{"id":1017,"date":"2014-02-07T14:00:29","date_gmt":"2014-02-07T14:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/?p=1017"},"modified":"2014-02-08T02:16:58","modified_gmt":"2014-02-08T02:16:58","slug":"unser-deitschbrasilioonische-sproch-lingua-nossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/unser-deitschbrasilioonische-sproch-lingua-nossa\/","title":{"rendered":"L\u00cdNGUA NOSSA! <BR> DEITSCHBRASILIOONISCH, UNSER SPROCH!"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\">\/\/ < ![CDATA[\n\/\/ < ![CDATA[\n\/\/ < ![CDATA[\n\/\/ < ![CDATA[\n\/\/ < ![CDATA[ (function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = \"\/\/connect.facebook.net\/de_DE\/all.js#xfbml=1\"; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, 'script', 'facebook-jssdk'));\n\/\/ ]]><\/script><\/p>\n<div class=\"fb-post\" data-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/permalink.php?story_fbid=684783478211058&amp;id=366655020086673\" data-width=\"466\">\n<div class=\"fb-xfbml-parse-ignore\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/permalink.php?story_fbid=684783478211058&amp;id=366655020086673\">Beitrag<\/a> von <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pages\/Riograndenser-Hunsr%C3%BCckisch\/366655020086673\">Riograndenser Hunsr\u00fcckisch<\/a>.<\/div>\n<\/div>\n<p>EM DEZ ANOS A MINHA L\u00cdNGUA ANCESTRAL, O RIOGRANDENSER HUNSR\u00dcCKISCH*,<br \/>\nIR\u00c1 COMPLETAR DUZENTOS ANOS DE EXIST\u00caNCIA<br \/>\n*\u00e9 dif\u00edcil demais pra voc\u00ea pronunciar? ent\u00e3o diga Hunsriqueano Riograndense<\/p>\n<p>NO DECORRER dos anos de vida no exterior, eu sempre me senti, em muitos sentidos, um brasileiro diferente dos\/das demais compatriotas (sendo a vast\u00edssima maioria destas pessoas n\u00e3o naturais do sul de nosso pa\u00eds, e praticamente todas nunca foram e nem conheceram o Brasil meridional). Em situa\u00e7\u00f5es onde houve contato entre brasileiros\/as e norte-americanos\/as das quais participei, desde encontros estudant\u00eds em tempos de universidade, festinhas de empresa, ou mesmo na informalidade de clubes noturnos, repetiram-se ao longo dos anos certas posturas negativas quanto a minha identidade regional, lingu\u00edstico-cultural, como queira, talvez especialmente por eu ter o, e estar consciente do, meu dialeto alem\u00e3o Riograndenser Hunsr\u00fcckisch como minha l\u00edngua ancestral; mas tendo sempre, e justamente, tratado como algo igualmente meu a minha l\u00edngua p\u00e1tria, meu falar do cora\u00e7\u00e3o lado-\u00e0-lado \u00e0 nossa l\u00edngua nacional &#8211; ali\u00e1s como ela era chamada tanto oficialmente como na pr\u00e1tica no sistema escolar nos meus tempos de escola. Preciso dizer, eu tenho dois lados, um \u00e9 t\u00edmido, fica no cantinho pra n\u00e3o ser notado, concorda com tudo que vai ser melhor &#8211; isto talvez resultado das &#8220;boas&#8221; e frequentes surras que levei de meu meu pai quando menino; mas mais do que isso, certamente, foi minha realiza\u00e7\u00e3o quando ainda em tenra idade, de que havia algo remarcavelmente diferente em mim, mit mir, mich, sellebst, ganz ganz tief in mei Herz, mei Brust, mei Mooche, ora wie man uff Hochdeitsch s\u00e4ht, mit meinem Dasein (awer, ich sin immer mit meinem Dasein zufrieden gewess, ich muss eich das soohn!). Por outro lado, no decorrer de minha vida, eu aprendi a me abrir, me jogar, falar o que sempre quis dizer, fazer coisas que naturalmente eu sempre quis fazer &#8230; mas que at\u00e9 certa altura de minhas viv\u00eancias eu n\u00e3o tinha me permitido &#8211; certas coisas ent\u00e3o, nem pensar! Pois bem, anos atr\u00e1s, enquanto em situa\u00e7\u00f5es social- e culturalmente mistas, eu cedia bem-treinadinho ao chauvinismo nacionalista e totalit\u00e1rio de meus\/minhas compatriotas &#8230; N\u00e3o mais, isso agora de j\u00e1 faz um bom tempo! Nessas ocasi\u00f5es, acima, quando estrangeiros me diziam coisas como: Sou americano, morei no Rio\/Recife\/Bahia, voc\u00ea absolutamente n\u00e3o tem nem cara e nem sotaque de brasileiro &#8211; Minha resposta sempre era tipo, tenho sim, o Brasil \u00e9 quase um continente de grande, obviamente voc\u00ea ainda n\u00e3o conheceu o sul; ou algum escandinavo me dizia algo como: Estranho, mas voc\u00ea tem um sotaque suave igual a n\u00f3s quando fala o ingl\u00eas &#8230; Bastava eu reagir, expandir minha conversa, explicando, dizendo que boa parte do sul fez parte do projeto de coloniza\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio do Brasil, as pessoas n\u00e3o se isolaram por algum motivo exc\u00eantrio ou macabro &#8230; mas foram calculadamente colocadas em terras consideradas devolutas, abrindo zonas inteiras de povoados e munic\u00edpios em regi\u00f5es onde, por exemplo, n\u00e3o habia interesse pelos latifundi\u00e1rios ga\u00fachos pois ali n\u00e3o dava pra criar gado &#8211; em consequ\u00eancia destes desenvolvimentos hist\u00f3ricos hoje que l\u00e1 h\u00e1 milhares de pessoas que s\u00e3o, em seu dia-\u00e0-dia, pessoas bil\u00edngues &#8230; A\u00ed, praticamente sem falha, meus\/minhas con-terras apropriavam-se da conversa, para fazer valer a doutrina de identidade nacional brasileira (com conota\u00e7\u00f5es de classifica\u00e7\u00e3o, de triagem, de hierarquias &#8211; em outras palavra, nada democr\u00e1tico; e insistentemente ignorante) S\u00e3o coisas que eu ent\u00e3o me sentia quase que obrigado a aturar, calando-me, retra\u00edndo-me, eram mais ou menos nestas linhas: Ah mas o que eles falam de alem\u00e3o l\u00e1 no sul, aquilo ningu\u00e9m da Alemanha entende, n\u00e3o \u00e9 mais nem uma mistura de portugu\u00eas com alem\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 nem mais uma l\u00edngua, nem mais um patu\u00e1 &#8230; (DESDE QUANDO VOC\u00ca \u00c9 UM EXPERT NA MINHA L\u00cdNGUA, FALA EM ALEM\u00c3O, DEIXA EU OUVIR &#8211; isso \u00e9 o que eu devia ter feito, mas n\u00e3o, a gente foi praticamente treinado a baixar a crista, ceder, apaziguar, concordar contra a sua s\u00e3 consci\u00eancia, infelizmente). Isto quando n\u00e3o faltava algum espertinho pra perguntar quantos pr\u00eamios nobel de literatura tinha sa\u00eddo de minha &#8220;cultura&#8221;. Na maioria dos casos, os\/as norte-americanos\/as, e olha l\u00e1 hein, n\u00e3o s\u00f3 os\/as canadenses, talvez por n\u00e3o terem perdido em absoluto o seu elo com a cultura brit\u00e2nica, calculadamente mas n\u00e3o sem a maior sutilidade, mudavam de assunto. Se voc\u00ea \u00e9 uma daquelas milhares de pessoas de meu pa\u00eds que n\u00e3o conhece o nosso regionalismo lingu\u00edstico, o qual n\u00f3s mesmos v\u00eamos n\u00e3o como posti\u00e7o, alien\u00edgena, e carecendo legitimidade, mas sim como aut\u00eantico e inquestionavelmente brasileiro, eu gostaria de recomendar a voc\u00ea um texto de Erich Fausel: \u201c<a href=\"http:\/\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/?p=981\">O alem\u00e3o falado no Rio Grande do Sul e suas transforma\u00e7\u00f5es<\/a>\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pages\/Riograndenser-Hunsr%C3%BCckisch\/366655020086673\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-797 aligncenter\" alt=\"Screen Shot 2014-01-29 at 12.07.28 AM\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.hunsriqueano.riolingo.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Screen-Shot-2014-01-29-at-12.07.28-AM.png?resize=194%2C223\" width=\"194\" height=\"223\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beitrag von Riograndenser Hunsr\u00fcckisch. 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