Adeus / Atees

Adeus de um desconhecido

Ó, simplesmente porquê?
Seu belo moço, porquê?

Jovem solitário, porquê?
Teus olhos tristes, porquê?

Não brilhas mais, porquê?
É o fim do mundo, porquê?

Adeus, Jimmy!

Atees von en Unbekannter

Awer dann bloss waroom?
Waroom, du hübscher Junger?

Waroom wannerst du so allen?
Waroom mit die trauriche Aue?

Waroom bist’ so tief bedrückt?
Waroom die End von der Welt?

Ruhe sanft, Jimmy …

Paul Beppler
Seattle, Washiington
3. Dezember 2017

Üwich Weihnachtsblume

Die Weihnachtsblume (wissenschaftlich, im Latinische: Scadoxus multiflorus)

Paul Beppler: Bittschön, Mama, ich hätt noch en Froch für dich, bevoar ich das Telefon ufflehn. Wesst du unser typische rot unn runde Weihnachtsblume, ijo gell?! Naja, könntscht du mear mol soohn obst du die Blume schon gekennt host, ei voar siebtzich Johre zurück, wies du noch en klenes Mädche woorst? orrer woar das etwas, wost du nuar später in deiem Lewe, wolle ma’ soohn, wennst du schon mit dem Pabba geheiradt woorst, wie etwas neies unn „modernes“ für se siehn kriest host, etwas, wo dann nuar später in unser Reschion, in das Neikolonie-Gebiet renkomm iss?

Selma Beppler: Neh, die Weihnachtsblume homma jo schon immer gehat, seit die Zeide wie ich noch en klenes Kind woor; all die Leit bei uns harre jo die Blume. Naja, ich eh, ich honn die immer gekennt als Weihnachtsblum, gell?! Awer, das iss alles dem noh wie die Leit ooch der Noome gewe, gell?! Weil für die en Weihnachtsblum se sin, hot die en extra Tooch, wo die geplanz muss gewe, unn Wasser gewe, dann hots, tut se blühe uff der Weihnachtstooch.

Sobre o nome do idioma português no alemão regional brasileiro Hunsrückisch: Bräsiljoonisch

A língua portuguesa falada no Brasil se chama “brasileiro” ou Bräsiljoonisch em Hunsrückisch

Portugal se escreve igualzinho como em português tanto no alemão-padrão bem como em nosso dialeto regional Hunsrückisch brasileiro. No entanto, o nome da língua portuguesa, esse difere em nosso alemão Hunsrückisch (traduzido/adaptado, abrasileirado como hunsriqueano, aliás uma designação bastante recente e desconhecida pela vastíssima maioria de falantes nativos dessa língua minoritária do Brasil) tanto do alemão oficial como do idioma português: No alemão oficial se diz Portugiesisch [pronunciar: /por-tu-guí-six/] ou das Portugiesische; sendo que no próprio português é o português, o idioma português ou a língua portuguesa; já no nosso Hunsrückisch, certamente na forte e prevalente vertente riograndense do mesmo, a designação Bräsiljoonisch predominou ao longo da história de quase dois séculos de existência dessa língua germânica que se desenvolveu singular e organicamente no Brasil e adentrando até mesmo outros países vizinhos da América do sul. Como pronunciar Bräsiljoonisch? Assim: /brês-sil-ió-nix/, com ênfase na terceira vogal, ou seja no /ó/ (representado graficamente por oo). Em tempos recentes, considerando-se a drástica recessão do nosso idioma, haja vista a influência preponderante da língua nacional sobre nossos falares regionais e minoritários, mais e mais falantes nativos de nosso dialeto falam Brasiljoonisch, pronunciado /brás-sil-ió-nix/ — pois bem, seja isso como for, cedo ou tarde será levantada a seguinte pergunta: ora, mas se a língua nacional do Brasil se chama Bräsiljoonisch na nossa língua materna, como se chama nela a língua falada em Portugal, internacionalmente também conhecida por português continental? Ora é fácil, ela chama-se Portogääsisch [pron.: /por-to-guê-six/, com ênfase na terceira vogal, no /guê/]. Além disso, vale notar ainda que mais e mais falantes do Riograndenser Hunsrückisch vêm sim utilizando o termo Portogääsisch em vez de Bräsiljoonisch ou Brasiljoonisch, especialmente indivíduos de perfil mais jovem e menos fluentes na língua ancestral, isso se dá justamente devido a hegemonia da língua oficial de nosso país. Além disso, tem outra coisa, não é de todo desconhecido na Europa de língua alemã, especialmente na Alemanha, o uso do nome Brasilianisch para designar a nossa língua nacional, mas aí são certos segmentos, certas esferas digamos específicas ou de certa forma marginais dentro do contexto geral do idioma alemão-padrão prevalente.

Nomes de cidades da Alemanha muitas vezes diferem drasticamente entre o português de Portugal e o português do Brasil. Por exemplo, no Brasil a gente frequentemente lê em jornais o nome da cidade alemã Frankfurt am Main, grafado igualzinho como se escreve no alemão; já em Portugal o correto é Francoforte do Meno, uma designação totalmente desconhecida pela maioria dos brasileiros. Bom, primeiramente precisamos entender que existem outras cidades alemãs chamadas Frankfurt, muito embora nenhuma delas ganhe tamanho destaque como o grande centro financeiro da Alemanha, Frankfurt am Main, daí a necessidade de se explicitar am Main (muitas vezes abreviado a.M.). Depois vale saber que (der) Main é o nome de um rio, ao longo do qual estão situadas importantes e históricas cidades alemãs, e também Frankfurt am Main. Mas quando a gente no Brasil se refere a esse rio, geralmente apela-se sim à tradução, ou seja: o rio Meno. Certos nomes de cidades ou regiões da Alemanha podem ganhar variantes diferentes em diferentes idiomas (por exemplo Bayern no inglês é Bavaria, seu antigo nome em latim; no português é Baviera, porém no sul do Brasil é bem mais comum a designação latina antiga, ou seja Bavária). Já outras regiões, por força de uso, por tradição, permanecem sempre no alemão (por exemplo a região do Hunsrück, uma região não políticamente constituida de montanha baixas pré-alpinas situada principalmente no estado de Renânia-Palatinado, ou Rheinland-Pfalz, mas extendendo-se inclusive em porções de territórios de estados vizinho; pois então, a designação Hunsrück não se traduz nem no inglês, nem no português, nem espanhol – existindo sim a corruptela “Hunsrik” no sul do Brasil, o qual ocorre mais do que nada por causa do analfabetismo em alemão, não no português mas sim no alemão; ainda, além disso, vale mencionar que existe uma longa tradição de se transcrever o umlaut ü como eu, ou seja Hunsrück fica Hunsrueck – aparentemente isso surgiu anos atrás quando as pessoas escreviam com máquinas de escrever que não tinham em seu teclaro o caractére ü que não existe em inglês, em espanhol, em português, etc). De passagem, enquanto às diferenças de nomes entre Brasil e Portugal, ficar por aí brigando nas redes sociais ou outros pontos da internet, como no projeto enciclopédico livre chamado Wikipédia, sobre o que é certo ou mais certo, et cetera é na realidade pura perda de tempo! O importante é a gente compreender que existem diferenças e cada um que se alinhe de acordo com o que achar melhor pessoalmente e/ou dentro de seu devido espaço de atuação. Se a gente for reparar bem, muitos dos nomes de cidades e mesmo de regiões da Alemanha possuem desde a antiguidade uma versão de seu nome em latim, sendo que o português continental geralmente se alinha mais a essas versões. Lembrando que além da profunda influência histórica do latim sobre a língua alemã, o latim na atualidade, mesmo sendo tecnicamente considerada uma língua morta, é uma das línguas mais estudadas na Alemanha. O latim no alemão-standard é chamado de das Latein [pron.: /la-táin/] – mas faremos bem ao observar que falantes do Riograndenser Hunsrückisch, apesar de conhecerem, geralmente, o nome do latim em alemão-padrão, não raro na realidade dizem das Latin [pron.: /lad-dín/], e logo, lateinisch fica latinisch [pron.: /lad-dí-nisch/]. Aqui vale prestar atenção para não se precipitar e logo ir concluindo que isso se trate de influência do português – não o é! Aliás, como bem o comprovam os antigos dicionários de dialetos de Pfälzisch/Pälzisch (palatino) e Hessisch (hessiano).

