En Mensch werre …

“Du wearscht im Lewe! Und do braucht ma Zeit dafoar – für se weare. Dodrum tut das öftersch net passiere mit Leit wo sich leicht verbreche losse, orrer wo scharfe Ecke an sich honn, orrer wo müsse immer zu viel beschützt weare. Meeschtens, wie du en echter Mensch im Lewe bleibst, do sin jo next all deine Hoare schon abgefall- und deine Aue, die tun dir raus falle und von dein Fratz enfach runner hänge – und deine Gelenk-Verbinnunge, die bleibe ganz los und wacklich. Achtung: Du warscht ganz, ganz schäbich aussiehn. Awer das sin jo Dings wo dann goor neemeh als wie wichtich zähle tun – das heisst dass wies du en echter Mensch im Lewe wearschst, do kannst du enfach netmehr en egliche Person sin – mit dem Ausnoome von, und norre zu, denne Leit wo die Sache enfach net verschtehn könne.”

Aus Margery Williams ihrem Buch “Velveteen Rabit” (Der Buchtitel, freilich vom Englisch-Sproch üwersetzt hesst das: Baumwollsammet*-Hoos; in Deitschland wurd es veröffentlicht wie: “Der Kuschelhase oder wie die Dinge wirklich werre”) / Diese Übertragung und Adaptation dohie wo ins Riograndenser Hunsrückisch ist, honn ich Paul Beppler vertich geschaft am 31. Oktober 2013 in Seattle, Washington – United States / Estados Unidos.

*Baumwollsamt: Sammet hesst en pelzich-aussiehende fein und wooiche Stoff, wo uwehin zoohrt wie man das mit seine Hände spiere und bereehre tut.

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RADAU

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Siehe DUDEN: Radau

Wer von euch Deutschbrasilianern/Innen kennt noch das Wort RADAU? Ich habe es in meinem Kopf von Kinderzeit an … Wie ich ein Teenager wurde, sind ich dann permanent weg von Derheem und von meiner Gemeinde. Nicht viel später, auswanderte ich hierher nach Nordamerika. Nach mehreren Jahren, wie ich schon längst flüssig in Englisch geworden war, habe ich das Wort Ratau wieder gehört, dieses Mal in einem Liedchen aus Deutschland “Die Vögel machen viel Radau …” (Screen Shot 2013-10-24 at 11.35.10 AM

Quem de vocês teutobrasileiros/as ainda conhece a palavra RADAU? Eu a tenho em minha cabeça desde meus tempos de criança … Quando me tornei adolescente, eu saí de casa permanentemente, para longe de minha casa e de minha comunidade. Não muito tempo depois eu me mudei para cá, para a América do Norte. Passados muitos anos, quando eu já tinha alcançado fluência no inglês, eu escutei outra vez a palavra Radau, desta vez em uma cançãozinha da Alemanha (Vogelhochzeit / Casamento de passarinhos). E então, como me acontece em situações similares, brotou outra vez em meu coração esta palavra, imediatamente doce e querida – certamente dado o contexto dessa maravilhosa e encantadora canção infantil. Aí a gente pode até se admirar: O que é que há em tais palavras? E porquê a nossa língua materna, mesmo depois de tanto tempo, ainda consegue nos comover tão profundamente, podendo sempre nos ser tão preciosa e bela?

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Who of you, my fellow German-Brazilians still know the word RADAU? I have it in my head since my childhood … When I became an adolescent, I moved far away from my home and my community. Not long after that a moved here to North America. After many years had past, when I already had achieved fluency in the English language, I heard the word Radau again, this time in a little song from Germany called Vogelhochzeit or Bird Wedding. And then, as it often happens in similar situations, all of a sudden this word resprouted in my heat, immediately sweet and dear – no doubt, given the context of this wonderful and charming children’s song. And so, this can really drive a person to ponder: What is it then with such words? And why can our mother tongue, even after such a long time, continue to touch us so deeply, and still be so beautiful and precious to us?

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Die Allgemeine Erklärung der Sprachenrechte (Barcelona, Juni 1996)

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Declaração Universal dos Direitos Linguísticos
(Allgemeine Erklärung der Sprachenrechte)
Barcelona, Junho de 1996.

 

INTRODUÇÃO

As instituições e organizações não governamentais signatárias da presente Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, reunidas em Barcelona de 6 a 9 de Junho de 1996,

Considerando que a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, que afirma no seu preâmbulo “a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade dos direitos dos homens e das mulheres”; e que no seu artigo 2.º estabelece que “todos têm todos os direitos e todas as liberdades”, sem distinção “de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou qualquer outra condição”;

Considerando o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, de 16 de Dezembro de 1966 (artigo 27.º), e o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais, da mesma data, que nos respectivos preâmbulos declaram que o ser humano não pode ser livre se não forem criadas as condições que lhe permitam fruir tanto dos seus direitos civis e políticos, como dos seus direitos económicos, sociais e culturais;

Considerando a Resolução 47/135, de 18 de Dezembro de 1992, da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que adopta a Declaração sobre os direitos das pessoas pertencentes a minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas;

Considerando as declarações e as convenções do Conselho da Europa, como a Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, de 4 de Novembro de 1950 (artigo 14.º); a Convenção do Conselho de Ministros do Conselho da Europa, de 29 de Junho de 1992, na qual foi aprovada a Carta Europeia sobre as línguas regionais ou minoritárias; a Declaração da Cimeira do Conselho da Europa, de 9 de Outubro de 1993, sobre as minorias nacionais; e a Convenção-quadro para a protecção das minorias nacionais, de Novembro de 1994;

Considerando a Declaração de Santiago de Compostela do PEN Internacional e a Declaração de 15 de Dezembro de 1993 do Comité de Tradução e Direitos Linguísticos do PEN Internacional sobre a proposta de realização de uma Conferência Mundial de Direitos Linguísticos;

Considerando que na Declaração do Recife (Brasil), de 9 de Outubro de 1987, o XXII Seminário da Associação Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação Intercultural recomenda às Nações Unidas que tomem as medidas necessárias à adopção e aplicação de uma Declaração Universal dos Direitos Linguísticos;

Considerando a Convenção número 169 da Organização Internacional do Trabalho, de 26 de Junho de 1989, relativa aos povos indígenas em países independentes;

Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Colectivos dos Povos, aprovada em Maio de 1990 em Barcelona, declara que todos os povos têm direito a exprimir e a desenvolver a sua cultura, a sua língua e as suas normas de organização e, para o fazerem, a dotarem-se de estruturas políticas, educativas, de comunicação e de administração pública próprias, em quadros políticos diferentes;

Considerando a Declaração Final da Assembleia Geral da Federação Internacional de Professores de Línguas Vivas, aprovada em Pécs (Hungria) em 16 de Agosto de 1991, que recomenda que os direitos linguísticos sejam considerados direitos fundamentais do homem;

