitsproche-%e2%80%a2-reschionoolsproche-%e2%80%a2-linguas-minoritarias-%e2%80%a2-linguas-regionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/minnerheitsproche-%e2%80%a2-reschionoolsproche-%e2%80%a2-linguas-minoritarias-%e2%80%a2-linguas-regionais\/","title":{"rendered":"Minnerheitsproche \u2022 Reschionoolsproche \u2022 L\u00ednguas minorit\u00e1rias \u2022 L\u00ednguas regionais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Jede-Tooch-Jeden-Tag-Paul-Beppler-Riograndenser-Hunsr%C3%BCckisch-2014-02-22-at-12.36.11-AM.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Jede-Tooch-Jeden-Tag-Paul-Beppler-Riograndenser-Hunsr%C3%BCckisch-2014-02-22-at-12.36.11-AM.jpg?resize=584%2C454\" alt=\"Jede Tooch - Jeden Tag - Paul Beppler - Riograndenser Hunsr\u00fcckisch 2014-02-22 at 12.36.11 AM\" width=\"584\" height=\"454\" class=\"alignnone size-full wp-image-1216\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Jede-Tooch-Jeden-Tag-Paul-Beppler-Riograndenser-Hunsr%C3%BCckisch-2014-02-22-at-12.36.11-AM.jpg?w=759&amp;ssl=1 759w, https:\/\/i0.wp.com\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Jede-Tooch-Jeden-Tag-Paul-Beppler-Riograndenser-Hunsr%C3%BCckisch-2014-02-22-at-12.36.11-AM.jpg?resize=300%2C233&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Jede-Tooch-Jeden-Tag-Paul-Beppler-Riograndenser-Hunsr%C3%BCckisch-2014-02-22-at-12.36.11-AM.jpg?resize=385%2C300&amp;ssl=1 385w\" sizes=\"auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O ESTUDO DO BILINGUISMO E DA DIGLOSSIA PARA UMA PERSPECTIVA LINGU\u00cdSTICA EDUCATIVA<br \/>\nFranciele Maria Martiny (UNIOESTE)<br \/>\nfranmartiny @ hotmail . com 1<br \/>\nCamila Menoncin (UNIOESTE)<br \/>\nkami &#8211; menoncin @ hotmail . com 2 <\/p>\n<p>RESUMO:<br \/>\nO objetivo deste artigo \u00e9 mostrar um ponto de vista pluricultural em que os conceitos em torno da diglossia (sob o enfoque do bidialetalismo) e do bilinguismo (sob a abordagem pluril\u00edngue)<br \/>\nsejam tomados como complexos fen\u00f4menos lingu\u00edsticos que abrangem rela\u00e7\u00f5es sociais e culturais mais amplas. A referida tem\u00e1tica poucas vezes \u00e9 abordada em sala de aula, mesmo em n\u00edvel superior. Por isso, defende-se a necessidade de rever e refletir sobre ambos os conceitos e com eles trabalhar para que possa haver uma lingu\u00edstica educativa pluril\u00edngue no contexto escolar.<br \/>\nAt\u00e9 porque, um dos problemas observados \u00e9 em torno das l\u00ednguas de imigrantes que ainda s\u00e3o ensinadas nas comunidades, tanto ideol\u00f3gica como metodologicamente, como l\u00ednguas estrangeiras, sem respeitar e tratar os dados s\u00f3cio-hist\u00f3ricos referentes \u00e0 origem \u00e9tnica e \u00e0 hibridiza\u00e7\u00e3o interna dos dialetos com a l\u00edngua institucionalizada. Situa\u00e7\u00e3o devida, em grande parte, \u00e0s pol\u00edticas lingu\u00edsticas repressivas e homogeneizadoras ao longo da hist\u00f3ria lingu\u00edstica do Brasil. A fim de refletir sobre esse cen\u00e1rio, primeiramente, neste estudo, ser\u00e1 feito um levantamento bibliogr\u00e1fico acerca dos conceitos de bilinguismo e diglossia, para ap\u00f3s, mencionar os contextos lingu\u00edsticos e sociocultuais de regi\u00f5es de imigra\u00e7\u00e3o, propondo, na sequ\u00eancia, dentro da sociolingu\u00edstica, uma lingu\u00edstica educativa bil\u00edngue que possa contribuir para que, realmente, os direitos lingu\u00edsticos destes grupos minorit\u00e1rios sejam respeitados.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Bilinguismo, diglossia, pluriculturalismo, ensino.<\/p>\n<p>ABSTRACT:<br \/>\nThe purpose of this paper is to show a pluricultural point of view in what the concepts around diglossie (on the focus of bidialetalism) and bilingualism (on a plurilingual approach) are<br \/>\nseen as complex linguistic phenomenons that engage wider social and cultural relationships.