Liewe Leite, halt eich munter! / Fiquem bem, minha querida gente!

-Paul Beppler, Gründer unn Administratoar von der Riograndenser Hunsrückische Dialekt-Kommunität im Facebook / Fundador e administrador da comunidade de dialeto hunsriqueano riograndense no Facebook

HEEMGEHN, ENDLICH

Heemgehn, endlich

Tempus fugit, so soohn se,
Oh neh, wie die Zeit flieht.
Awer lauschdt moh, höahr gut …
Bloss neh, tue doch net froche,
Für wen die Glock, weit wech,
Enseitich so laut am läite iss,
Bim, bim, bim, bim, bim 3 mol –
Die läidt für dich, mein Junger,
Die läidt für dich.

-Paul Beppler

GEFLIEDERTER DINOSAURIER IN CHINA ENTDECKT (2017)

SPIEGEL online / WISSENSCHAFT / Nachrichte > Natuar > Dinosaurier > China: Gefliederter Dinossauro deskobriert

Gut 100 Millione Johre alt
GEFLIEDERTER DINOSSAURO IN CHINA ENTDECKT
Dienstach, 02.05.2017 17:03 Uahr

1. Forscher honn in China die Fossilie von en’ Dinossaurier mit Fedre gefunn. Das Tier woor ungefäahr en’ Meter lang unn hot Gemeinsamkete mit dem Uarvochel Archaeopteryx.

1. Pesquisadores descobriram um fóssil de dinossauro com plumagem na China. O animal media mais ou menos um metro de comprimento e dividia semelhanças com a ‘ave original’ Arqueoptérix.

[BILD/FOTO]

2. Die Fossilie von dem etwa en Meter lange “Jianianhualong tengi” woorre im West von der Provinz Liaoning gefunn. Das Tier hot gelebt in der Früh Kreidezeit voar 100 bis 145 Millione Johre.

2. O fóssil do “Jianianhualong tengi” de mais ou menos um metro de comprimento foi encontrado no Oeste da Província de Liaoning. O animal viveu no Cretáceo Inferior dentre 100 até 145 milhões de anos atrás.

3. Von dem Dinossauro, wo von der Forrem hear enem Hoohn von heitztooch orra en Fasan ähnelt, hoffe sich die Forscher neie Erkenntnisse üwich die Uarsprünge von der Vöchle. Ob das Tier selwer fliehe konnt, iss unkloor. Das Federkleid deidt awer druff hin, dass ‘a fortgeschrittne aerodynoominsche Eichenshafte besetzte.

3. Desse dinossauro, o qual de acordo com sua forma pareceria com um galo ou um faisão da atualidade, os pesquisadores pretendem obter conhecimentos sobre as origens das aves. Se esse animal podia voar, isso não está claro. Mas a sua plumagem indica que ele possuía particularidades aerodinâmicas avançadas.

Ähnlichkehte mit dem Archaeopteryx
Similaridades com o Arqueoptérix

4. Der archeologische Fund hot ooch Erkenntnisse üwer die Evolution von asymetrische Fedre möchlicht gemach; Fedre, wo aus klenre Aussefoohne unn breitrer Innefoohne bestehn.

4. O achado arqueológico também proporcionou conhecimentos sobre a evolução assimétrica das penas; penas que são compostas vexilos exteriores menores e vexilos internos mais largos.

5. Das Gefeder von der neie Oort ähnelt dem von dem ooch “Uarvochel” genännte Archaeopteryx, mit grossem Fedre an Oorme unn Behne unn wedleoortiche Fedre am Schwanz. Der Fund bestäticht, dass solliche Fedre unner Vochelähnliche Saurie weit verbreit woore.

5. A plumagem do novo tipo se parece com a também chamada “primeira ave” chamada aqueoptérix, com grandes penas nos “braços” e “pernas” e com penas abanadoras na cauda. O sítio comprova que tais tipos de penas eram bem comuns em dinosauros semelhantes às aves.

6. Bis in die ’90er Johre woore Fedre bei Dinossauros net bekannt, weil nuar Knoche unn Zähne verstehnert geb sinn, alles was weichre Tehle wie Hoore unn Fedre honn jo verschwunn. Die chinesische Provinz Liaoning gehöart zu der wichtichschte archeologische Fundplätzer für Dinosaurier-Fossilie weltweit, weil in der feine Sedimentierung (Abloochrung) von Äschewolke unn doorrich en schnelle Inbettung von tote Tiere viele klene Enzelheide dort ganz speziool uffbewoohrt geblieb sinn.

6. Até a década de noventa, dos anos da década de 1990, plumas de dinossauros não eram conhecidas, pois somente ossos e dentes sofreram petrificação, enquanto que as partes macias do animal, como os pelos e as plumas, prontamente desapareceram no processo. A província chinesa de Liaoning pertence a um dos sítios arqueológicos de dinossauros mais importantes do mundo, já que lá ficaram conservadas pequenas particularidades e preciosas minúcias dada a sedimentação de nuvens de cinzas vulcânicas e o rápido alojamento de animais mortos.

SPIEGEL Online Artikel vom Hochdeitsch ins Riograndenser Hunsrückische von Paul Beppler üwersetzt am 10. August 2017 / Matéria da revista alemã SPIEGEL Online traduzida do alemão-padrão ao dialeto alemão regional hunsriqueano riograndense no dia 10 de agosto de 2017

SPIEGEL ONLINE
02. Mai 2017, 17:03 Uhr
Gut 100 Millionen Jahre alt
Gefiederter Dinosaurier in China entdeckt

Forscher haben in China die Fossilien eines Dinosauriers mit Federn gefunden. Das Tier war ungefähr einen Meter lang und hat Gemeinsamkeiten mit dem Urvogel Archaeopteryx.