Considerando o relatório da Comissão dos Direitos Humanos do Conselho Económico e Social das Nações Unidas, de 20 de Abril de 1994, sobre o texto provisório da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, declaração em que os direitos individuais são considerados à luz dos direitos colectivos;

Considerando o texto provisório da Declaração da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre os direitos dos povos indígenas, aprovado na 1278.ª sessão, de 18 de Setembro de 1995;

Considerando que a maioria das línguas ameaçadas do mundo pertencem a comunidades não soberanas e que dois dos principais factores que impedem o desenvolvimento destas línguas e aceleram o processo de substituição linguística são a ausência de autogoverno e a política de Estados que impõem a sua estrutura político-administrativa e a sua língua;

Considerando que a invasão, a colonização e a ocupação, assim como outros casos de subordinação política, económica ou social, implicam frequentemente a imposição directa de uma língua estrangeira ou a distorção da percepção do valor das línguas e o aparecimento de atitudes linguísticas hierarquizantes que afectam a lealdade linguística dos falantes; e considerando que, por esses motivos, mesmo as línguas de alguns povos que acederam à soberania se confrontam com um processo de substituição linguística decorrente de uma política que favorece a língua das antigas colónias e das antigas potências colonizadoras;

Considerando que o universalismo deve assentar numa concepção da diversidade linguística e cultural que se imponha simultaneamente às tendências homogeneizadoras e às tendências para o isolamento enquanto factor de exclusão;

Considerando que para garantir a convivência entre comunidades linguísticas é necessário encontrar princípios de carácter universal que permitam assegurar a promoção, o respeito e o uso social público e privado de todas as línguas;

Considerando que diversos factores de natureza extralinguística (políticos, territoriais, históricos, demográficos, económicos, socioculturais, sociolinguísticos e relacionados com comportamentos colectivos) geram problemas que provocam o desaparecimento, a marginalização e a degradação de numerosas línguas, e que se torna portanto necessário que os direitos linguísticos sejam considerados sob uma perspectiva global, para que se possam aplicar em cada caso as soluções específicas adequadas;

Conscientes de que é necessária uma Declaração Universal dos Direitos Linguísticos que permita corrigir os desequilíbrios linguísticos com vista a assegurar o respeito e o pleno desenvolvimento de todas as línguas e estabelecer os princípios de uma paz linguística planetária justa e equitativa, como factor fundamental da convivência social;

DECLARAM

PREÂMBULO

A situação de cada língua, tendo em conta as considerações prévias, é o resultado da confluência e da interacção de uma multiplicidade de factores: político-jurídicos; ideológicos e históricos; demográficos e territoriais; económicos e sociais; culturais; linguísticos e sociolinguísticos; interlinguísticos; e, finalmente, subjectivos.

Mais concretamente, a situação actual caracteriza-se por:

— A tendência secular e unificadora da maioria dos Estados para reduzir a diversidade e favorecer atitudes contrárias à pluralidade cultural e ao pluralismo linguístico.
— O processo de mundialização da economia e, consequentemente, do mercado da informação, da comunicação e da cultura, que afecta as esferas de relação e as formas de interacção que garantem a coesão interna de cada comunidade linguística.
— O modelo economicista de crescimento promovido pelos grupos económicos transnacionais, que pretende identificar a desregulação com o progresso e o individualismo competitivo com a liberdade, o que gera graves e crescentes desigualdades económicas, sociais, culturais e linguísticas.
As ameaças que actualmente impendem sobre as comunidades linguísticas, devido à ausência de autogoverno, a uma população reduzida ou parcial ou inteiramente dispersa, a uma economia precária, a uma língua não codificada, ou a um modelo cultural oposto ao predominante, levam a que muitas línguas não possam sobreviver e desenvolver-se se não forem tidos em conta os seguintes objectivos fundamentais:
— Numa perspectiva política, conceber uma organização da diversidade linguística que permita a participação efectiva das comunidades linguísticas neste novo modelo de crescimento,
— Numa perspectiva cultural, tornar o espaço de comunicação mundial plenamente compatível com a participação equitativa de todos os povos, de todas as comunidades linguísticas e de todas as pessoas no processo de desenvolvimento.
— Numa perspectiva económica, promover um desenvolvimento duradouro baseado na participação de todos e no respeito pelo equilíbrio ecológico das sociedades e por relações equitativas entre todas as línguas e culturas.
Por todas estas razões, esta Declaração toma como ponto de partida as comunidades linguísticas e não os Estados, e inscreve-se no quadro do reforço das instituições internacionais capazes de garantir um desenvolvimento duradouro e equitativo para toda a humanidade, e tem como finalidade favorecer um quadro de organização política da diversidade linguística baseado no respeito, na convivência e no benefício recíprocos.

TÍTULO PRÉVIO

Conceitos

Artigo 1.º
1. Esta Declaração entende por comunidade linguística toda a sociedade humana que, radicada historicamente num determinado espaço territorial, reconhecido ou não, se identifica como povo e desenvolveu uma língua comum como meio de comunicação natural e de coesão cultural entre os seus membros. A denominação língua própria de um território refere-se ao idioma da comunidade historicamente estabelecida neste espaço.
2. Esta Declaração parte do princípio de que os direitos linguísticos são simultaneamente individuais e colectivos, e adopta como referência da plenitude dos direitos linguísticos, o caso de uma comunidade linguística histórica no respectivo espaço territorial, entendendo-se este não apenas como a área geográfica onde esta comunidade vive, mas também como um espaço social e funcional indispensável ao pleno desenvolvimento da língua. É com base nesta premissa que se podem estabelecer, em termos de uma progressão ou continuidade, os direitos que correspondem aos grupos linguísticos mencionados no ponto 5 deste artigo e os das pessoas que vivem fora do território da sua comunidade.
3. Para os efeitos desta Declaração, entende-se que se encontram no seu próprio território e pertencem a uma mesma comunidade linguística as colectividades que:
i. se encontram separadas do núcleo da sua comunidade por fronteiras políticas ou administrativas;
ii. se encontram historicamente radicadas num espaço geográfico reduzido, rodeado pelos membros de outras comunidades linguísticas; ou
iii. se encontram estabelecidas num espaço geográfico que partilham com os membros de outras comunidades linguísticas com antecedentes históricos semelhantes.
4. Para os efeitos desta Declaração, consideram-se igualmente como comunidades linguísticas no interior do seu próprio território histórico os povos nómadas nas suas áreas históricas de deslocação e os povos de fixação dispersa.
5. Esta Declaração considera como grupo linguístico toda a colectividade humana que partilhe uma mesma língua e esteja radicada no espaço territorial de outra comunidade linguística, mas não possua antecedentes históricos equivalentes, como é o caso dos imigrantes, dos refugiados, dos deportados, ou dos membros das diásporas.