<br \/>\nThe referred thematic is broached few times in the classroom, even in graduation level. Because of it, it is defended the necessity of reviewing and reflecting about both concepts and work with them to make an educative plurilingual linguistic in the school context. Even why, one of the problems observed is about the immigrants languages that are still taught on the communities, as ideologically as methodologically, like foreign languages, without respecting and treating sociohistorial data witch refer to the ethnic origin and the inner hybridization of the dialects with the institutionalized language. Situation under, in great part, the reprehensive and homogenizer linguistic politics through the Brazilian linguistic history.<br \/>\nTo reflect about this scenery, first, in this research, it is going to be made a bibliographic survey about the concepts of bilingualism and diglossie to, after that, mention the linguistic and sociocultural contexts from immigration regions, proposing, on the sequence, inside the sociolinguistic, a bilingual educative linguistic which can contribute to, actually, the linguistic rights of these minority groups be respected. <\/p>\n<p>KEYWORDS: Bilingualism, Diglossie, Pluriculturalism, Teaching.<\/p>\n<p>1 Aluna do Doutorado do Curso de P\u00f3s &#8211; Gradua\u00e7\u00e3o Stricto Sensu em Letras \u2013 n\u00edvel de Mestrado e Doutorado, da Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 (Unioeste), bolsista da CAPES. Orientada pela Profa. Dra. Clarice Nadir von Borstel.<br \/>\n2 Aluna do Mestrado do Curso de P\u00f3s &#8211; Gradua\u00e7\u00e3o Stricto Sensu em Letras \u2013 n\u00edvel de Mestrado e Doutorado, da Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 (Unioeste).<br \/>\nOrientada pela Profa. Dra. Clarice Nadir von Borstel. <\/p>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Os estudos em torno da l\u00edngua\/linguagem est\u00e3o &#8211; e sempre estiveram &#8211; relacionados a concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas que refletem a forma de pensar de uma determinada sociedade ou grupo, ao longo do percurso da hist\u00f3ria da pesquisa cient\u00edfica.<br \/>\nNesse sentido, \u00e9 necess\u00e1rio mencionar os v\u00e1rios conceitos que s\u00e3o teorizados, reformulados e reconstru\u00eddos devido \u00e0 pr\u00f3pria din\u00e2mica e natureza da pesquisa. At\u00e9 porque, dentro do meio cient\u00edfico, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel afirmar que um estudo est\u00e1 conclu\u00eddo, fechado e solucionado. Acredita-se, portanto, que sempre h\u00e1 e haver\u00e1 novas maneiras de se analisar cientificamente um f<br \/>\nen\u00f4meno e propor novos olhares e posicionamentos.<\/p>\n<p>Nos estudos lingu\u00edsticos a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. Do estudo imanente, proposto primeiramente por Saussure, ao estudo discursivo e a diversidade lingu\u00edstica, mostrado sob uma abordagem sociolingu\u00edstica, s\u00e3o v\u00e1rias as teorias que envolvem as pesquisas em torno da l\u00edngua\/linguagem e sua rela\u00e7\u00e3o com aspectos extra lingu\u00edsticos que foram desconsiderados, em muitos momentos, como aconteceu na abordagem dada por certos grupos intelectuais e gram\u00e1ticos que caracterizam as varia\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas como n\u00e3o favor\u00e1veis ao ensino. <\/p>\n<p>Desta forma, as l\u00ednguas de imigrantes ainda s\u00e3o ensinadas, nas comunidades, tanto ideol\u00f3gica como metodologicamente como l\u00ednguas estrangeiras, sem respeitar e tratar dos dados s\u00f3cio-hist\u00f3ricos, da origem \u00e9tnicas e da hibridiza\u00e7\u00e3o interna dos dialetos com a l\u00edngua institucionalizada, esses aspectos se evidenciaram quando os imigrantes vieram para o Brasil, formando pequenos grupos de origem \u00e9tnicas de v\u00e1rias regi\u00f5es dos pa\u00edses de origem, mesclando fatores lingu\u00edsticos (dialetais) e sociocultuais (h\u00e1bitos, costumes, vestimentas, alimenta\u00e7\u00e3o e religi\u00e3o).