In Nordostchina haben Forscher einen frühen vögelähnlichen Dinosaurier mit asymmetrischen Federn entdeckt. Solche Federn, die bis heute bei Vögeln üblich sind, gelten als wichtige Neuerung in der Evolution der Flugtiere, wie das Forscherteam um Michael Pittman von der Universität Hongkong im Magazin “Nature Communications” schreibt.

Die Fossilien des etwa ein Meter langen Jianianhualong tengi wurden im Westen der Provinz Liaoning gefunden. Das Tier lebte in der frühen Kreidezeit vor 100 bis 145 Millionen Jahren.

Von dem Dinosaurier, der von der Form her einem heutigen Huhn oder Fasan ähnelt, erhoffen sich die Forscher neue Erkenntnisse über die Ursprünge der Vögel. Ob das Tier selber fliegen konnte, ist unklar. Das Federkleid deutet aber darauf hin, dass er fortgeschrittene aerodynamische Eigenschaften besaß.

Ähnlichkeiten mit dem Archaeopteryx

Auch ermöglicht der Fund Erkenntnisse über die Evolution von asymmetrischen Federn, die aus schmaler Außenfahne und breiterer Innenfahne bestehen.

Das Gefieder der neuen Art ähnelt dem des auch “Urvogel” genannten Archaeopteryx, mit großen Federn an Armen und Beinen und wedelartigen Federn am Schwanz. Der Fund bestätigt, dass solche Federn unter vogelähnlichen Sauriern weit verbreitet waren.

Bis in die 90er Jahre waren Federn bei Dinosauriern nicht bekannt, weil nur Knochen oder Zähne versteinerten, während weichere Teile wie Haare und Federn verschwanden. Die chinesische Provinz Liaoning gehört zu den wichtigsten Fundorten für Dinosaurier-Fossilien weltweit, weil in den dortigen feinen Ablagerungen von Aschewolken und durch eine schnelle Einbettung toter Tiere viele kleine Einzelheiten bewahrt blieben.

jme/dpa

QUELL WEBSEIT / FONTE DA MATÉRIA –>
URL: http://www.spiegel.de/wissenschaft/natur/china-gefiederter-dinosaurier-entdeckt-a-1145742.html

Menscherechte unn was hot das mit mear persönlich zu tun?

Hiedie graphische Repräsentation iss die Erklärung von der Mensche- unn Bircherrechte von Jean-Jacques Le Barbier, wo im Joahrgang 1789 gestrich geb iss.

Der Stoorrem uff die Bastilhe

Jäahrlich am 14. Juli weard in Frankreich, unn ooch in viele annre Plätzer von der Welt, das französische Nationoolfest gefeiert, uff Französisch hesst es richtich “Le 14 Juilet” orra “La fête national de la Republique française”. Naja, 14. Juli 1789 iss, keh Zweifel, en oorrich wichtich historische Tooch, weil do iss jo die Stoorrem uff die Bastilhe passeart, die Geboartsstunn von der Französische Revolution.

La Bastille, die klenform für Bastion, uff Französisch —im Riograndenser Hunsrückische bleibt das: die Bastilhe — woor ‘n Kastell orra Festung in der Stadt Paris, wo domols schon seit längst wie ‘n Stootsgefängniss gedient hat.

Die Französische Revolution hot von 1789 bis 1799 geloof, unn es hat domols wie ehrem populäar Motto “Freihet, Gleichhet, Brüderlichket” (orra im orischinool, uff Französisch: “Liberté, égalité, fraternité”). Die Französische Revolution hat jo en riesiche Impakt unn tiefe Ausweerkunge uff die europäische Gesellschaft gehab.

Die Abschaffung von dem feudal-absolutistische Korporativstoot (uff Hochdeitsch: der Ständesstaat) sowie die Ausbreitung unn Propagierung unn Umsetzung von grundlehnde Wearte unn Idee von der Uffklärung alswie Ziele von der Französischen Revolution, wo die Menscherechte speziool betrefft, woore mituarsächlich für tiefgreifende macht- unn gesellschaftspolitische Verännrunge in ganz Europa unn honn das moderne Demokratieverständnis entscheidend beeinflusst.

En Grosstel von mein Text, do uwe, honn ich von dem Wikipedia-Hochdeitsch Artikel Französische Revolution rausgezieht unn ‘s zu unsrem Riograndenser Hunsrückische Dialekt rengebrung unn adaptiert.

Unn HIEDAS BILD (Text uff Hochdeitsch) iss dann visuoole Repräsentation von die “Erklärung von der Mensche- unn Bircherrechte” von Jean-Jacques Le Barbier, wo im Joahrgang 1789 gestrich geb iss.

Halt eich froh unn munter,meine liewe Leit!
Unn wenns eich immer möchlich iss, sprech unser Moddersproch, speziool mit eire klene Kinner!

– Paul Beppler / Gründer unn Administratoar von der Riograndenser Hunsrückische Dialekt-Kommunität im Facebook

Sprochkonzepte unn wie ma’ üwich sein eichne Moddersproch mit annre verzähle kann …

DIE NEIE WÖRTER VON HEIT:
(palavras novas pra hoje)

SPRECH DEIN MODDERSPROCH MIT DEINE KLENE KINNER!
Não deixe de falar a tua língua materna com tuas criancinhas

1. die Sproch (Hochdeitsch: die Sprache) = a língua, o idioma

2. die Moddersproch (Hochd.: die Muttersprache) = a língua materna

3. der Dialekt (Hochd.: der Dialekt, die Mundart*) = o dialeto**

4. das Riograndenser Hunsrückisch = o hunsriqueano riograndense (a variante do idioma alemão mais falada no Brasil e em todo o continente Americano, de norte a sul, com estimados dois a três milhões de falantes, a maioria no estado do Rio Grande do Sul; mas muitos no Oeste de Santa Catarina, no Oeste do Paraná, na Argentina, e bem menor grau no Paraguai e Uruguai)

5. das Hunsrückisch (Hochd.: das Hunsrückerisch) = o hunsriqueano

6. das Hunsrücker Platt = o hunsriqueano (ou o conjunto de variantes do mesmo) falado na região do Hunsrück, no Sudoeste da Alemanha

7. das Pälzisch (Hochd.: das Pfälzische) = o dialeto palatino falado na região maior do Palatinado (die Palz / die Pfalz), na qual está localizado o Hunsrück

8. die Hessische Dialekte = os dialeto hessianos

9. das Jüddisch-Deitsch (Hochd.: das Jiddisch) = o iídiche ou o ídiche

10. das Pennsylvoonisch Deitsch (uff Englisch unn Hochd.: das Pennsylvania Dutch) = o alemão da pensilvânia (muito embora centrado no estado da Pennsilvânia, nos Estados Unidos, o alemão da pensilvânia é falado em outros estados dos EUA. e mesmo, ao norte, no Canadá)

11. die Westmitteldeitsche Sproche (Hochd.: die Westmitteldeutsche Sprachen) = os dialetos do grupo Alemão Centro-Ocidental

12. das Pommeroonisch, das Pommersch (Hochd.: das Pommersch) = o pomerano

13. die sorbisch Sproch (Hochd.: die sorbische Sprache) = o sórbio, o sorábio (uma língua minoritária não germânica da região leste da Alemanha)

14. die Zigeiner-Sproch (Hochd.: das Romani; veraltet iss es uff Hochdeitsch: der Zigeuner – neilich weard liewer die politisch-korrekte bezeichnunge Roma oder Sinti, benutzt ) = o români ou romani, a língua dos romani ou sintos (deniminações preferíveis e politicamente corretas a serem utilizadas em vez de língua cigana).