Artigo 2.º
1. Esta Declaração considera que, nos casos em que diferentes comunidades e grupos linguísticos coabitam num mesmo território, o exercício dos direitos formulados nesta Declaração deve reger-se pelo respeito entre todos e dentro das máximas garantias democráticas.
2. Com vista a estabelecer um equilíbrio sociolinguístico satisfatório, ou seja, a articulação adequada entre os direitos destas comunidades e destes grupos linguísticos e os das pessoas que os compõem, há que ter em conta, além dos seus antecedentes históricos e da sua vontade democraticamente expressa, factores que podem aconselhar um tratamento compensador que permita restabelecer o equilíbrio: o carácter forçado das migrações que levaram à coabitação de diferentes comunidades e grupos, ou o seu grau de precaridade política, socioeconómica e cultural.

Artigo 3.º
1. Esta Declaração considera como direitos individuais inalienáveis que devem ser exercidos em todas as situações os seguintes:
o direito a ser reconhecido como membro de uma comunidade linguística;
o direito ao uso da língua em privado e em público;
o direito ao uso do próprio nome;
o direito a relacionar-se e associar-se com outros membros da comunidade linguística de origem;
o direito a manter e desenvolver a própria cultura;
e todos os outros direitos de carácter linguístico reconhecidos no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 16 de Dezembro de 1966 e no Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais da mesma data
2. Esta Declaração considera que os direitos colectivos dos grupos linguísticos podem incluir ainda, em acréscimo aos estabelecidos no número anterior, e de acordo com as especificações do ponto 2 do artigo 2.º:
o direito ao ensino da própria língua e da própria cultura;
o direito a dispor de serviços culturais;
o direito a uma presença equitativa da língua e da cultura do grupo nos meios de comunicação;
o direito a serem atendidos na sua língua nos organismos oficiais e nas relações socioeconómicas.
3. Os direitos das pessoas e dos grupos linguísticos mencionados anteriormente não devem representar qualquer obstáculo à sua interrelação e à integração na comunidade linguística de acolhimento, nem qualquer limitação dos direitos desta comunidade ou dos seus membros ao pleno uso público da própria língua na totalidade do seu espaço territorial.

Artigo 4.º
1. Esta Declaração considera que as pessoas que se deslocam e fixam residência no território de uma comunidade linguística diferente da sua têm o direito e o dever de manter com ela uma relação de integração. Por integração entende-se uma socialização adicional destas pessoas por forma a poderem conservar as suas características culturais de origem, ao mesmo tempo que compartilham com a sociedade que as acolhe as referências, os valores e os comportamentos que permitirão um funcionamento social global, sem maiores dificuldades que as experimentadas pelos membros da sociedade de acolhimento.
2. Por outro lado, esta Declaração considera que a assimilação — entendida como a aculturação das pessoas na sociedade que as acolhe, de tal maneira que substituam as suas características culturais de origem pelas referências, pelos valores e pelos comportamentos próprios da sociedade de acolhimento — em caso nenhum deve ser forçada ou induzida, antes sendo o resultado de uma opção plenamente livre.

Artigo 5.º
Esta Declaração baseia-se no princípio de que os direitos de todas as comunidades linguísticas são iguais e independentes do seu estatuto jurídico ou político como línguas oficiais, regionais ou minoritárias. Designações tais como língua regional ou minoritária não são usadas neste texto porque, apesar de em certos casos o reconhecimento como língua minoritária ou regional poder facilitar o exercício de determinados direitos, a utilização destes e doutros  adjectivos serve frequentemente para restringir os direitos de uma comunidade linguística.

Artigo 6.
Esta Declaração exclui que uma língua possa ser considerada própria de um território unicamente por ser a língua oficial do Estado ou ser tradicionalmente utilizada nesse território como língua de administração ou de certas actividades culturais.

TÍTULO PRIMEIRO

Princípios gerais

Artigo 7.º
1. Todas as línguas são a expressão de uma identidade colectiva e de uma maneira distinta de apreender e descrever a realidade, pelo que devem poder beneficiar das condições necessárias ao seu desenvolvimento em todas as funções.
2. Cada língua é uma realidade constituída colectivamente e é no seio de uma comunidade que ela está disponível para o uso individual como instrumento de coesão, identificação, comunicação e expressão criadora.

Artigo 8.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm o direito de organizar e gerir os seus próprios recursos, com vista a assegurarem o uso da sua língua em todas as funções sociais.
2. Todas as comunidades linguísticas têm o direito de dispor dos meios necessários para assegurarem a transmissão e a projecção futuras da língua.

Artigo 9.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a codificar, estandardizar, preservar, desenvolver e promover o seu sistema linguístico, sem interferências induzidas ou forçadas.

Artigo 10.º
1. Todas as comunidades linguísticas são iguais em direito.
2. Esta Declaração considera inadmissíveis as discriminações contra as comunidades linguísticas baseadas em critérios como o seu grau de soberania política, a sua situação social, económica ou qualquer outra, ou o nível de codificação, actualização ou modernização alcançado pelas suas línguas.
3. Em aplicação do princípio da igualdade, devem ser tomadas as medidas indispensáveis para que esta igualdade seja real e efectiva.

Artigo 11.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a beneficiar dos meios de tradução nos dois sentidos que garantam o exercício dos direitos constantes desta Declaração.

Artigo 12.º
1. No domínio público, todos têm o direito de desenvolver todas as actividades na sua língua, se for a língua própria do território onde residem.
2. No plano pessoal e familiar, todos têm o direito de usar a sua língua.

Artigo 13.º
1. Todas têm direito a aceder ao conhecimento da língua própria da comunidade onde residem.
2. Todos têm direito a serem poliglotas e a saberem e usarem a língua mais apropriada ao seu desenvolvimento pessoal ou à sua mobilidade social, sem prejuízo das garantias previstas nesta Declaração para o uso público da língua própria do território.

Artigo 14.º
As disposições desta Declaração não podem ser interpretadas nem utilizadas em detrimento de qualquer norma ou prática do regime interno ou internacional mais favorável ao uso de uma língua no território que lhe é próprio.

TÍTULO SEGUNDO

Regime linguístico geral

Secção I

Administração pública e organismos oficiais

Artigo 15.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm direito a que a sua língua seja utilizada como língua oficial dentro do seu território.
2. Todas as comunidades linguísticas têm direito a que as acções judiciais e administrativas, os documentos públicos e privados e as inscrições em registos públicos realizados na língua própria do território sejam válidos e eficazes, e ninguém possa alegar o desconhecimento dessa língua.

Artigo 16.º
Todo o membro de uma comunidade linguística tem direito a exprimir-se e a ser atendido na sua língua, nas suas relações com os serviços dos poderes públicos ou das divisões administrativas centrais, territoriais, locais e supraterritoriais aos quais pertence o território de que essa língua é própria.