<\/p>\n<p>Portanto, neste estudo, quer-se mostrar um ponto de vista pluricultural em que os conceitos trabalhados em torno da diglossia (sob o enfoque do bidialetalismo) e do bilinguismo (sob a abordagem pluril\u00edngue) sejam tomados como complexos fen\u00f4menos lingu\u00edsticos que abrangem rela\u00e7\u00f5es sociais e culturais mais amplas. A tem\u00e1tica aparece timidamente em estudos acad\u00eamicos e, raras vezes, \u00e9 abordada em sala de aula, mesmo em n\u00edvel superior. Por isso, a necessidade de rever e refletir sobre ambos os conceitos e com eles trabalhar no processo de uma lingu\u00edstica educativa pluril\u00edngue no contexto escolar.<\/p>\n<p>O mito do monolinguismo e as pol\u00edticas lingu\u00edsticas <\/p>\n<p>Embora tenha havido a\u00e7\u00f5es coercitivas, ao longo da hist\u00f3ria lingu\u00edstica do pa\u00eds, por parte do Estado Portugu\u00eas e, na sequ\u00eancia, pelo Estado Brasileiro, para a proibi\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas aut\u00f3ctones e al\u00f3ctones, o Brasil ainda se destaca como um pa\u00eds multil\u00edngue e pluricultural. <\/p>\n<p>Sabe-se que a maior parte da hist\u00f3ria lingu\u00edstica do pa\u00eds foi marcada pelas a\u00e7\u00f5es coibitivas que negligenciaram o multilinguismo brasileiro em busca de um pa\u00eds monol\u00edngue (BORTONI-RICARDO, 2004). <\/p>\n<p>Destarte, Maher (2006) mostra que o mito do monolinguismo, historicamente, consolida-se a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, quando aparece o conceito de Estado-Na\u00e7\u00e3o. Nesse per\u00edodo, portanto, <\/p>\n<p>[&#8230;] o lema seguido foi \u201cunidade \u00e9 igual a uniformidade\u201d. Para se ter um Estado, uma unidade pol\u00edtica, seria preciso garantir uniformidade lingu\u00edstica e cultural no interior de seu territ\u00f3rio. E, assim, a avers\u00e3o \u00e0 diversidade lingu\u00edstica vai se consolidando na hist\u00f3ria. Firma-se, pouco a pouco, a no\u00e7\u00e3o de que o plurilinguismo seria algo nefasto, ruim, uma condi\u00e7\u00e3o a ser combatida: o projeto de modernidade insiste na necessidade de tornar o Estado homog\u00eaneo \u2013 uma l\u00edngua, uma cultura, uma religi\u00e3o \u2013 para garantir a continuidade da ideia de na\u00e7\u00e3o constitu\u00edda (MAHER, 2006, p.31). <\/p>\n<p>A partir disso, constroem &#8211; se alguns dos mitos que ancoram a ideologia do monolinguismo e do monoculturalismo tidos, dessa forma, como express\u00f5es de uma civiliza\u00e7\u00e3o progredida, sendo requisitos indispens\u00e1veis para a constru\u00e7\u00e3o dos Estados Nacionais (HAMEL, 1995). Ao mesmo tempo, propiciam pol\u00edticas que buscam sustentar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Constatam-se os, portanto, os efeitos que as pol\u00edticas lingu\u00edsticas coercitivas e excludentes tiveram em v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es, evidenciando os interesses pol\u00edticos, econ\u00f4micos , ideol\u00f3gicos e sociais contidos nelas, proporcionando a desigualdade lingu\u00edstica e socio cultural. <\/p>\n<p>Mesmo assim, o Brasil, atualmente, como os demais pa\u00edses do mundo, \u00e9 considerado pluril\u00edngue. Estima-se que exista no pa\u00eds em torno de 170 l\u00ednguas ind\u00edgenas, al\u00e9m de cerca de outras 30 comunidades de imigrantes (alem\u00e3s, italianas, polonesas, japonesas, ucranianas, \u00e1rabes, chinesas, entre outras). Al\u00e9m disso, h\u00e1 a l\u00edngua brasileira de sinais, LIBRAS, utilizada por toda a comunidade surda do pa\u00eds e tamb\u00e9m por ouvintes que convivem e comunicam-se com surdos. <\/p>\n<p>No entanto, a penas em 1988 a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira reconheceu o Brasil como pluril\u00edngue, ainda faltando pol\u00edticas lingu\u00edsticas de reconhecimento e de resgate\/preserva\u00e7\u00e3o para que muitas l\u00ednguas