Die Rio

DIE NEIE WÖRTER VON HEIT:
(novas palavras pra hoje)

1. die Rio (Hochdeitsch: der Fluss) = o rio

2. die Rios (Hochdeitsch: die Flüsse) = os rios

3. die Bach (Hochdeitsch: der Bach) = o riacho, a sanga, o córrego, o ribeiro

4. die Bäch, die Bächer (Hochdeitsch: die Bäche) = os riachos, as sangas, os córregos, os ribeiros

O primeiro ítem acima, “die Rio”, serve para ilustrar a existência de exceções às normas de nossa língua. Pois bem, como o termo “Rio” se trata de um empréstimo do português, ele ‘deveria’ ter mantido o artigo definido original “o”, porém traduzido para “der”. Quer dizer, deveria ter ficado “der Rio”, mas isto não ocorreu. Este caso excepcional inclusive já foi documentado há muito tempo atrás por autores interessados em nossa variante riograndense do alemão hunsriqueano.

Porém, como vem decrescendo muito o número de falantes nativos 100% fluentes do Riograndenser Hunsrückisch nos últimos tempos, existe a possibilidade de certas pessoas organicamente passarem a utilizar o artigo masculino neste caso.

Vale apontar que o termo “der Fluss” é conhecido por falantes da nossa variante regional, porém a preferência dada por eles para “die Rio” é inquestionável.

No caso do terceiro ítem, “die Bach”, ele serve para exemplificar algo importante: Muito embora os antigos dialetos do alemão, o suábio, o bávaro, et cetera, quase sempre utilizam o mesmo artigo definido para substantivos, existem exceções. Neste caso no nosso tronco dialetal Rheinfränkisch/Moselfränkisch/Südhessisch (Sudoeste da Alemanha) dá-se preferência para “die Bach”, quando no alemão-standard deve-se utilizar o artigo masculino, ou seja, “der Bach”.

No entanto, como podemos ver nos dicionários de alemão, certos termos sim podem ter duas possibilidades de artigo. De passagem, incidentalemente, na língua alemã certos temos simplesmente não tem uma forma plural, deverão sempre se colocados no singular, já outros não tem uma forma singular.

No português a gente automaticamente sabe como construir o plural de qualquer palavra, “a casa” –> “as casas”, “o Pedro” –> “os Pedros”, mesmo no caso excepcional de “o lápis” –> “os lápis” …

Mas como no alemão isso é muito mais complexo, não raro falantes do Hunsrückisch só conhecem a forma singular ou a forma plural de certas palavras, precisando buscar ajuda de pessoas mais fluentes para saber qual é a forma correta.

Um exmplo disso, muitos falantes do dialeto, especialmente crianças ou jovens, só conhecem a forma plural “die Körner” [pronúncia: /kéna/, onde o “r” é mudo, sendo que o “er” no final de uma palavra sempre soa como um “a”], desconhecendo o singular “der Korn” [pron.: /kón/].

Dankschön für das Lese, unn ich wünsche Eich all viel Spass beim Deitsch lerne, jo gell?!

WORTSCHATZ

WORTSCHATZ VERGRÖSSRE
(das Vokabular reicher mache)

1. der Tooich (Hochdeitsch: der Teig) = a massa

2. der Pastell (Hochdeitsch: die Teigtasche) = o pastel

3. der Hinkelfleisch gefüllte Pastell (Hochdeitsch: die Hühnerfleisch gefüllte Teigtasche) = o pastel de frango

4. das Pastell (Farrebton) (Hochdeitsch: das Pastell / Farbe) = a cor pastel, o tom pastel

5. der Knödel = uma espécie de almôndega tradicional da culinária alemã bem como de vários outros países europeus, a massa pode ser feita usando-se batata inglesa, farinha de trigo, etc, podendo ser recheado ou não (recheios salgados ou doces), de tamanhos variados. O Knödel, no plural die Knödel, alternativamente chamado de der Kloß, no plural die Klöße (pode aparecer grafado com “ss” em vez de “ß”), pertence a todo um grupo de pratos caseiros da Alemanha e países vizinhos que são feitos a partir de alguma massa, quase sempre servidos com algum molho.

6. die Knödel = ver acima, número 5

7. die Klöss (Hochdeitsch: die Klöße) = ver acima, número 5

8. der Kloss (Hochdeitsch: der Kloß) = ver acima, número 5

Nota: Não é incomum uma pessoa falante nativa do Riograndenser Hunsrückisch somente conhecer “die Klöss”, ou seja a sua forma plural, e nem saber ao certo como é o singular. Em outros casos a pessoa pode saber somente o singular de algum termo, desconhecendo sua forma plural, ou não ter certeza de como deveria ser a forma plural. Isto raramente irá ocorrer no português pois na maioria dos casos em nossa leingua nacional substantivos passam da sua forma singular para o plural com a adição de um “s” no seu final – e pronto, salvo raras exceções (como “o lápis”, “os lápis”). No alemão a coisa é de uma complexidade bem maior. Portanto, ao aprender um novo substantivo, aprenda logo junto qual é o seu artigo definido e a sua forma plural. Existem subtantivos no alemão que podem ter dois possíveis artigos defidos, por exemplo: “a espátula” = “die Spachtel”, também “der Spachtel”, em muitos casos são regionalismos, mas nem sempre. Geralmente os artigos definidos dos subtantivos do alemão-padrão são iguais no nosso dialeto – mas existem exceções, por exemplo: Hochdeitsch: “der Bach”, RHunsr. = “die Bach”. Termos germanizados, adaptados do português via regra mantém o artigo original, porém traduzido, então: “o facão” = “der Fakong” (onde “o” = “der”). A forma diminutiva de qualquer substantivo ganhará o artigo definido neutro, o “das”, portanto: “o garoto” = “der Bub” –> “das Bubche”, “a Marlene” = “die Marlene” –> “das Marlenche”.

9. die Füllung = o recheio

10. der Krümel = a migalha (o farelo de pão)

11. die Krümel = as migalhas

10. knete (Hochdeitsch: kneten) = sovar

11. koche (Hochdeitsch: kochen) = cozer

12. dampe (Hochdeitsch: dampfen) = cozer no vapor