Artigo 17.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm direito a dispor e a obter na sua língua toda a documentação oficial, qualquer que seja o suporte (papel, informático, ou outro), nas relações respeitantes ao território de que essa língua é própria.
2. Os poderes públicos devem dispor de formulários, impressos e modelos, em papel, suporte informático, ou outro, nas línguas territoriais, e colocá-los à disposição do público nos serviços respeitantes aos territórios de que cada língua é própria.

Artigo 18.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm direito a que as leis e outras disposições jurídicas que lhes digam respeito sejam publicadas na língua própria do território.
2. Os poderes públicos em cujo âmbito de actuação exista mais de uma língua territorialmente histórica devem publicar todas as leis e outras disposições de carácter geral nessas línguas, independentemente de os seus falantes compreenderem outras línguas.

Artigo 19.º
1. As Assembleias de representantes devem adoptar como oficiais a língua ou as línguas historicamente faladas no território que representam.
2. Este direito é extensivo às línguas das comunidades de fixação dispersa referidas no artigo 1.º, n.º 4.

Artigo 20.º
1. Todos têm direito a utilizar oralmente e por escrito, nos Tribunais de Justiça, a língua historicamente falada no território onde estão situados. Os Tribunais devem utilizar a língua própria do território nas suas acções internas e se, por força da organização judicial do Estado, o procedimento prosseguir fora do lugar de origem, deverá manter-se a utilização da língua de origem.
2. De qualquer maneira, todos têm direito a serem julgados numa língua que sejam capazes de compreender e possam falar, ou a obterem gratuitamente um intérprete.

Artigo 21.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a que as inscrições nos registos públicos sejam feitas na língua própria do território.

Artigo 22.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a que os documentos notariais ou oficiais emitidos por funcionários que exerçam a autoridade pública sejam redigidos na língua própria do território onde o notário ou o funcionário autorizado tem oficialmente a sua sede.

Secção II

Ensino
Artigo 23.º
1. O ensino deve contribuir para fomentar a capacidade de auto-expressão linguística e cultural da comunidade linguística do território onde é ministrado.
2. O ensino deve contribuir para a manutenção e o desenvolvimento da língua falada pela comunidade linguística do território onde é ministrado.
3. O ensino deve estar sempre ao serviço da diversidade linguística e cultural, e das relações harmoniosas entre as diferentes comunidades linguísticas do mundo inteiro.
4. No quadro dos princípios anteriores, todos têm direito a aprender qualquer língua.

Artigo 24.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a decidir qual deve ser o grau de presença da sua língua, como língua veicular e como objecto de estudo, em todos os níveis de ensino no interior do seu território: pré-escolar, primário, secundário, técnico e profissional, universitário e formação de adultos.

Artigo 25.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a dispor de todos os recursos humanos e materiais necessários para alcançar o grau desejado de presença da sua língua em todos os níveis de ensino no interior do seu território: professores devidamente formados, métodos pedagógicos adequados, manuais, financiamento, edifícios e equipamentos, meios tecnológicos tradicionais e inovadores.

Artigo 26.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a um ensino que permita a todos os seus membros adquirirem o perfeito conhecimento da sua própria língua, com as diversas capacidades relativas a todos os domínios de uso da língua habituais, bem como o melhor conhecimento possível de qualquer outra língua que desejem aprender.

Artigo 27.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a um ensino que permita aos seus membros o conhecimento das línguas ligadas à sua própria tradição cultural, tais como as línguas literárias ou sagradas, usadas antigamente como línguas habituais da sua comunidade.

Artigo 28.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a um ensino que permita aos seus membros adquirirem um conhecimento profundo do seu património cultural (história e geografia, literatura e outras manifestações da própria cultura), assim como o melhor conhecimento possível de qualquer outra cultura que desejem conhecer.

Artigo 29.º
1. Todos têm direito ao ensino na língua própria do território onde residem.
2. Este direito não exclui o direito de acesso ao conhecimento oral e escrito de qualquer língua que lhes sirva de instrumento de comunicação com outras comunidades linguísticas.

Artigo 30.º
A língua e a cultura de cada comunidade linguística devem ser objecto de estudo e de investigação a nível universitário.

Secção III

Onomástica

Artigo 31.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a preservar e usar em todos os domínios e ocasiões o seu sistema onomástico.

Artigo 32.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm direito a fazer uso dos topónimos na língua própria do território, tanto no que respeita às utilizações orais e escritas, como nos domínios privados, públicos e oficiais.
2. Todas as comunidades linguísticas têm direito a fixar, preservar a rever a toponímia autóctone. Esta não pode ser suprimida, alterada ou adaptada arbitrariamente, nem pode ser substituída em caso de mudanças de conjuntura política ou outras.

Artigo 33.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a designarem-se a si próprias na sua língua. Consequentemente, qualquer tradução para outras línguas deve evitar denominações confusas ou pejorativas.

Artigo 34.º
Todos têm direito ao uso do seu antropónimo na sua própria língua e em todos os domínios de utilização, bem como a uma transcrição fonética para outro sistema gráfico, quando necessário, tão fiel quanto possível.

Secção IV

Meios de comunicação e novas tecnologias

Artigo 35.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a decidir qual deve ser o grau de presença da sua língua nos meios de comunicação do seu território, tanto nos locais e tradicionais, como nos de maior difusão e de tecnologia mais avançada, independentemente do sistema de difusão ou de transmissão utilizado.

Artigo 36.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a dispor de todos os meios humanos e materiais necessários para assegurar o grau desejado de presença da sua língua e de auto-expressão cultural nos meios de comunicação do seu território: pessoal devidamente formado, financiamento, edifícios e equipamentos, meios tecnológicos tradicionais e inovadores.

Artigo 37.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a obter, através dos meios de comunicação, um conhecimento profundo do seu património cultural (história e geografia, literatura e outras manifestações da própria cultura), assim como o máximo de informação possível sobre qualquer outra cultura que os seus membros desejem conhecer.

Artigo 38.º
Todas as línguas e todas as culturas das comunidades linguísticas devem receber um tratamento equitativo e não discriminatório nos conteúdos dos meios de comunicação do mundo inteiro.

Artigo 39.º
As comunidades descritas no artigo 1.º, n.ºs 3 e 4, desta Declaração, assim como os grupos mencionados no n.º 5 do mesmo artigo, têm direito a uma representação equitativa da sua língua nos meios de comunicação do território onde se fixaram ou para onde se deslocam. O exercício deste direito deve estar em harmonia com o exercício dos direitos próprios dos outros grupos ou comunidades linguísticas do território.