n\u00e3o desapare \u00e7am como aconteceu com a maior parte das l\u00ednguas ind\u00edgenas no pa\u00eds. <\/p>\n<p>Nesse sentido, Oliveira (2003), Savedra (2003), entre outros estudiosos desta \u00e1rea, mencionam a necessidade da defini\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica lingu\u00edstica brasileira que abranja as situa\u00e7\u00f5es de bilinguismo decorrentes de movimentos migrat\u00f3rios, bem como de situa\u00e7\u00f5es de fronteira. <\/p>\n<p>Sobre o que prev\u00ea a Constitui\u00e7\u00e3o em torno da situa\u00e7\u00e3o do bilinguismo e das pol\u00edticas lingu\u00edsticas, Savedra cita que: <\/p>\n<p>a) a Constui\u00e7\u00e3o atual em seus artigos 215 e 216 admite que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds pluricultural e multil\u00edng\u00fce; b) no Brasil coexiste um grande n\u00famero de l\u00ednguas de imigrantes; c) para integra\u00e7\u00e3o cultural e ling\u00fc\u00edstica das comunidades de imigrantes no territ\u00f3rio nacional pouco foi feito e ainda persiste o desprezo por minorias ling\u00fc\u00edsticas, revelando a discrimina\u00e7\u00e3o legal para as comunidades de l\u00edngua materna n\u00e3o portuguesa; d) a pluralidade ling\u00fc\u00edstica no Brasil delineia situa\u00e7\u00f5es diversas de biling\u00fcismo e multiling\u00fcismo e somente a educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena est\u00e1 contemplada com propostas curriculares de educa\u00e7\u00e3o bil\u00edng\u00fce na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996 (SAVEDRA, 2003, p. 40). <\/p>\n<p>Todavia, faltam \u00e0s l\u00ednguas de imigra\u00e7\u00e3o voz e visibilidade para serem inclu\u00eddas nos di\u00e1logos sobre o ensino de l\u00ednguas, ampliando a discuss\u00e3o em torno dos conceitos de bilinguismo, diglossia e os fen\u00f4menos de altern\u00e2ncia de c\u00f3digo face \u00e0s diferen\u00e7as encontradas ao longo da conviv\u00eancia do portugu\u00eas com as l\u00ednguas minorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Cavalcanti (1999) defende a inconformidade da pol\u00edtica lingu\u00edstica brasileira pela falta de observa\u00e7\u00e3o da realidade pluril\u00edngue e multicultural do pa\u00eds.<br \/>\nPara a autora, <\/p>\n<p>Isso talvez aconte\u00e7a, porque, em primeiro lugar, existe um mito de monoling\u00fcismo no pa\u00eds (Bortoni, 1984, Cavalcanti, 1996, Bagno, 1999). Esse mito \u00e9 eficaz para apagar as minorias, isto \u00e9, as na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, as comunidades imigrantes e, por extens\u00e3o, as maiorias tratadas como minorias, ou seja, as comunidades falantes de variedades desprestigiadas do portugu\u00eas.<br \/>\nEm segundo lugar, uma das raz\u00f5es para essa estranheza pode ser decorrente de o biling\u00fcismo estar estereotipicamente relacionado \u00e0s l\u00ednguas de prest\u00edgio no que se convencionou denomi<br \/>\nnar biling\u00fcismo de elite. Em terceiro lugar, esses contextos bil\u00edng\u00fces de minorias s\u00e3o (tornados) invis\u00edveis<br \/>\n(CAVALCANTI, 1999, p. 387).<\/p>\n<p>Nesse sentido, h\u00e1 muito ainda a ser estudado e evidenciado em torno das quest\u00f5es lingu\u00edsticas que envolvem situa\u00e7\u00f5es de conflitos e ideol\u00f3gicas que extrapolam o sistema interna da l\u00edngua.<\/p>\n<p>Do falante ideal ao falante real: quest\u00f5es em torno do bilinguismo<br \/>\nComo j\u00e1 mencionado, praticamente em todos os pa\u00edses coexistiram &#8211; e coexistem &#8211; v\u00e1rias l\u00ednguas. Situa\u00e7\u00e3o mencionada por Calvet, quando o autor trata que <\/p>\n<p>H\u00e1 na superf\u00edcie do globo entre 4.000 e 5.000 l\u00ednguas diferentes e cerca de 150 pa\u00edses. Um c\u00e1lculo simples nos mostra que haveria teoricamente cerca de 30 l\u00ednguas por pa\u00eds. Como a realidade n\u00e3o \u00e9 sistem\u00e1tica a esse ponto (alguns pa\u00edses t\u00eam menos l\u00ednguas, outros, muitas mais), torna-se evidente que o mundo \u00e9 pluril\u00edngue em cada um de seus pontos e que as comunidades lingu\u00edsticas se costeiam, se superp\u00f5em continuamente (CALVET, 2002, p.35).