RIOGRANDENSER HUNSRÜCKISCH IM FACEBOOK

Wer von eich kennt das Planz dohier uff dem Bild?
[Uff Brasilioonisch heisst das en Dormideira, orrer en não-me-toque; und in Latein, ehre Botoonische Noome ist “Mimosa pudica L.”]

Wie nennt dir das in eire Plattsproch?

Como se chama esta planta no dialeto alemão de tua região?

Aus Porto Alegre: Eraldo Haas, Deitsch in Paverama (dicht von Teutônia), RGS, gelernt: “Gretsche riehr mich net on”.

Selma Behm Beppler aus Brusque, SC, Deitsch in Roque Gonzales, RGS, gelernt: “Gretsche rehr mich net on”.

Screen Shot 2014-02-16 at 2.55.43 PM

Mei Moddersproch

der Matschbauer, wiss.: Furnarius rufus

DERHEEM IM WALACHEI
von Paul Beppler am 29. Januar 2014 gepostet

 

MEINE MUTTERSPRACH IST MEIN!

Dossie: O Brasil alemão von René E. Gertz

Die Zoohle in Riograndenser Hunsrückisch

Eifelverein – Auf dem Naturfreundeweg um den Laacher See

Wildfreigehere Wildenburg

Entenhauser Redensart

Bücherstube – Livraria alemã

Post: Guck mol ‘was dohier, en Video von 2006 awer sehr, sehr interessant. Wie das was die do uff dem TV-Program soogn domols, in 2006, woar wooh – dann Heit ist das immer noch wichticher, wie man sowas sich leicht vorstelle kann, ijo gell net?!Pessoal, assistam o vídeo de uma notícia sobre o estudo do alemão no RGS e as oportunidades de trabalho certas que os alunos e as alunas têm após sua formatura. Se a notícia era interessante em 2006, na atualidade então o assunto ganhou ainda muito mais valor …

08/07/2006 – Alemanha parceira comercial do RGS – Alunos com emprego garantido – RBS TV / Globo
http://www.ifpla.com.br/namidia.php

Mas quando surge este assunto de que fluência no alemão ajuda a gente conseguir melhor emprego, que a língua alemã tem muita cultura e que seria um desperdício cortar laços… Não conte muito com a magnanimidade alheia, pois terás que te contentar um uma palavrinha amiga aqui, uma migalheta a favor lá, e por aí fica a coisa… Portanto, nunca me canso de explicar, a razão principal para se manter a língua ancestral cai em valores muito mais profundos do que algo superficial como a possibilidade de se conseguir um melhor emprego. O fato é que existe preconceito contra a cultura regional teutobrasileira, e isto vem ocorrendo ao longo de seus duzentos anos de história em solo brasileiro… Ela precisa passar a ser vista e tratada como uma língua regional brasileira e não uma língua estrangeira… meus antepassados por parte dos Beppler chegaram em Santa Catarina em 1846, párem de se referir a nós como “imigrantes”!!!! Eu não tenho que justificar porque nós falamos alemão em casa, em comunidade… só num Estado totalitário, nacionalista, fascista que a gente precisa negociar a sua identidade, não num Estado democrático, plural, num país que é um verdadeiro mosaico de culturas como o Brasil. Então, a razão que muitos/as teutobrasileiros/as pôrem isto, o assunto do melhor emprego, quase como justificativa é porque fica subentendido que o preconceito (e nunca se sabe direito por parte de quem e de onde ele virá, que preconceito é assim) será de certa forma aplacado, atenuado, e minimizado… Só que hoje, no estado democrático de nossa república brasileira atual, simplesmente não é mais aceitável a negação sistemática de identidades… todos somos, e ponto final – isto está garantido na Carta Magna da Nação!!! Portanto, este é o momento para se aprofundar no assunto dos direitos linguísticos minoritários, organizar-se em torno dos objetivos comuns, fazer alianças com outros grupos sociais com reivindicações similares. Sim porque, ao analizar bem, a reivindicações de praticamente todos os grupos sociais têm as mesmas raízes, sofrem com os mesmos ou similaríssimos desafios. Uma vez conscientizados/as disto, aprender das lutas de outros grupos identitários se torna um resultado assim praticamente automático, natural..

IFPLA – Instituto de Formação de Professores de Língua Alemã. Unisinos – São Leopoldo/RS Telefone: (0 xx 51) 3590 8134

http://www.ifpla.com.br/namidia.php

SOBRE O MAPA/DIE KARTE:
Este mapa da Colônia Santa Isabel, perto de Florianópolis, Löffelscheid, por ali… Note que o nome de meu antepassado Friedrich Jakob Beppler aparece no lote mas à esquerda, no topo…

Outro lugar de nível de documentação primária para se conferir é no livro, e transcrevo aqui a sua antecapa:

Subsídios Genealógicos

II

Famílias Brasileiras de Origem Germânica

Publicação Conjunta do Instituto Genealógico Brasileiro e do Instituto Hans Staden

(Diretores: Coronel Salvador de Moya e Dr. Carlos Fouquet)

Rua Conselheiro Crispriano, 53 (12.º ) conjunto 122 – S. Paulo – 1962

Em sua página número 405, lê-se sob o subtítulo:

SANTA ISABEL, S.C.