Artigo 40.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a dispor, no campo da informática, de equipamentos adaptados ao seu sistema linguístico e de utensílios e produtos na sua língua, a fim de aproveitarem ao máximo as potencialidades oferecidas por estas tecnologias no que respeita à auto-expressão, à educação, à comunicação, à edição, à tradução e, em geral, ao tratamento da informação e à difusão cultural.

Secção V

Cultura

Artigo 41.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm direito a usar a sua língua e a mantê-la e promovê-la em todas as formas de expressão cultural.
2. O exercício deste direito deve poder ser plenamente assegurado sem que o espaço da comunidade em questão seja ocupado de forma hegemónica por uma cultura estrangeira.

Artigo 42.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a desenvolverem-se plenamente no seu próprio domínio cultural.

Artigo 43.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito ao acesso às obras produzidas na sua língua.

Artigo 44.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito ao acesso às programações interculturais, mediante a difusão de uma informação suficiente, e ao apoio às actividades de ensino da língua a estrangeiros, ou de tradução, de dobragem, de pós-sincronização e de legendagem.

Artigo 45.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a que a língua própria do território ocupe um lugar de primazia nas manifestações e serviços culturais, tais como bibliotecas, videotecas, cinemas, teatros, museus, arquivos, produção informática, folclore, indústrias culturais e todas as outras formas de expressão que derivem da realidade cultural.

Artigo 46.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito à preservação do seu património linguístico e cultural, incluindo as manifestações materiais, como por exemplo, os fundos documentais, a herança artística, arquitectónica e monumental e a presença epigráfica da sua língua.

Secção VI

Esfera socioeconómica

Artigo 47.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm direito a estabelecer o uso da sua língua em todas as actividades socioeconómicas no interior do seu território.
2. Qualquer membro de uma comunidade linguística tem o direito de dispor na sua língua de todos os meios necessários ao exercício da actividade profissional, como por exemplo, documentos e livros de consulta, instruções, formulários e equipamentos, utensílios e programas informáticos.
3. A utilização de outras línguas neste domínio só é exigível na medida em que a natureza da actividade profissional desenvolvida o justificar. Em caso nenhum outra língua que tenha aparecido mais recentemente pode subordinar ou suplantar o uso da língua própria do território.

Artigo 48.º
1. No território da comunidade linguística, todos têm o direito de usar a sua língua, com plena validade jurídica, nas transacções económicas de qualquer tipo, como por exemplo, a compra-venda de bens e serviços, as operações bancárias, os seguros, os contratos de trabalho e outros.
2. Nenhuma cláusula destes actos privados pode excluir ou limitar o uso de uma língua no seu próprio território.
3. No território da comunidade linguística, todos têm o direito de dispor na sua língua dos documentos necessários à realização das operações mencionadas, como por exemplo, impressos, formulários, cheques, contratos, facturas, recibos, licenças, notas de encomenda e outros.

Artigo 49.º
No território da comunidade linguística, todos têm direito a usar a sua língua em todos os tipos de organizações socioeconómicas: laborais, sindicais, patronais, profissionais e associativas.

Artigo 50.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm direito a uma presença predominante da sua língua na publicidade, na rotulagem, na sinalização exterior e na imagem do país em geral.
2. No território da comunidade linguística, todos têm o direito de obter na sua língua uma informação completa, tanto oral como escrita, sobre os produtos e serviços propostos pelos estabelecimentos comerciais do território, como por exemplo, as instruções de utilização, os rótulos, as listas de ingredientes, a publicidade, as garantias e outros.
3. Todas as indicações públicas relativas à segurança dos cidadãos devem ser expressas na língua própria da comunidade linguística e em condições não inferiores às de qualquer outra língua.

Artigo 51.º
1. Todos têm o direito de usar a língua própria do território nas suas relações com as empresas, os estabelecimentos comerciais e as entidades privadas e de serem atendidos e obterem resposta nessa língua.
2. Todos têm direito, como clientes, consumidores, utentes, ou utilizadores, a serem informados, oralmente ou por escrito, na língua própria do território nos estabelecimentos abertos ao público.

Artigo 52.º
Todos têm direito a exercer as suas actividades laborais ou profissionais na língua própria do território, excepto se as funções inerentes ao posto de trabalho exigirem a utilização de outros idiomas, como no caso dos professores de línguas, dos tradutores, ou dos guias turísticos.

DISPOSIÇÕES ADICIONAIS

Primeira
Os poderes públicos devem tomar todas as medidas oportunas para a aplicação, no seu âmbito de actuação, dos direitos proclamados nesta Declaração. Mais concretamente, devem disponibilizar fundos internacionais de apoio ao exercício dos Direitos Linguísticos para as comunidades manifestamente carenciadas de recursos. Assim, os poderes públicos devem proporcionar o apoio necessário à codificação, à transcrição escrita, ao ensino das línguas das diversas comunidades e à sua utilização na administração.

Segunda
Os poderes públicos devem garantir que as autoridades, as organizações e as pessoas interessadas sejam informadas dos direitos e deveres correlativos decorrentes desta Declaração.

Terceira
Os poderes públicos devem prever, de acordo com as legislações vigentes, as sanções decorrentes da violação dos direitos linguísticos constantes desta Declaração.

DISPOSIÇÕES FINAIS

Primeira
Pinário da Associação Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação Intercultural recomenda às Nações Unidas que tomem as medidas necessárias à adopção e aplicação de uma Declaração Universal dos Direitos Linguísticos;
Considerando a Convenção número 169 da Organização Internacional do Trabalho, de 26 de Junho de 1989, relativa aos povos indígenas em países independentes;
Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Colectivos dos Povos, realizada em Maio de 1990 em Barcelona, declara que todos os povos têm direito a exprimir e a desenvolver a sua cultura, a sua língua e as suas normas de organização e, para o fazerem, a dotarem-se de estruturas políticas, educacionais, de comunicação e de administração pública próprias, em quadros políticos diferentes;
Considerando a Declaração Final da Assembleia Geral da Federação Internacional de Professores de Línguas Vivas, aprovada em Pécs (Hungria) em 16 de Agosto de 1991, que recomenda que os direitos linguísticos sejam consagrados direitos fundamentais.
Esta Declaração propõe a criação do Conselho das Línguas no seio das Nações Unidas. Compete à Assembleia Geral das Nações Unidas a criação e a definição deste Conselho, assim como a nomeação dos seus membros, e a criação do organismo de direito internacional que deve apoiar as comunidades linguísticas no exercício dos direitos reconhecidos nesta Declaração.

Segunda
Esta Declaração recomenda e promove a criação de uma Comissão Mundial de Direitos Linguísticos de natureza não oficial e de carácter consultivo, constituída por representantes de organizações não governamentais e de entidades ligadas ao direito linguístico.