15. das Bräsiljoonisch (Hochdeitsch: das Portugiesisch) = o português (brasileiro)

16. das Portogääsisch (Hochd.: das Portugiesisch) = o português de Portugal (também chamado de português continental)

17. das Kastilhoonisch (Hochd.: das Spanisch) = o castelhano (um sinônimo do nome do idioma espanhol)

18. das Spanisch (Hochd.: das Spanisch) = o espanhol

19. das Guarani, die Uar-Sproch von der Guarani-Indiooner von Südamerika (Hochd.: das Guarani, die Ursprache von der Guarani-Indianer) = o guarani, a língua nativa dos indígenas guarani da América do Sul

20. das Kaingang = o caingangue

21. das Englisch = o inglês

22. das Französisch = o francês

23. das Latin, das Latein (Hochd.: das Latein) = o latim

24. die Kinnersproch (Hochd.: die Kindersprache) = a linguagem infantil

25. die Löffelsproch (Hochd.: die Löffelsprache) = um tipo de linguajar, jogo, e brincadeira de crianças

26. die Spielsproch (Hochd.: die Spielsprache) = a línguagem infantil de brincadeira

27. die Fachsproch (Hochd.: die Fachsprache) = a linguagem técnica

28. die Amtssproch (Hochd.: die Amtssprache) = a língua oficial

29. die Offiziool- orra die Offiziaal-Sproch (Hochd.: die Amtssprache) = a língua oficial

30. die Standard-Deitsch (Hochd.: die Standard-Deutsch) = o alemão-padrão, o alemão oficial, o alemão-clássico

31. die Jächersproch (Hochd.: die Jägersprache) = jargão de caçador

32 . die Lebendiche Sproch (Hochd.: die lebendige Sprache) = a língua viva

33. die tot Sproch (Hochd.: die Tote Sprache) = a língua morta

34. die Língua-Franca orra die Verheahrssproch (Hochd.: die Lingua franca oder die Verkehrssprache) = a língua franca (língua comum utilizada em ambiente multilíngüe)

35. die Minoritätsproch (Hochd.: die Minderheitensprachen) = a língua minoritária

36. die Zeiche-Sproch orra das Gebäardesproch (Hochd.: das Gebärdensprache) = chamada de língua de sinais no Brasil e de língua gestual em Portugal (na verdade existem várias línguas de sinais diferentes em diferentes países, em alguns casos são línguas oficialmente reconhecidas)

37. die Reschionoolsproch (Hochd.: die Regionalsprache) = a língua regional

38. die Natearlichesproch (Hochd.: die Natürlichesprache) = língua natural ou língua humana ou idiomática (diferente

39. die konstruiert, geploont orra künstliche Sproch (Hochd.: die konstruierte oder künstliche Sprache) = a língua artificial (inventada pelo ser humano, como o esperanto)

40. die Programmiersproch orra Programmierungsproch (Hochd.: die Programmiersprache) = a linguagem de programação

41. die Sprochkenntnisse (Hochd.: Sprachkenntnisse) = conhecimentos linguísticos

42. die Sprochkenntnisse unn Sprochflüssichkeht von en Mensch kamma in vier verschiedne Schichte vertehle = os conhecimentos linguísticos e a fluência linguística de uma pessoa podem ser divididos em quatro áreas distintas:

A) Sich mündlich / sprechend ausdrücke könne, unn verstand geb sin (aktiv) = Conseguir expressar-se oralmente, e ser compreendido (ativo)

B) Sich schriftlich / schreibend ausdrücke könne (aktiv) = Poder expressar-se na escrita conseguir transmitir idéias e informações (ativo)

C) Höre unn verstehn (passiv) = Ouvir e compreender (passivo)

D) Lese unn verstehn (passiv) = Ler e compreender (passivo)

*O termo “art” do alemão-standard é “oort”, no caso o “r” é mudo, ou seja no Riograndenser Hunsrückisch ele deve ser pronunciado: /ó-óht/ – aqui a grafia dos dois “óó”s significa que a pronúncia é demorada, algo que realmente não ocorre no português, aliás.). Art/oort é uma palavra que tem vários significados e traz em si vários conceitos: tipo, jeito, modo ou maneira de …)

** Dialeto x Língua – discussões sobre o que é ou devia ser chamado de dialeto versus de língua não irão acabar jamais, portanto dentro do contexto de um falar singular como o nosso, classificado por grandes organizações internacionais de monitoramento do estado das línguas do mundo, como em perigo de extinção, esse tema não deveria merecer prioridade máxima nessas alturas do campeonato, assim por dizer ….

– Paul Beppler / Gründer unn Administratoar von der Riograndenser Hunsrückische Dialekt-Kommunität im Facebook – Fundador e administrador da comunidade do dialeto hunsriqueano riograndense no Facebook

M O T O A R R O O D
(Tanzlied / Ballade)

Hiedem Musik-Stück sein Autoar iss mear unbekannt; mear iss ooch unbekannt wear der Junger iss, wo uff dem Musik-Video singt unn das Akkordeon spielt …
Ich wollt jo die Informatione gern von jemand kriehn, unn wenn möchlich, ‘s weard schön se wisse wo unn wann das graviert/uffgenoom geb iss.
–Paul Beppler, Üwersetzer unn Administratoar von der #RiograndenserHunsrückisch Dialekt-Kommunität im Facebook

MOTOARROOD (Motorrad)
Brumm, brumm, brumm
Macht mein Motoarrood,
Mein Zwooirood tut grood so onfoohrn.
Ich loorre mein Liebche heardruff
Um zu hummre die Beerriche ruf.
Der Samstach foohr’ miar uff dem Booll
Dann tanz’ ma uff der ganze Sool.
Mich iss das schon alles igool
Unn dann trinke mear noch pooh Eskol*.

Der Sunndach foohr’ miar in die Mess
Nochear verzähl’ ma ‘ pooh Späss
Do weerd en Schurraske** gefress;
Unn Nohmittach foohr’ mear uff a’ Fest
In die Woch schaffe miear in die Ross***
Planze ma Bohne, Miljke, unn Manjok,
Batate, Kartoffle, unn Reis
Nohnoch wie, Puffmilje unn Weitz.

Mooints früh were die Ochse gejocht
Dann were se in der Pluch getockt****
Do weert keh Fuhre gezackert
Ich der ganze Tooch abgerakelt.
Omts iss ma dann oorrich mied,
Do weerd noch sein Musik gespielt.
Ich spiel’ alsmo Sax dann noh Gaita*****
Die Mama peift unn plät ihre Gaita.

