Üwich Weihnachtsblume

Die Weihnachtsblume (wissenschaftlich, im Latinische: Scadoxus multiflorus)

Paul Beppler: Bittschön, Mama, ich hätt noch en Froch für dich, bevoar ich das Telefon ufflehn. Wesst du unser typische rot unn runde Weihnachtsblume, ijo gell?! Naja, könntscht du mear mol soohn obst du die Blume schon gekennt host, ei voar siebtzich Johre zurück, wies du noch en klenes Mädche woorst? orrer woar das etwas, wost du nuar später in deiem Lewe, wolle ma’ soohn, wennst du schon mit dem Pabba geheiradt woorst, wie etwas neies unn „modernes“ für se siehn kriest host, etwas, wo dann nuar später in unser Reschion, in das Neikolonie-Gebiet renkomm iss?

Selma Beppler: Neh, die Weihnachtsblume homma jo schon immer gehat, seit die Zeide wie ich noch en klenes Kind woor; all die Leit bei uns harre jo die Blume. Naja, ich eh, ich honn die immer gekennt als Weihnachtsblum, gell?! Awer, das iss alles dem noh wie die Leit ooch der Noome gewe, gell?! Weil für die en Weihnachtsblum se sin, hot die en extra Tooch, wo die geplanz muss gewe, unn Wasser gewe, dann hots, tut se blühe uff der Weihnachtstooch.

Sobre o nome do idioma português no alemão regional brasileiro Hunsrückisch: Bräsiljoonisch

A língua portuguesa falada no Brasil se chama “brasileiro” ou Bräsiljoonisch em Hunsrückisch

Portugal se escreve igualzinho como em português tanto no alemão-padrão bem como em nosso dialeto regional Hunsrückisch brasileiro. No entanto, o nome da língua portuguesa, esse difere em nosso alemão Hunsrückisch (traduzido/adaptado, abrasileirado como hunsriqueano, aliás uma designação bastante recente e desconhecida pela vastíssima maioria de falantes nativos dessa língua minoritária do Brasil) tanto do alemão oficial como do idioma português: No alemão oficial se diz Portugiesisch [pronunciar: /por-tu-guí-six/] ou das Portugiesische; sendo que no próprio português é o português, o idioma português ou a língua portuguesa; já no nosso Hunsrückisch, certamente na forte e prevalente vertente riograndense do mesmo, a designação Bräsiljoonisch predominou ao longo da história de quase dois séculos de existência dessa língua germânica que se desenvolveu singular e organicamente no Brasil e adentrando até mesmo outros países vizinhos da América do sul. Como pronunciar Bräsiljoonisch? Assim: /brês-sil-ió-nix/, com ênfase na terceira vogal, ou seja no /ó/ (representado graficamente por oo). Em tempos recentes, considerando-se a drástica recessão do nosso idioma, haja vista a influência preponderante da língua nacional sobre nossos falares regionais e minoritários, mais e mais falantes nativos de nosso dialeto falam Brasiljoonisch, pronunciado /brás-sil-ió-nix/ — pois bem, seja isso como for, cedo ou tarde será levantada a seguinte pergunta: ora, mas se a língua nacional do Brasil se chama Bräsiljoonisch na nossa língua materna, como se chama nela a língua falada em Portugal, internacionalmente também conhecida por português continental? Ora é fácil, ela chama-se Portogääsisch [pron.: /por-to-guê-six/, com ênfase na terceira vogal, no /guê/]. Além disso, vale notar ainda que mais e mais falantes do Riograndenser Hunsrückisch vêm sim utilizando o termo Portogääsisch em vez de Bräsiljoonisch ou Brasiljoonisch, especialmente indivíduos de perfil mais jovem e menos fluentes na língua ancestral, isso se dá justamente devido a hegemonia da língua oficial de nosso país. Além disso, tem outra coisa, não é de todo desconhecido na Europa de língua alemã, especialmente na Alemanha, o uso do nome Brasilianisch para designar a nossa língua nacional, mas aí são certos segmentos, certas esferas digamos específicas ou de certa forma marginais dentro do contexto geral do idioma alemão-padrão prevalente.