Os signatários:

CONSULTANT BODIES

Association Internationale de Linguistique Appliquée
International Association of Applied Linguistic
Tove Skutnabb-Kangas, representant

Chaire UNESCO en aménagement linguistique
et didactique des langues
Université de Mons-Hainaut
Raymond Renard, coordinateur

Fédération Internationale des Professeurs de Langues Vivantes
Michel Candelier, président

Linguapax
György Szépe, representant

Literacy & Development Liaison Unit
Summer Institute of Linguistics
Clinton D. W. Robinson, director

Non-Governmental Agencies (NGOs

Commission Nationale de l’Office des Langues
Université de Burundi
Bujumbura. Burundi
Philippe Ntahombaye

Fondation Ndadaye Melchior pour les Droits de l’Homme,
la Démocratie et le Développement
Bujumbura. Burundi
Liboire Ngendahayo

Faculté des Lettres et des Sciences Humaines
Université du Benin
Togo. Benin
Issa Takassi

Centre d’Études des Langues Congolaises. CELCO
Brazzaville. Congo
Antoine Ndinga Oba
Paul Nzete

Commission Nationale Malgache pour l’UNESCO
Antananarivo. Madagascar
Julien Rakotonaivo

INDRAP
Faculté des Lettres et Sciences Humaines
Université Abdou Monouni
Niamey. Niger
Oumarou Issoufi Alzouma

Centre d’Études Linguistiques et Littéraires Francophones et Africanes (CELFA)
Université Michel de Montaigne
Bordeaux. France
Ngalasso Mwatha Musanji

Arxivo do Patrimonio Cultural
Ministério da Cultura, Juventude e Desportos
Maputo. Moçambique
Gabriel Simbine

Department of Linguistics
University of Zimbabwe
Harare. Zimbabwe
Herbert Chimhundu
Kumbirai Mkanganwi

Société Africaine d’Education et de Formation pour le Développement
Dakar-Fann. Sénégal
Yèro Sylla

MIEC
Colonon. Benin
Boniface Sangbohan

Institut National des Langues et Civilisations OrientalesINALCO
Paris. France
Mouloud Lounaouci

Department of Comparative Literature
New York University
New York. USA
Ngugi wa Thiong’o

Association des Juristes Berbéres de France
Bobigny. France
Mustapha Saadi
Malik Tagounit

Congrès Mondial Amazigh
Paris. France
Mabrouk Ferkal

Corporación de Desarrollo y Comunicaciones Mapuche Xeg-Xeg
Temuko. Chile
Francisco Caquilpan Lincuante, director

Asamblea del Pueblo Guaraní
Organización de las Comunidades Guaraní de Bolivia
Camirí. Bolivia
Nicolás Montero, presidente

Academia de las Lenguas Mayas de Guatemala
Guatemala
Santos Bladimiro de León Lorenzo, director
Rodrigo Chub Ical

Fundación Rigoberta Menchú Tum
Guatemala
Rigoberto Vázquez González, executive member

Programa de Formación de Maestros Bilingües del Perú
Instituto Superior Pedagógico Loreto
Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana
Iquitos. Perú
Rosa Alicia Escobar
Julián Taish

Fundación Ayni. Radio San Gabriel
Bolivia
Nila Ruíz
Augusto Miranda

Instituto de Lengua y Cultura Aymara (ILCA)
La Paz. Bolivia
Juan de Dios Yapita, director

Centro de Investigaciones y Documentación de la Costa Atlántica (CIDCA)
Universidad Centroamericana
Managua. Nicaragua
Francisco Picado Valle, director
Adán Silva

Dirección de Lingüística
Instituto Nacional de Antropología y Historia (INAH)
México D.F. México
Susana Cuevas Suárez, directora

Consejo Mundial de Pueblos Indígenas / World Council of Indigenous Peoples
Ottawa. Canada
Edixa Montiel, promoción lingüística del pueblo Wayuu (Zulia-Venezuela)

International Indian Treaty Council
San Francisco. USA
Guy Whitethunder

Assembly of First Nations
Ottawa. Canada
Royce Wilson, vice-chief regional
Linda Shackelly, vice-chief regional

Inuit Circumpolar Conference
Ottawa. Canada
Carl Chr. Olsen, lingüista Nuuk

Comissao dos Professores Indigenas do Am, Roraima e Acre
CIMI-Conselho Indigenista Missionario
Brasil
Gilberto dos Santos Pereira

Center for Communication Studies
Pune. India
Lachman M Khubchandani, director

Community and Rural Development Society (CARDS)
Guntur. India
Ranjan Babu, director
Swarnalatha Devi, general secretary of All India Dalit Womens Forum

Aliran Persatuan Negara
Penang. Malaysia
Anil Netto, executive member

Highland Education Development Organization. HEDO
Vietnam
Trinh Ngoc Trinh, director
Vu Van Thanh, professor of linguistic

Cordillera Peoples Alliance
Phillippines
Lucía Lourdes A. Giménez, executive member

The Kadazandusun Language Foundation
Malaysia
Aloysia G. Moguil, executive member

Fenno-Ugria Foundation
Tallin. Estònia
Mart Rannut
Mart Meri

Ministry for Nationalities of the Komi Republic
Komi Republic
Alexei Konnioukhov, minister
Olga Norkina

Rromani Unia/Romani Union
Clermont-Fd. France
Maria Teresa Codina i Mir
Basilio González Muñoz

Association Internationale pour la Défense des Langues et des Cultures Menacées
Liège. Bèlgique
Paul Lefin

Celtic League
Isle of Mann
Cathal O Luain, director
Mark Kermode, assistant general secretary

Regione Autonoma Valle d’Aosta
Assessorato della Pubblica Istruzione
Aosta. Vall d’Aosta
Joseph Cesar Perrin

Institut d’Estudis Occitans
Occitània
Joan Thomas

Danish Center for Human Rights
Dinamarca
Robert Phillipson

A Mesa pola Normalización Lingüística
Santiago de Compostela. Galiza
Xose Manuel Sarige
Xose Baldomir

Euskal Kulturaren Batzarrea. EKB
Donostia. País Basc
Iñigo Urrutia
Iñigo Santxo

Institut Kurde de Paris
Paris. France
Kendal Nezan
Joyce Blau

Gruppo Volontariato Civile. Terra Nuova
Roma. Italia
Paolo Venecia

Académie Internationale de Droit Linguistique/ International Academy of Language Law. European Region
Yvo J. D. Peeters

Cymdeithas yr laith Gymraeg/ Welsh Language Society
Aberystwyth. Cymru
Charlotte Williams

Mercator-Education
European network for regional or minority languages and education
Ljouwert. Frisia
Rommert Tjeerdsma

An Biúró Eorpach do Theangacha Neamhjhorleatharapa / European Bureau for the lesser used languages
Baile Atha Cliath. Irlanda
Bojan Brezijar

Maison des Sciences de l’Homme d’Aquitaine
Université Michel de Montaigne
Bordeaux. France
Alain Viaut