*Skol Bier
**(der) Schurrask – en verdeitschtes bräsiljoonisches Lehnwort: (o) churrasco; im Riograndenser Hunsrückische Dialekt ooch en Spiessbrot genennt (uff Hochdeitsch: Spießbraten)
***(die) Ross – en verdeitschtes bräsiljoonisches Lehnwort: (a) roça (alle Lehwörter, wo im orischinool mit enem “ç” geschrieb unn dann aus der Nationalsproch rausgezieht unn verdeitscht, die sinn dann immer mit en doppel “ss” geschrieb – zum Beispiel: (a) praça bleibt dann: (die) Prass (Hochd.: der Platz) (Achtung: Der Begriff Platz in unser Dialekt kann enteische, en falsche Kognat sin, unn sein Bestimmter Artikel (artigo definido) iss jo “das” unn net “der”, wie uff Hochdeitsch.
**** Der Verb “tocke” stamm aus dem Bräsiljoonische “tocar” = voarweertstreiwe, onsporne (Hochd.: vorwärtstreiben, anspornen)
*****(die) Gaita = das Akkordeon

VIDEO INTERVIEW IN RIOGRANDENSER HUNSRÜCKISCH WITH SELMA BEPPLER POR PAUL BEPPLER:

Gespräch uff Riograndenser Hunsrückisch mit Selma Beppler

Recorded in Seattle, Washington – United States of America (Summer / 2012)

Selma Beppler / Participant (P): … Knecht hole, weil das doorft net sinn, en Mann do hin gehn, wo, wo die Wittfrooh wooh, wesst du?! unn so wooh das dann, da hatt sie en Schweinchche gefüttert, zwooi Schwein, in e’m Stall, für das man schliesslich Moh en stückche Fleisch für se esse hätt, unn wie sie dann für se schlachte, ja dann wooh sie net kapais [capaz = sicher] ‘n Schwein steche, gell?! Unn do hot dann, was meine Prime [o primo = der Vetter / der Cousin] iss, en Jung von en Schwester von meine Mama, er hatt dann dort unne gewohnt, wo die, wess du, wo der Simmon gewohn hot?! dort renzus [hereinzus].

Paul Beppler / Interviewer (I): Dort renzus!

(P): Isto! Unn do hot der Marx Emil …

(I): Der Marx Emil honn ich ooch gekennt.

(P): Ja, unn do hot der en Knecht geschickt für das sollt ‘s Schwein se steche, unn der wooh so dumm, iss ‘a in der Stall gang [gegangen], unn dann wollt die, die Mama, ren gang ooch für helfe fest se halle, unn do horra das Schwein wolte steche im Springe, unn do horra der, die Mama seine Finger hie doorrich geschnitt, ja do wooh die Schlachterei dem Tooch [Tag] om End gewest.

(I): Mein Güte!

(P): Unn die Mama iss ins Groob gang mit Fingerche krummb.

(I): Do de’weche!

(P): Ijo, ah wesst …

(I): Nah.

(P): In dene Zeit hot das Niemande …

(I): Naah

(P): Wooh net der, Fingerche s’ …

(I): Flicke orra …

(P): Ijo.

(P): Das iss so geblieb.

(I): So geblieb.

(P): So wooh unser Lewe, Paul.

(I): Mein Gott!

(P): So wooh unser Lewe. Awer [aber] mat tut nie kloohe [klagen] heit.

(I): Hah.

(P): Awer Paul das wooh schlimm, das wooh schlimm. Do hot die Mama dann so zwooi orra drei Freguês [Kunde] gehat, wo so Scharutcher [o charutinho = die Zigarreche] gemacht hot.

(I): Hmmhe.

(P): Unn dann hot se en pooh Miljie in dem Schopp, unn dann hot se dann in die Mill getun, unn dann hat se do von die Trockcher [os trocados = das Klengeld] gemacht für der Moohler [Mahler = Müller] se bezoohle, hott ‘s gehesst.

(I): Hmmm.

(P): Paul, das hot orremche zugang. Unn dann wooh dann so ‘n Miljebrotche [o minho = die Milje = der Mais], unn noch der Syrop, wo sollt noch druff gemacht honn se dann ‘s Gift gemacht für die Gafanhote [o gafanhoto = die Gafanhote = die Heuschrecke – hier en Referenz zu em zpezifische historische Heuschreckenplage in Südbräsilje] kaput se mache.

(I): Hmm?

(P): Wesst du?!

(I): Hmmhe!

(P): So hot das gang. Das wooh orrem [arm] gewest. Do wooh net das du host, ahh das iss besser orra das iss besser, was wooh do für se esse. Unn dann hot ma moints [morgens], eeh, dann harr’Ich das gern gess, Millich [Milch] mit Brotbrochle [Stückelche/Stückche Handgeroppte Brotcheib], unn dann hot die Mama mear das geb.

S’ Brot in die Milliche gebrochselt!

(I) Ach so, das homma ooch gemacht.

(P) Ijo! Unn dann honn ich das gess,

(I) Ahh …

(P) Wesst du?!

(I) Este, unn wann, ahmm, woohs das der, die Grossmodder der Grossvater Welter kennegelert hot?

(P) Naja, do iss noch en Zeit rumm gang, die wooh ganz Zeit, wo se dann geherrscht dort lehn. Unn dann wore die Buwe so ongewachsne Gurie [o gurí = der Jung], gell?! Do wooh der Oscar [der Ältste Bruder] dann dreizehnt Joah alt.

(I) Ahh, so …

(D) Unn dann woah, in dene Zeite, wo se Bang [Angst] harre, der, ehh, wesst d’ noh ‘m Kriech [Krieg].

(I) Noh ‘m Kriech, das Die Welt …

(P) Noh ‘m Kriech.

Unn dann, wie sääht ma doch, ehh

(I) Nucle, nuclear [nukear / Atom] …

(P) Do sinn die Grupos … Treze [en Referenz zur Revolution vom 1930 / Revolução de 1930?], ich wess net wie se soorre, komm. Unn die, weil da worre dann, in der Zeite voar ‘m Kriech [bevoar dem Zwette Weltkriech], in Zeite wooh das schon rum, gell?!

(I) Hmm.

(P) Awer harre die Leit noch Bang, die kämmte noch; unn dann sinn die komm unn honn gemacht mit der Leit was sie wolle, honn ‘s Vieh geschlacht, unn Spiessbrote [Hochdeitsch: Spießbraten] gebrot, honn geherrt, schliesslich die Froohleit [Frauen] geholl unn die Mämme abgeschnitt, unn, unn, das wooh awer dann wie ich, noch, ahh …

(I) En Kind wooh

(P) Ijo.

(I) Ahah.

(P) Ehh.

(I) Awer wooh das nuar Bang, orra hot dear gehöert …

(P) Não [Nein], in dene Zeite.

(I) Iss das passeart, orra?

(P) Não, voarhin hot is passeart, ich denke wie ich noch niet uff der Welt wooh.

(I) Ahh, jo jo.

(P) Ahh, awer die harre dann Bang noch gehabt.

(I) Die harre noch Bang!

(I) Weil do iss das Gespräch komm, ei die tärre komme, os Grupo dos Treze, unn não sei [ich wess net] alles was, unn dann der Oscar hatt möchtich Bang, unn dann hatt der so en Geweahrche gahatt, do dann horra gesooht, hatt der Bang, do horra sich Oments [Abends], ich meene ich tät ‘s heit noch siehn, (wie ich?!) en Kind wooh, on der Loode [Hochd.: Fensterladen] gesetzt unn gelauschtet [Hochd.: lauschen], obt die tärre komme, unn dann hot er mit dem Re.[Revolver] Geweahr dort gesitzt, om Loode, wenn’er se tätt hörre für das ‘a tätt schüsse, orme Kerl /Lach/.