<\/p>\n<p>Dessa forma, ao longo do tempo e da hist\u00f3ria das l\u00ednguas, pode-se notar que os falantes tiveram contatos com as mais diversificadas realidades lingu\u00edsticas. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, foi apenas a partir do s\u00e9culo XX que o conceito de bilinguismo se tornou cada vez mais amplo e complexo, n\u00e3o havendo at\u00e9 a atualidade uma concord\u00e2ncia entre <\/p>\n<p>[ LEIA O TEXTO ORIGINAL COMPLETO AQUI NESTE LINK &#8211;> http:\/\/www.sociodialeto.com.br\/edicoes\/16\/10012014015013.pdf < -- FULL ORIGINAL TEXT HERE ]\n\nConsidera\u00e7\u00f5es finais\n\n\nComo a diversidade nas l\u00ednguas \u00e9 um fen\u00f4meno sempre presente tanto no contexto brasileiro como no exterior, discuss\u00f5es acerca dos conceitos que norteiam as\npesquisas lingu\u00edsticas e o trabalho na sala de aula devem sempre ser realizadas com o intuito de entender e abarcar melhor as quest\u00f5es lingu\u00edsticas que v\u00e3o surgindo na\nmedida em que o mundo vai mudando.\n\nPor meio dos estudos realizados neste estudo, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s conceitua\u00e7\u00f5es de bilinguismo e de diglossia sob a abordagem de estudos sociolingu\u00edsticos, houve a possibilidade de perceber que os autores est\u00e3o cada vez mais preocupados em tamb\u00e9m colocar em evid\u00eancia aqueles falantes que n\u00e3o s\u00e3o falantes de l\u00ednguas de prest\u00edgio, desconstruindo vis\u00f5es que acabavam por excluir certos falantes que nada tinham de inferior em rela\u00e7\u00e3o a outros.\n\nEnfim, os conceitos e as vis\u00f5es que s\u00e3o tomadas como ponto de partida para qualquer pesquisador, nunca devem ser vistos por estes como os \u00fanicos, os melhores ou os \u00faltimos. \u00c9 por vezes necess\u00e1rio refletir mais sobre os mesmos, relacionando-os com a realidade social e cultural da comunidade e dos sujeitos pesquisados.\n\nNa an\u00e1lise dos dois contextos mencionados, percebeu-se que n\u00e3o h\u00e1 respaldo nas escolas para que contextos de bilinguismo e de diglossia que envolvem l\u00ednguas minorit\u00e1rias sejam trabalhados, para que sejam evitados preconceitos lingu\u00edsticos e os mitos em torno destas l\u00ednguas, bem como sua manuten\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o.\n\nConstata-se, portanto, que as l\u00ednguas de imigrantes v\u00eam desaparecendo cada vez mais de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o sem que os falantes mais jovens tenham no\u00e7\u00e3o da riqueza lingu\u00edstica e cultural que est\u00e3o perdendo.\n\nDefende-se que s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas que tenham como objetivo dar maior visibilidade a essas l\u00ednguas passando ao letramento das crian\u00e7as tanto na l\u00edngua portuguesa quanto na l\u00edngua de heran\u00e7a que aprendem em casa ao inv\u00e9s de utilizar a l\u00edngua portuguesa em detrimento das demais. \n\n[ Veja a se\u00e7\u00e3o de REFER\u00caNCIAS do TEXTO ORIGINAL aqui neste link --> http:\/\/www.sociodialeto.com.br\/edicoes\/16\/10012014015013.pdf <-- see the Original texts' REFERENCES Section ]\n\nWeb-R e v i s t a S O C I O D I A L E T O \u2022 w w w . s o c i o d i a l e t o . c o m . b r \nBacharelado e Licenciatura em Letras \u2022 UEMS\/Campo Grande M e s t r a d o e m L e t r a s \u2022 U E M S \/ C a m p o G r a n d e \nI S S N : 2 1 7 8-1 4 8 6 \u2022 V o l u m e 4 \u2022 N \u00fa m e r o 1 1 \u2022 N o v e m b r o 2 0 1 3\n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ESTUDO DO BILINGUISMO E DA DIGLOSSIA PARA UMA PERSPECTIVA LINGU\u00cdSTICA EDUCATIVA Franciele Maria Martiny (UNIOESTE) franmartiny @ hotmail . com 1 Camila Menoncin (UNIOESTE) kami &#8211; 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