Obra Cultural Balear
Illa de Mallorca
Antoni Mir

Mercator-Media
Prifysgol Cymru
Aberystwyth. Cymru
Ned Thomas

Défense et promotion des langues de France
Joan Dorandeu

Nga Kaiwhakapumau i Te Reo (Maori Language Commission)
Wellington. New Zealand
Piripi Walker
Hiurangi Waikerepuru

PEN CENTRES

 American PEN Centre
Karen Kemerly
Bangladesh PEN Centre
Kazi Fazlur Rahman

Basque PEN Centre
Jon Kortazar

Belarussian PEN Centre
Vassil Bykaü

Bulgarian PEN Centre
Nevena Stefanova

Catalan PEN Centre
Jordi Sarsanedas

Croatian PEN Centre
Millivoj Telecán
Boris Maruna
Zeljka Corak
Nikica Petrak

The Czech PEN Centre
President

Danish PEN Centre
Marie Louise Sodemann
Ole Stig Andersen

Esperanta PEN Centro
Giorgio Silfer

The Belgian PEN Centre (Ducht Speaking)
Bob de Nijs

French PEN Centre
Monique Garnier-Lançon

Finish PEN Centre
Gisbert Jänicke
Raija Jänicke

Galician PEN Centre
Ursula Heinze de Lorenzo

Guadalajara PEN Centre

Hebrew PEN Centre
Ortsion Bartana

Hungarian PEN Centre writers in Romania
Bile Marko
Zsolt Galfalvi

Kenyan PEN Centre
Linne M. Wauyaki

Latvian PEN Centre / Writers Union of Latvia
Kanuts Skujenieks

Macedonian PEN Centre
Kata Kulawkova
Dimitar Basevski

Magyar PEN Centre
Éva Tóth

Moldavian PEN Centre
Vitalie Ciobanu

Netherlands PEN Centre
Hans van der Waasemburg

Occitan PEN Centre
Robert Lafont

PEN Centre for Palestinian Writers
Hanan A. Awwad

Peruvian PEN Centre
Alejandro Sánchez

Philippines PEN Centre
Cryme Rhones

Polish PEN Centre
Alina Kowalczykowa

Portuguese PEN Centre
Wanda Ramos
Annabela Rita

Centre Québécois du PEN International
Pierre de Bellefeuille

The Romanian PEN Centre
President

Russian PEN Centre
General Secretary

San Miguel de Allende PEN Centre
México
David Charles Wright Carr

Scottish PEN Centre
Paul H. Scott
Joy Hendry

Slovak PEN Centre
Miroslav Kusý
Ivan Strpka
Gnstar Murin

Slovene PEN Centre / Writers for prison Committe
Boris Novak

South African PEN Centre
Anthony Fleischer

Swedish PEN Centre
Elisabeth Zila

Swis German PEN Centre
Barbara Traber

U.S.A. West PEN Centre
Jarmila Kovarcik-Skalna

Welsh PEN Centre
Ned Thomas

EXPERTS

Iñaki Agirreazkuenaga
Euskal Herriko Unibertsitalea
Zuz
enbide Fakultatea

Marjut Aikio
Sámi Instituhtta

Manuel Alcaraz Ramos
Universitat d’Alacant

Joaquim Arenas
Servei d’Ensenyament del Català (SEDEC)
Generalitat de Catalunya
Departament d’Ensenyament

Aureli Argemí
CIEMEN

Albert Bastardas
Universitat de Barcelona
Facultat de Filologia

Alexandre Blokh
International PEN

Michel Candelier
Fédération Internationale des Professeurs de Langues Vivantes

Iann Choucq
Advocat bretó

Isidor Cònsul
Comitè de traduccions i drets lingüístics del PEN Internacional

Bob de Nijs
Centre Flamenc del PEN

Fernand de Varennes
Murdoch University
School of Law

Vicent Franch
Universitat de València

Maria Pilar Garcia Negro
Universidade de Santiago

Augustin Gatera
UNESCO. Division des Arts et de la vie Culturelle

Jacqueline Hall
Fundació Serveis de Cultura Popular

Jukka Havu
Universitat d’Helsinki

Kjell Herberts
Äbo Akademi University
Social Science Research Unit (IFS)

Xabier Iriondo
Euskal Herriko Unibertsitalea
Zuzenbide Fakultatea

Lluís Jou
Universitat de Barcelona

Carme Junyent
Universitat de Barcelona
Facultat de Filologia
Departament de Lingüística

Robert Lafont
Universitat de Montpeller

Xavier Lamuela
Universitat de Girona
Centre de Llengües d’Europa

Isidor Marí
Universitat Oberta de Catalunya

Angéline Martel
Télé-université
Université du Québec

Antoni Milian
Universitat Autònoma de Barcelona
Facultat de Dret

Tore Modeen
University of Helsinki

Juan Carlos Moreno Cabrera
Universidad Autónoma de Madrid
Facultad de Filosofía y Letras

Joseph Poth
Programme Linguistique
Secteur de l’Education de l’UNESCO

Oriol Ramon
Mercator: dret i legislació lingüístics
CIEMEN

György Szépe
Janus Pannonius University
Faculty of Arts and Humanities
Department of Language Sciences

Joan Ramon Solé
Generalitat de Catalunya
Direcció General de Política Lingüística

Ghjacumu Thiers
Centru Culturale
Università di Corsica

Ned Thomas
Gwasg Prifysgol Cymru

Carles Torner
Comitè de traduccions i drets lingüístics del PEN Internacional

Joseph-G. Turi
Académie Internationale de Droit Linguistique
International Academy of Language Law

Jaume Vernet
Universitat Rovira i Virgili
Facultat de Ciències Jurídiques

Alain Viaut
Maison des Sciences de l’Homme d’Aquitaine
Université Michel de Montaigne

Rudolf Viletta
Advocat romanx

Geirr Wiggen
University of Oslo

David Charles Wright Carr
Universidad San Miguel de Allende

ORGANIZATION

Comitè de Taduccions i Drets Lingüístics del PEN Internacional
Isidor Cònsul

Centre Internacional escarré per a les Minories ètniques i les Nacions (CIEMEN)

Jaume Farriol

Centre UNESCO de Catalunya
Fèlix Martí

Fundació Jaume Bofill
Jordi Porta

Fundació pels Drets Col·lectius dels Pobles
Eduard Fornés

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HANNAH ARENDT: Die Banalität des Bösens

Hannah Arendt:

Das Böse ist immer nur extrem, aber niemals radikal, es hat keine Tiefe, auch keine Dämonie. Es kann die ganze Welt verwüsten, gerade weil es wie ein Pilz an der Oberfläche weiterwuchert. Tief aber und radikal ist immer nur das Gute.