(I) Was für ‘n Geweahr wooh das, Mama?

(P) Ja, das wess ich gooh nemme, awer, wesst du, en Kind tut sich das wech, gell?!

(I) Aha!

(P) Naja, unn dann wooh das so; awer ma wooh dann immer heerrlich, dann hat die Mama so ‘n, wooh dann so die Küch, do iss die Trepp runner gang, do unne wooh so ‘n Voarbau, uff ene Seit hatt se seine Scharutte-Weertschaftche [os charutos = die Zigarre], so en Zimmerche, uff der anner Seit wooh ‘s Rumpelzimmerche [Hochd.: Rumpelkammerchen]. Unn dann wooh noch en Trepp, wo runner raus iss gang, unn dann wooh en grous Stück dort, uff jeder Seit renmit wooh en Trilhe, wo Elephantegroos wooh dann für ‘s Küchche, gell?! das wooh dann alles schon noohme noh der Gafanhotte, iss das gewachst.
Unn, ich honn dann gespielt dort uff der Trepp, wooh dann so en Kind, unn dann harr’Ich mein Stücker-Holzcher unn Dings, uff der Trepp gesitz, unn dann honn ich gesooht, das do iss das graase Mädche, wollt ich bissche schön spreche, unn do honn die nohhear gelacht üwich mich, gelacht /Lach/.

(I) /Lach/

(P) Denk moh, ich vergesse das net.

(I) /Lach/

(P) /Lach/ Das graase Mädche!

(I) /Lach/ Wie spassich! [Hochd.: komisch]

(P) Unn das iss das, unn não sei [ich wess net] was …

Unn do, in dene Zeite hot ongefang, der Welter iss mooie komme. Naja …

(I) Aus Santo Cristo, woorr’er?

(P) Neh, der wooh do von Roque.

(I) Ahh …

(P) Der hot do gewohnt, wo die Wowoche [a vovó = die Wowo = die Grossmodder] nohear gewohnt hot.

(I) Ach, so.

(P) Do hot der gewohnt.

(I) Ahh.

(P) Unn, weil die, der der hatt dann die Mama gekennt, doorrich der, weil d’ von, unsre Nochbahr wooh dem dem Welter seine Jung, der Welter Albert,

(I) Hmm.

(p) der Cristina seine Vater,

(I) Hmmm.

(P) Der hot groot en Stück riwer gewohnt.

Unn der iss immer der Mama helfe komm.

(I) Ahe.

(P) Unn die Mama hot dene gehollef, die harre immer dann en Kind noh ‘m annre, do woore grood Zwillings Kinner uff der Welt komm; unn wear voar ‘m Bett immer gestann hot, wooh die Mama, die hot die Mine immer gehollef; unn dann, ehh, wooh die schlecht droon, die wooh om sterwe, hot viel Blut veloar, unn do, wooh dann mein’ Mama gewusst, ei, die gibt dem, Blut se trinke, sein ooichne Blut, unn dann hot se sich salvoot [salviere = salvar = reten], gell?! Denk moh noh, so hot das zugang früher, so hot das zugang, hot se sein ooichne Blut getrunk für se net sterwe, sollt; so en Ding wooh das. Mein, Paul, dear heit stellt eich gooh nemme voar was das iss.

Naja, unn dann iss der Welter mooie komm. Unn do wie der moh öftersch komm iss, honn die Buwe [Hochd.: die Buben] ongefang … wenn der Welter, von uwe runner iss komm, weil das Haus wooh doch en Stück ren, gell?!

(I) Ahe.

(P) Unn dann iss der mit dem Gaul geritt komm.

(I) Ahe.

(P) Wie’Er dort dren iss komm: Ahh der alt Welter kimmt, der alt Welter kimmt, Bohne in die Wasser, Wasser in die Bohne.

(I) Aha ha ha … /Lach/

(P) Der Teiwel ongestellt.

(I) Meine Güte aha ha ha … /Lach/

(P) Unn so hot das zugang, wesst du?!

(I) Aha!

(P) Naja dann, wenn Weihnachte wooh, dann unser Geschenkcher woore blumiche Toss [Klengebäck / Hochd.: Plätzchen], blumiche Toss.

(I) Mehltoss!

(P) Ijo! Das wooh dann schön, weil die blumich wooh, weil du host moh niemols ‘was bessres gesiehn, gell?!

(I) Ahe!

(P) Unn, emol, hot doch mein Goot [die Gote = a madrinha; Hochd.: die Patin], wo in Cerro Largo gewohnt hot – wie früher mein Mama, eh mein Vater Bierbrauerei hat, do harre die besser Lewe, gell?! Do hatt die Brachte, wooh dann, hot die dann geholl für mein Goot, gell?! Die harre in dene Zeite in Roque gewohnt. Unn do nocher sinn die in Cerro Largo gewannert, unn do hatt die en Chance no’, ich wess net mit wem, hot die mear so en viereckiche Kästche geschickt, unn do hatt die Orembändcher von Silwer, en Orembänche, wo dann soviel klene Ringelcher wore dren wievile mein, wieviel Joah ich hatt – Mensch wooh ich stolz dodamit, mein Zeit wooh ich stolz gewest, weil du hast doch nie nichs krieht, wesst du?!
Dann hast so en Kittelche, wo die Mama dear genäht hot, Kalt, en Langhos, orra ‘was, mein Zeit, das hast du net, do wooh nichs. Wesst du, in dene Zeite, /ruff Rüps/, mein Zeit, ich verg., ich denke droon, wenn se dann nocher en Schweinche geschlacht, da hatt se ‘s Rooichhäische, hot ‘s gerooicht, alles, schön.

(I) Das schon beim Welter-Wowo [der Wowo = o vovô = der Grossvater] dann, dort unne?

(P) Neh, das wooh noch wie mear dort gewohnt honn.

(I) Dort gewohnt honn.

(P) Unn dann, ich vergesse nie, da harre die Buwe, moh, der Rudi unn der Helmut, en Tatu [o tatú= der Tatú = das Gürteltier] gefang; unn die Tatus tun sich jo in der Bottem groowe.

(I) Ijo, jo, jo, jo.

(P) Unn do honn die ooch so en Loch gemach unn honn der Tatu do ren getun, honn gedenkt tärre ‘was mache.

(I) /Lach/

(P) Anners mooints wooh der Tatu fort, hot das Loch weiter gegroobt.

(I) /Lach/

(P) /Lach/

Ah, unn do der Rudi, der Rudi hatt immer so bissche meh Orweit [Hochd.: Arbeit] geb, unn do, Orweit no sentido [no sentido = im Sinn von] so, der iss in die Schol gang unn hot nie gelernt, ich vergesse nie, die Mama sooht, der iss siewe Joahr in die Schol gang unn konnt noch net die ABC.

Tá! [OK!] Do meine Patt hot, hot dann in Laranjehre [Laranjeira] gewohnt.