Nomes de cidades da Alemanha muitas vezes diferem drasticamente entre o português de Portugal e o português do Brasil. Por exemplo, no Brasil a gente frequentemente lê em jornais o nome da cidade alemã Frankfurt am Main, grafado igualzinho como se escreve no alemão; já em Portugal o correto é Francoforte do Meno, uma designação totalmente desconhecida pela maioria dos brasileiros. Bom, primeiramente precisamos entender que existem outras cidades alemãs chamadas Frankfurt, muito embora nenhuma delas ganhe tamanho destaque como o grande centro financeiro da Alemanha, Frankfurt am Main, daí a necessidade de se explicitar am Main (muitas vezes abreviado a.M.). Depois vale saber que (der) Main é o nome de um rio, ao longo do qual estão situadas importantes e históricas cidades alemãs, e também Frankfurt am Main. Mas quando a gente no Brasil se refere a esse rio, geralmente apela-se sim à tradução, ou seja: o rio Meno. Certos nomes de cidades ou regiões da Alemanha podem ganhar variantes diferentes em diferentes idiomas (por exemplo Bayern no inglês é Bavaria, seu antigo nome em latim; no português é Baviera, porém no sul do Brasil é bem mais comum a designação latina antiga, ou seja Bavária). Já outras regiões, por força de uso, por tradição, permanecem sempre no alemão (por exemplo a região do Hunsrück, uma região não políticamente constituida de montanha baixas pré-alpinas situada principalmente no estado de Renânia-Palatinado, ou Rheinland-Pfalz, mas extendendo-se inclusive em porções de territórios de estados vizinho; pois então, a designação Hunsrück não se traduz nem no inglês, nem no português, nem espanhol – existindo sim a corruptela “Hunsrik” no sul do Brasil, o qual ocorre mais do que nada por causa do analfabetismo em alemão, não no português mas sim no alemão; ainda, além disso, vale mencionar que existe uma longa tradição de se transcrever o umlaut ü como eu, ou seja Hunsrück fica Hunsrueck – aparentemente isso surgiu anos atrás quando as pessoas escreviam com máquinas de escrever que não tinham em seu teclaro o caractére ü que não existe em inglês, em espanhol, em português, etc). De passagem, enquanto às diferenças de nomes entre Brasil e Portugal, ficar por aí brigando nas redes sociais ou outros pontos da internet, como no projeto enciclopédico livre chamado Wikipédia, sobre o que é certo ou mais certo, et cetera é na realidade pura perda de tempo! O importante é a gente compreender que existem diferenças e cada um que se alinhe de acordo com o que achar melhor pessoalmente e/ou dentro de seu devido espaço de atuação. Se a gente for reparar bem, muitos dos nomes de cidades e mesmo de regiões da Alemanha possuem desde a antiguidade uma versão de seu nome em latim, sendo que o português continental geralmente se alinha mais a essas versões. Lembrando que além da profunda influência histórica do latim sobre a língua alemã, o latim na atualidade, mesmo sendo tecnicamente considerada uma língua morta, é uma das línguas mais estudadas na Alemanha. O latim no alemão-standard é chamado de das Latein [pron.: /la-táin/] – mas faremos bem ao observar que falantes do Riograndenser Hunsrückisch, apesar de conhecerem, geralmente, o nome do latim em alemão-padrão, não raro na realidade dizem das Latin [pron.: /lad-dín/], e logo, lateinisch fica latinisch [pron.: /lad-dí-nisch/]. Aqui vale prestar atenção para não se precipitar e logo ir concluindo que isso se trate de influência do português – não o é! Aliás, como bem o comprovam os antigos dicionários de dialetos de Pfälzisch/Pälzisch (palatino) e Hessisch (hessiano).

Liewe Leite, halt eich munter! / Fiquem bem, minha querida gente!

-Paul Beppler, Gründer unn Administratoar von der Riograndenser Hunsrückische Dialekt-Kommunität im Facebook / Fundador e administrador da comunidade de dialeto hunsriqueano riograndense no Facebook