(Primeiros colonos alemães, fundadores de)

[ … ]

BEPPLER — Frederico Jacob Beppler, Baviero, evangélico, chegou na sumaca “14 de Novembro”, em III-1847, para Santa Isabel. Pai de 4 filhos.

[ … ]

Mas eu vou logo avisando uns detalhes. Nosso antepassado Friedrich – não precisa ser pensar muito pra se dar conta que ele não foi batizado Frederico mas Friedrich…. e assim, como ele, como com muitos/as imigrantes, iniciou-se uma fase onde as pessoas tinham dois nomes, um para uma língua e outro para a outra – isto continua até hoje, quando falo na língua nacional com minha mãe, ela me chama de Paulo, quando falamos em alemão, é Paul, na infância já fui Philche, e Paulinho, etc. Mas já na Alemanha as pessoas muitas vezes tinham um nome latim e outro germânico, enfim dá muito o que falar.. Mas o Friedrich na verdade chegara em 1946 ao Rio de Janeiro; e de lá, após espera ao relento (lei a raríssima história de um tal de Matias Schmidt que fez o mesmo trecho, foi mais ou menos da mesma região da Alemanha ao mesmo destino em S.C., e registrou tudo num belo e dramático diário; infelizmente até hoje não encontrei cópia do texto origial, só de traduções – portanto, quer por ventura tiver acesso ao original, por favor me avise… Outros detalhe importante é que Frederico, ele filho de Paul Beppler e, agora me esqueço de seu promeiro nome, sua esposa com sobrenome Paulin, naturais de NIEDERHAUSEN an der NAHE (no Rio Nahe, região do atual estado da Renânia-Palatinado/Rheinland-Pfalz, que naquela época pertencia a Baviera, que vulgarmente chamamos de Bavária, uma referência mui antiga aquele estado alemão, que já foi país independente, igual ao RGS no Brasil … Então este Friedrich após alguns anos no Brasil perdeu sua primeira esposa, com a qual chegara ao Brasil acompanhado de quatro filhos, o mais velho já moço se não me engano (nunca descobri se ficaram alguns na Alemanha, pois não parece normal que tenha tido um filho já grande seguido de somente três, pois naquela época os casais via regra geravam prole mais numerosa); enfim, Friedrich casa-se novamente, desta vez com uma católica chamada Margarida Stefan (isto segundo lavras que copiei em cartório de registros de Estrela, RGS, neste caso refiro-me ao registro de nascimento de Francisco Beppler, filho de João Beppler, que eu sei segundo me foi dito muitas vezes, era chamado de Hannes pela família e comunidade, i.e. curto para Johannes… sendo que neste mesmo registro consta os pais e avós paternos e maternos de João Beppler, que por na linhagem patriarcal são pai Francisco Beppler e mãe Margarida Eifler [quer ver onde fica a região do Eifel? Entra aqui: https://de.wikipedia.org/wiki/Eifel ], seu avô paterno Frederico Jacó e Margarida Stefan – eu sei que ela é a segunda esposa, com a qual Friedrich teve outra “leva” de filhos, sendo que vários, se não todos, se mudaram para a região da Altkolonie no RGS… Em outro registro, que não tenho memorizado, aparecem os nomes dos pais de Frederico Jacob/Jacó [que em Niederhausen an der Nahe deve estar registrado como Friedrich Jakob, com “k” – Quer ver onde fica esta Niederhausen (Nahe)? Note que se escreve o nome do rio junto ao qual ela existe pois tem outras comunidades com este nome na Alemanha… então aqui vai um link: https://de.wikipedia.org/wiki/Niederhausen_%28Nahe%29 Mas olhe aqui também: http://www.niederhausennahe.de/ (saiba que a terra de nossos antepassados é terra do vinho, não tanto da cerveja… e estas videiras remontam ao tempo quando os romanos invadiram aquela região, trazendo consigo as videiras e o consumo do vinho… basicamente os francos, que é a nossa tribo, do lado alemão permaneceram falando a língua ancestral, mas os irmãos e as irmãs do lado francês adotaram o latim, que resultou num dialeto regional, que deu no francês atual… Lembre que da miríada de dialetos germânicos, há somente alguns que são basicamente grupos de dialetos com as mesmas bases, as mesmas raízes, e estes dialetos antigos então correspondem à etnias diferentes que formam o povo alemão atual (por exemplo, os pomeranos são outro grupo étnico e sua língua tem bem outra história); o nosso alemão regional gaúcho bem como variantes da mesma sepa falado em SC, PR, ES, Argentina e Paraguai tem suas raízes mais profundas na região que na atualidade forma o estado da Renânia-Palatinado, uma construção moderna de estado (lembre que os Bepplers de Niederhausen an der Nahe já foram Prussianos, Bavieros, e até franceses quando das façanhas mirabolantes do Napoleão Bonaparte…

by Riograndenser Hunsrückisch.