(I) /Lächelche Ahe!

(P) Unn das wooh dann der, ahh, Albert hot der gehesst, ijo, unn der iss ooch nocher in Santa Catarina [im West von SC] gewannert [ausgewandert]. Eh, unn do, honn se mit dem, ge., wie se do, der moh mooie [besuche] komm, unn do, ei, tun der Rudi bei der, meine Pat [Hochd.: Pate] hin, für se lerne schaffe dort mit dem, gell?!

(I) Ahe!

(P) Unn do honn se der Rudi /Lach/ dort hin getun /Lach/; unn, unn nochters Mittachs, ich wess nemme, der iss der, der meine Patt noohmo geritt komm, ja der Rudi iss nemme do, não sei, der Rudi iss …

(I) Verschwunn. [Hochd.: verschwunden]

(I) ausgeriss /Lach/. Tá [OK!], do ich wess mear wore dort rum, harre se sich preocupiert [Sorche gemach] mit dem Rudi, unn emoh honn se raus gefunn, worr’Er schon Derheem, in der Schopp, da harre se so ‘n Speicher, gell?! /Lach/

(I) Ahe!

(P) Unn do honn die, eh so Heu dort druff gehat

(I) Ijo!

(P) für im Winter Futter se honn.

(I) Futter se honn, ja!

(I) Unn do horr’Er dort in dem Heu geleh. Iss’Er …

(I) Verteckt?

(P) zu Fuss lehn Heem komm, wooh so en Gurie, unn do harr’Er, da harra Bang gehat Derheem hin komme, unn weil ’a sich dort ins Heu geleht /Lach/. Das wooh unser Lewe.

(I) Winterzeit, orra? Waah ‘s im Winter?

(Q) Nah, das, in der Zeit, ich wess net was für Zeit ‘s wooh, awer, es wooh net, die, kalt wooh ‘s moh net. /Lach/.

(I) /Lach/

(P) Ai, ai, ai … unn dann, tá, do nochter, do hot dann die Mama geheiratt, do hot dann der Welter so gemacht , in dene Zeit wooh der Oscar dann schon fort schaffe in Afonso, on die /…/, eehhh, wie sääht ma noch? Mit Haut?

(I) Curtume! [o curtume = die Gerberei]

(P) Curtume! In Afonso, ich wess noch schön wo ‘s mais ou menos [meh orra wenich] noch wooh. Unn dann hot der Welter dann so gesooht, dann mit der Buwe hätt ear dann kein Compromisso, né?! Die müsste dann für sich schaffe gehn, unn dann der Mäd tätt ear sich verflichte dann, gell?! Mear worre dann noch so Kinner, gell?!

(I) Ahh, interessant!

(P) Unn dann, es wooh dann grood, dann worr’Ich en Joahr in der Grupo [Stootliche Schul] gang, unn dann hot sich das so zugetrooh, dann próximo Ano [nechst Joahr], unn do hot der Welter mich, ei das weard dann besser, weil die, die honn, die Lehrrine mich geschändt unn do honn gesooht Alemão-Batata (Pejorativ, wörtlich üwersetzt: “Kartoffel-Deitscher”), die Lehrrine, unn honn mich geschändt, unn do, honn ich mich beklooht Derheem.

(I) Hmmm …

(P) Unn do, ahh hot der gesooht, mear tun die Selma bei der Leehrer.

(I) Das wooh dann der Pauli?! Nein, nein …

(P) Neh, neh, das wooh der, der Maria Schuh seine Vater.

(I) Ach, du, ja, ja, Maria Schuh sein Vater, ja ich kann …

(P) Ich komme jetzt net druff, awer der Maria Schuh seine Vater

(I) Seine Vater …

(P) Der wooh dann, wemma in ahh Poss-Prett (Poço Preto) gang iss, ganz unne in der Poss-Prett.

(I) Ahhe!

(P) Un ich wess net obst du wesst, wear dortdrum gewohn hot, so …

(I) Neh, so neehmeh.

(P) É [Ja], unn dort wooh dann en Schul.

(I) Die Schul honn ich, ja ich gekenne die Schul, eu [ich] …

(P) Dort sinn …

(I) Ensinei lá pela Elaine uma vez, umas vezes [Ich honn dort für die Elaine emoh, en pooh mol dort geleahrt]

(P) Então, dort sinn ich dann in die Schol gang.

(I) Ja, ich wooh Lehrer dort /Lach/

(P) /Lach/ Do, noh, die Kliemans Mäd sinn dann dort in die Schol gang, unn dann sinn ich mit dene gang, unn dann simma, wooh so en dicke Boom [Hochd.: Baum] üwich die Barrinhe [a Barrinha = en tiefe Bachmündung, wo domols renzus, in der Rio Ijuí/Fluss, geflüsst hot – heit iss es total unner Wasser], musst ma do üwich der Boom gehn.

(I) Pinguela, ahe! [so en improvisiert unn prekäer Brück nennt ma en Pinguela uff Bräsiljoonisch]

(P) Ahe, unn simmer do doorrich die Potrere [o potreiro = der Potrea = Hochd.: eingezäunter Weideplatz] von dem Ledur Flori [Aussprecht ma:/leht_tua/]

(I) Letua, ijo …

(P) Unn dort drüwwe, riwwer, ren, bis an der Wech, unn dort simma dann bis in die Schul.

(I) Ahe!

(P) Unn ich wess dann, mol, mol iss en Kamiong [o caminhão = der Kamiong / Kaminhong = der Laschtwoohn = Hochd.: der Lastwagen] dort gefoohr, ich wess net ob der der Emil wooh, weil der earschte Caminhong wo do wooh, woor ‘m Mooier Emil [Mooier mündlich, schriftlich dann: Maier], unn der Mooier Emil hot do gewohnt, wo, wesst du, die, voar der Prasse [a praça = die Prasse = Hochd.: der Platz], das Haus do, wo der Fons [Abkeerzung von Afonso/Alfonso] wohnt dann is das Haus dort, do hot der Emil gewohnt, das Haus hot der Emil gemacht, der Mama seine Bruder. Unn, unn der hatt en Kamiong, ich denke das wooh mit dem, das wess ich nemme so heit, unn do, ich wess das, sinn ich mitgefoohr, unn ddo honn ich gebroch üwer der Wech,

(I) Ahh …

(P) awer das wooh von pure Ehlend, wesst du?!

Unn ah, dann hatt ma dort son ‘n Toofelche, du hast so en Toofelche, so en …

(I) Aha! Ich wess was das iss.

(P) en Grüwelche [o giz = Hochd.: die Kreide], ja bis du Hemm [Heem = Heim = Hochd.: zu Hause] komm bist, wooh noohmo alles aus gewest.

(I) Ija!

(P) Do hast du nichts meh; hot ma jo net viel gelernt, wesst du?!

(I) Nnneh!

(P) Unn die ooichne Lehr. Lehrrine,

(I) Die wusst.

(P) unn Leehrer, die wusste jo nichs!

(I) Die wusste … wenich.

(P) Weil nohear, wie ich jetzt nochter, in die Schol sinn gang, en der, ich unn de Gabriel, wesst du?!