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O mal sempre é somente extremos, jamais radical; ele não possui profundidade e nem é possuído por nenhum demônio; ele pode destruir o mundo inteiro, exatamente por ele ser igual a um fungo que somente se espalha pelas superfícies. No entanto, profundo e radical é somente o bem. (Minha tradução do alemão, Paul Beppler)

Evil is always just extreme but never radical; it has no depth, neither is it possessed by any demons; it can devastate the whole world, exactly because it is like a fungus that spreads on surfaces. Profound and radical however is always that which is good. (My translation from German, Paul Beppler)

Hannah Arendt: “Zur Person” Teil 1-5
Legendäres Gespräch mit Günter Gaus (28.10.1964)

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Radiosendung AHAI – Fünf Jahre vollständig / Programa de rádio AHAI – Cinco anos de existência

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O programa radiofônico em alemão dialetal Riograndenser Hunsrückisch AHAI completa seus cinco anos de existência – Escute ele pela internet… ou, melhor ainda, pense em termos de manutenção do espírito comunitário e preservação da diversidade linguística do país e peça à sua estação de rádio local para que entrem em contato com o jornalista Silvio Aloysio Rockenbach para que a programação AHAI passe a ser retransmitida regularmente em sua rádio como já o fazem muitas estações por todo o sul do Brasil onde vivem falantes do Riograndenser Hunsrückisch.

Você não precisa ser de qualquer uma das várias etnias que fazem parte histórica da teutofonia – muita gente não sabe mas nunca existiu uma unidade étnica formando o corpo de falantes de alemão na Europa; ora, e muito menos no Brasil. Então, logicamente qualquer um pode adotar este dialeto riograndense como seu… aliás vários personagens tradicionalmente reconhecidos como falantes do Hunsrückisch no sul do Brasil nem tinham sobrenomes origem germânica mas sim de origem francesa ou italiana.  Infelizmente o Brasil tem um forte histórico racializador, tendo mantido escravos baseados na sua cor de pele e origem africana por quase quatro centos anos… O Riograndenser Hunsrückisch (Hunsriqueano Riograndense) é um dialeto alemão que surgiu natural- e organicamente como resultado dos processos históricos de construção do Brasil… e assim, ele logo irá completar duzentos anos de existência. Portanto, ele não é uma minoria linguística alienígena, nem um “cisto” ou “câncer cultural” ou outros pejorativos sem fundamento a ele atribuídos por nacionalistas extremistas no passado, mas ele sim pertence a todos nós – sim o Brasil tem a sua própria língua alemã, abandonada, calejada sim, mas morta não, nem de perto… Atualmente não é possível estimar com certeza o número de falantes mas dependendo de como se calculam os números, no Rio Grande do Sul, onde está concentrada a maior população de falantes da América do Sul, pelo menos um quarto da população tem algum nível de fluência nesta língua. Lembremos também que crianças bilíngues aprendem um terceiro, ou um quarto idioma de qualquer raiz linguística com muito maior facilidade.

NINA SIMONE: AIN’T GOT NO,
I GOT LIFE (ins Riograndenser Hunsrückische üwersetzt)

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ICH HONN KEH… ICH HONN LEWE
von Nina Simone (Orischinell uff Englisch);
von Paul Beppler in das Riograndenser Hunsrückische deitsche Dialekt üwersetzt om 2. Oktober 2013, in Seattle, Washington – Vereinichte Stoode; das deitsche Textversion dohie steht Wort für Wort, wie in der Präsentation von Nina Simone do in dem Youtube-Video.

FACEBOOK: RIOGRANDENSER HUNSRÜCKISCH
BLOG: RIOGRANDENSER HUNSRÜCKISCH
WIKIPEDIA INTRÄCH/EINTRAG (norre uff Englisch):
Ain’t Got No, I Got Life

Screen Shot 2013-10-02 at 3.22.44 PM

 

 

 

 

 

 

 

VIDEO PRÄSENTATION: Nina Simone – Ain’t Got No … I’ve Got Life

Honn keh Heem,

Honn keh Schuhe,

Honn keh Geld,

Honn keh sozial Schicht,

Honn keh Freinde,

Honn keh Schulausbildung,

Honn keh Orweit,

Honn keh Onstellung,

Honn keh Geld,

Keh Platz wo se stehn.

Honn keh Vater,

Honn keh Modder,

Honn keh Kinner,

Honn keh Schwestre orrer Brüder

Honn keh Eard,

Honn keh Gloowe,

Honn keh Kerrich,

Honn keh Gott,

Honn keh Lieb …

Honn keh Wein,

Keh Zigga,

Keh Kleider,

Keh Land,

Keh Rang,

Keh Schulausbildung,

Keh Freinde,

Keh goor nix …

Honn keh Gott, keh … Nochmol:

Honn keh Eard,

Keh Wasser,

Keh Esse,

Keh Heem,

Ich honn gesooht, ich honn keh Kleider,

Keh Orweit,

Keh goornix,

Honn net lang für se Lewe,

Unn ich honn keh Lieb …

Ohhhh …

Awer was honn ich?

Ohhhh …was honn ich?

Loss mich eich soohn, was ich honn,

Unn Niemand weerd ‘s von mea wechnehme,

Norre wenn ich ‘s losse …

Ich honn meine Hoah

On meih Kopp,

Meih Geheern,

Meine Ohre,

Meine Aue,

Meih Noos,

Unn meih Mund,

Ich honn meih Lächelchje …

Ich honn en Zung,

En Kinn,

‘N Nack,

Meine Breschde,

Meih Herz,

M’ Seel

Unn meih Kreiz …

Ich honn meih Geschlecht.

Ich honn meih Orme,

Meih Hände,

Meine Fingre,

Meih Ben,

Meih Füss,

Meine Zeh,

Unn meih Lewwer …

Honn meih Blut.

Ich honn Lewe…

Ich honn Lächelchje…

Ich Koppwehe,

Zohnwehe,

Unn schlechte Zeite ooch,

Geich so wie du …

Ich honn meine Hoah,

Meine Ohre,

Meih Geheern,

Meine Ohre,

Meine Aue,

Meih Noos,

Unn meih Mund,

Ich honn meih Lächel,

Unn es ist meih Lächelchje, Lächelchje,

Ich honn meih Zung,

Meih Kinn,

Meih Behn,

Meih Breescht,

Meih Herz,

Meih Seel,

Unn meih Kreiz …

Ich honn meih Sex,

Hey …

Ich honn meine Orme,

Meine Hände,

Meih Fingre,

Meih Ben,

Meine Füss,

Meih Zeh,

Ich honn meih Lewwer,

Honn meih Blut…

Ich honn ‘s Lewe,

Ich honn meih Freiheit,

Mein Herz,

Ich honn ‘s Lewe.

Screen Shot 2014-01-29 at 12.07.28 AM