(I) Ahe!

(P) Do honn die ooich., in dene Zeit, do honn die ooiche Lehrrine, ehh, gesooht, eahh, ma tut mit eich lerne weil mear hatte ooch net viel Schol – was die, awer mais comum [mit wenich Erfoohrung] Lehrrinche worre,
(I) Mmhe, mmhe!

(P) unn die Lehrrine harre net viel gewisst.

(I) Nneh!

(P) Unn so, so honn mear gelebt. Unn do hot, wie mein Grossmutter gestorreb iss, do hot mein Mama mear en Kittelche [der Kittel = o vestido – Achtung: Kittel iss ken avental orra jaleco, wie uff Hochd., en falsche Kognat / falsche Freind] gemach, weil die Grossmoddre harre dann all, das Zeich [a roupa = das Zeich = der Stoff] wooh schwarz unn dann so weisse Blümcher dren, wesst du!

(I) Ahe!

(P) Unn das wooh die Grossmoddre ehre Zeich. Unn dooo, ehh, hot mein Mama mear dann en Kittelche dovon gemach, was der Grossmodder seine Rock wooh; unn das wooh mein Zeich gewest. Do wooh net en gut Stückzeich koofe gehn; unn das wooh dann kalt, üwer kalt, unn ma hat ken Zeich. Unn do wess ich, do honn ich moh so ‘n, hot mein Mama ‘n dann nohear mear ‘n rot Pilussnehosche [a pelúcia = Hochd.: der Plüsch] gemach, biss dohin gang iss, für das ich enbissche ‘was woormes on hät; unn do, hot daas, woohs Sonndachs Mittachs, sinn ma dann mooie gang, dort hin, gell?! bei die Tante Linde, die Grossmodder wooh dann nemme do; unn do, honn dann die Froohleit dort gesitzt, wie ma so ‘n Kind wooh dodabei, wohre ich doch so stolz mit meine rote Hose, honn ich dann allgebot mein Röckche ruf gezoh für se siehn mein rot Hosche /Lach/. Das wooh unser Lewe!

(I) Cem por cento! [Enhunnert Prozent = genau!]

(P) Die do, wo se soohn orrem Lewe, é luxo! [é luxo = iss Luxus]
Mear harre en orrem Lewe, Paul. Ich wess was das iss!

(I) Hmm.

(P) Ich wess was das iss!

(I) Hmm.
(P) Então, wesst da, das alles bringt schon mit, in der Familje, du zufriede sinn mit was du host, weil ma hat, iss zu orrem uffgewachst, wess du?!

(I) Hmm.
(P) Unn nohear, wie die Mama dann verheiratt wooh mim Welter do, iss der Welter hot dann die Mama gebrung, der hot das dann so gemach, hot der Mama dort die Terrenos [Grundstücker in der Stadt] geb unn die Chakre [a chácara = die Chakre = i.e. klene Landsitz] für unne das Land alles mit ‘m Haus mit alles; unn ear hat dann dort das Haus, unn die Schweinställ unn der hat dann vieh, gell?! unn das wooh für die Mama dann gut, dann hot die gut Geschäfter gemacht mit dem Welter, gell! Unn, unn do hot dann die Chakre, die Chakre iss nohear später dann, ééé [jooo], uns Kinner zugefall, später wie der Welter schon nemme do wooh, nichs, gell! Unn do das nohear vertehlt honn, wo bes du ‘von krieht host

(I) Mmhe!

(P) Die Chakre hot der Welter der Mama … wesst de!

(I) Hmm.

(P) Onn, ahh, die Herança [Erbschaft], wo mear harre von mein’m Vater, in dene Zeite, alles das hot der Emil [en Onkel von Selma, Motterseits] gemacht, do hot der Land kooft, dort wo der alt Beppler gewohnt hot, in der Kolonie [a colônia = die Kolonie = in dem Fall bedeitt das, en spezifische Agrarreschion/Agrarregion] …

(I) Hmm, Laranjeira?!

(P) dort ho der so ‘n Stück koof …

(I) Sinamão!

(P) ijo, wo goohnichs weart wooh unn dann für jede Kind, do wooh so ‘n Stückche.

(I) Hmm.

(P) Unn do hot der Welter das nohear, aos poucos [allmählich], von jedem Kind koof. Unn do honn ich, von dem Geld für mear en tipo enxoval [so en sort von Ausstattung] gemach, honn mear die Cômoda [die Kommode] für in mein Zimmer koof unn son ‘n, ich wess nemme alles was. Unn dann was net ‘s Land wooh, wohre en pooh Mil Geld [en Mil = en tausend], etwas Geld, wooh dann, ehh, der Schneider Lindo [Lindo iss en Abkeerzung für Arlindo] wooh Escrivão [Hochd.: der Schreiber], unn do hot der, eh denk moh wie die das früher gemacht honn, mein Mama hot nichs gekennt, die wooh ‘n dumm gewesst, unn do hot der dann das Geld von der Órfãos-Kinner [uff Hochd.: die Waisekinder] hot der dann gehol für später se bezoohle wenn mear fulljährich wäre – ja, der hot das Geld gehol, Paul. Nohear hot ear der Oscar en pooh Trockcher geb, unn ‘m Helmut noch wenicher, der Rudi wess ich üwerhaupt net; unn do hot mein Mama immer do dovon gesproch, do hot der Schneider Lindo, ooch in Cerro Largo gewohnt, ich wess moh schön wie ich mit der Mama hin sinn gang, unn do honn ich, wooh so ‘n Strits, unn do honn ich, tive o peito de falá na minha herança [mich vertraut üwich mein Erbe se rede].

(I) Wie alt woohs du?

(P) Ich wess das nemme …

(I) Veerzehn?

(P) Ich wess, do hot ear mear en pooh Trockcher geb, wess du was ich koof honn? Für die Trockcher? Eu acho que foi meia dúzia de, é, vidro de conserva de que tinha com arame que … [Ich gloow’ ‘s wooh en halleb duzent von, ei, Inmachgläser, dene mit dem Droht komm sinn, wo ma …]

(I) Aha …

(P) tu fez a conserva e [du host Kompotte gemacht unn] – das honn mear krieht – die Erna [jünger Schwester] hot goohnichs meh Krieht.

(I) De herança. [Als wie Erbe.]

(P) Der Schneider Lindo hot das Geld gehol unn Kinner ongeschiss. Wesst du …

(I) Agora esse [Awer der] Schneider Lindo, wear wooh der, der ahh?

(P) Der, wo die Carmen, wo im Radio [Radio Cerro Azul, in Cerro Largo] gesproch hot, unn ehh …

[ … ]

FERNANDO PESSOA
in unser Sproch:

Leicht iss es, Wörter tausche;
Schwearich iss es, ruiche Momente interpretiere.
Leicht iss es, newich en anner [zu Fuss] gehn;
Schwearich iss es, wisse wie ma sich treffe kann.
Leicht iss es, [jemandem] das Gesicht küsse;
Schwearich iss es, der Herz erreiche.

É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração.

–Fernando Pessoa
(die Üwersetzung ins Riograndenser Hunsrückische iss von Paul Beppler)

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